domingo, 9 de maio de 2010

CORONEL FRANCICSCO DE ASSIS MANSO DA COSTA REIS

Por Mauro Luiz Senra Fernandes


Nasceu em 4 de fevereiro de 1803 no Arraial de Sete Lagoas, Freguesia do Curral Del Rey.

Era filho do Cap. Valeriano Manso da Costa Reis e de Dona Anna Ricarda Marcelina de Seixas, irmã da célebre “Marília de Dirceu” – Maria Dorothéia de Seixas – ex- noiva e musa do inconfidente Thomaz Antônio Gonzaga. Seu avô era Manoel Manso da Costa Reis, Fidalgo da Casa Real, casado na Bahia em 1711, com Dona Clara Maria de Castro e falecido em Ouro Preto em 1787. Foi o patriarca da família Manso da Costa Reis, de Minas Gerais, da qual procederam quase todos os Costa Reis mineiros.

Seus irmãos eram: Cel. Valeriano Manso da Costa Reis Filho, casado com Dona Margarida Euphrasia Monteiro de Barros; Bernardo Tolentino Manso da Costa Reis; e Cel. José Maria Manso da Costa Reis, casado com Dona Francisca de Assis Monteiro de Barros Galvão de São Martinho.

O Cel. Francisco casou-se no dia 7 de novembro de 1831, em Ouro Preto, na Igreja de Nossa Senhora do Pilar, com Dona Francisca de Paula Monteiro Nogueira da Gama, filha de Matheus Herculano Monteiro da Cunha e de Dona Maria Custódia Nogueira da Gama.

Ficando viúvo, sem descendentes, casou-se com sua sobrinha, Dona Maria do Carmo Manso Monteiro da Costa Reis, bem mais jovem que o marido, nascida em 05 de julho de 1834, filha de seu irmão Valeriano Manso da Costa Reis e de Dona Margarida Euphrasia Monteiro de Barros.

O Coronel Paulo René de Andrade cita em seu livro que o Alferes de Cavalaria de Linha Francisco de Assis Manso da Costa Reis foi o primeiro oficial a ser nomeado e o mais graduado quando comissionado no posto de Capitão. Comandou interinamente, durante sua organização, o Corpo de Permanentes.

Antes de 1840, baldeou-se para os “Sertões do Leste” onde Manuel José já colhia resultados das extensas lavouras de café que abarcaram áreas onde, hoje, situa-se parte de Leopoldina, de Além Paraíba, Angustura, Santo Antônio do Aventureiro, Pirapetinga e Volta Grande.

Em 24 de maio de 1842, através do Governo Provincial chefiado por Bernardo Jacinto da Veiga, foi comunicada à Câmara do Pomba sua nomeação para o lugar de sub-delegado do distrito de Madre Deus do Angú.

Em 1º de dezembro de 1848 assumiu o cargo de vereador municipal de São João de Nepomuceno.
No dia 11 de agosto de 1871, na Fazenda do Morro Alto, pelas duas horas da manhã, faleceu o Cel. Francisco de Assis sendo sepultado no dia seguinte no cemitério público da Freguesia.

O túmulo que se encontra seus restos mortais no distrito de Angustura foi transformado em Mausoléu da Polícia Militar de Minas Gerais, hoje monumento tombado pelo patrimônio histórico do município.
Terreiro de café da Fazenda da Conceição e integrantes da Família Manso Monteiro da Costa Reis

Dona Maria do Carmo casou-se, novamente, com o primo, também viúvo, Bernardo Manso Monteiro da Costa Reis, filho de José Maria Manso da Costa Reis e de Dona Francisca de Assis Monteiro de Barros Galvão de São Martinho, por sua vez, bisneto de Pedro Affonso Galvão de São Martinho, que foi comandante do Regimento de Cavalaria de Vila Rica, em 1792. Desse enlace teve um filho: Brasiel Manso Monteiro da Costa Reis, herdeiro da Fazenda da Conceição, em Angustura.

Bernardo Manso Monteiro da Costa Reis, de seu primeiro matrimônio com Dona Maria José Miranda Ribeiro, tiveram os filhos: Américo Miranda Manso, Carlota Miranda Manso Monteiro Nogueira da Gama e o Desembargador João Maria Miranda Manso.

Dona Maria do Carmo Manso Monteiro da Costa faleceu em 17 de julho de 1917, cinqüenta e quatro anos após a morte do primeiro marido. Tinha oitenta e três anos.


Brasiel Manso Monteiro da Costa Reis, herdeiro da Fazenda da Conceição, em Angustura. Foto:acervo de Mauro Senra, oferta da Sra. Mary Marinho Ribeiro.

3 comentários:

  1. gostei
    gosto muito saber mais minha familia....
    abraçao.

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  2. muito legal nossa familia realmente 'e enorme

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  3. otimo trabalho, to sempre acompanhando todos!

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