terça-feira, 29 de novembro de 2011

UM JARDIM PARA PORTO NOVO

Por Mauro Luiz Senra Fernandes



DR OCTACÍLIO COUTINHO - 1966

Construção do Prédio do Rex Club em Porto Novo aproximadamente 1946

Aos que gostam de história – história do Brasil, história do Estado de Minas, história das Civilizações, é interessante narrar certo trecho da história de Além Paraíba.
Aí, pelo ano de 1912 (ou pouco menos) foi adquirida a Estrada de Ferro Central do Brasil, então dirigida pelo Conde de Frontin, graças aos esforços do Agente Executivo, farmacêutico José Venâncio Augusto de Godoy e do Senador mineiro Francisco Salles, então Ministro da Fazenda, um terreno para nele construir uma fábrica de tecidos. Efetuada a compra pela Câmara Municipal de Além Paraíba, foi decidida a extinção do brejal ali existente, povoado de sapos, atestando a presença de água estagnada, em cuja decomposição de insetos nocivos ao homem encontrava vasto campo para sua proliferação. Traçam-se os planos, tendo em vista a construção, além da fábrica, da abertura de duas ruas e de uma praça. As vias públicas foram dadas os nomes que até hoje conservam, isto é, Capitão Godoy e Conde de Frontin. Quanto à praça, foi-lhe dado o nome do Senador Francisco Salles.
Erguida a Fábrica de Tecidos, o Dr. Acácio Castello Branco traçou a planta do jardim, iniciando-se os trabalhos de edificação do mesmo. As dificuldades foram superadas com o auxílio dos bancos, de doações de árvores e flores, tubos velhos pintados transformados em postes. Surgiu o jardim, depois o coreto. As retretas tomaram conta do logradouro. Os namorados. No ato da inauguração, em 1917, o Prefeito Cel. Antônio Castello Branco, respondendo a saudação de Marietta Faria, filha da saudosa professora Emília Faria, que falou em nome da população, frisou, em certo trecho do discurso: “um jardim onde, à tarde, as crianças pudessem folgar como bando de encantadoras borboletas e nós pudéssemos desfrutar manhãs ou tardes amenas, ou suavizar os rigores dos dias calmosos”.
Infelizmente o jardim durou relativamente pouco: em 1947 ou 1948, com a construção dos dois edifícios – Rex Club e Cinema Brasil – naquela área, desapareceu o logradouro.
Cousas da administração municipal: aqueles que respondiam pelos destinos da Prefeitura de doarem a velha Praça Senador Francisco Salles. E com isto, ao invés de prestarem um benefício à Cidade, cometeram um erro, conforme o tempo (sempre ele) veio demonstrar. Com efeito: cinema e clube poderiam ter sido levantados em outro local, jamais à custa do sacrifício de um jardim, situado em ponto tão aprazível.
Estreita, a cidade pequena, apertada entre morros e o Paraíba, crescendo a população, diminuindo os espaços vazios, Porto Novo – bairro mais populoso – ficou sem o que, com muita razão se chama de seu “respiradouro”. Enquanto São José conserva sua praça ajardinada e Vila Caxias se orgulha da “Conde das Neves”, os portonovenses, de coração e cheios de razão, quedam-se inconformados sem o seu jardim. Que inveja lhes faz, por exemplo, Varginha com suas 12 ou 13 praças, cada qual mais bonita! E Cataguases! Leopoldina! E Três Rios! E Carmo – Carmo, com aquela maravilhosa praça. Ó, uma praça para os filhos. Para os velhos! Para os eternos e românticos namorados! Uma praça amenizante das nossas canículas! Acontece que, com a queda de movimento dos trens, a retirada da Estrada de Ferro Central do Brasil, abriu-se um grande espaço, onde antes havia um dos armazéns de bagagens.
Fazemos-lhe um apelo senhor prefeito: acerte a doação dessa área com a Prefeitura. Está vazia, mas pode ser preenchida dignamente. Não lhe pedimos para “fazer” o jardim. Queremos o terreno, cedido, trocado, vendido, não importa, o terreno. Deixe o resto por nossa conta. Verá como se juntarão todos os poderes, repetindo o exemplo de 1917 quando, José Pagano Brundo e José Silveira à frente (ambos os vereadores) deram tudo, pelejaram como heróis até verem o jardim construído. A generosidade de nosso povo doará postes, cimento, árvores, flores e tudo.


Prédio do Rex Club e do Cinema Brasil.

domingo, 27 de novembro de 2011

CENAS DO PERÍODO CAFEEIRO DE ALÉM PARAÍBA E REGIÃO

Por Mauro Luiz Senra Fernandes


FAZENDA DA CACHOEIRINHA - Marinópolis - Além Paraíba, MG


José Villela de Andrade comprou o Sítio Vista Alegre em 1880 e, em 1890, comprou a Fazenda Torrinha, ambas em Angustura, distrito de Além Paraíba, MG.
Essas terras formaram a Fazenda da Cachoeirinha e, aproximadamente em 1890, construiu-se a sede.

O nome de José Villela de Andrade consta na relação de negociantes do Arraial de Angustura, de Secos e Molhados, aguardente e armarinhos, engenho de café para negócio, engenho de cana e alambique.

Foi casado em primeiras núpcias com Ana Luiza Cardoso e em segundas Núpcias com sua cunhada, Luiza Cardoso Brochado de Lima, ambas são filhas de Francisco Cardoso Brochado e Francisca Cardoso de Lima.

De seu primeiro matrimônio, tiveram os filhos: José (Zequinha), que foi casado com Assuntina Marotta; Francisco, que faleceu solteiro; Ana (Cotinha), casada com Aurélio de Andrade Nunes; e Mariquinhas, casada com José Cardoso Villela de Andrade.

De seu segundo matrimônio, tiveram os filhos: Antônio, casado com Lídia Duarte; Gabriel (Bié), casado com Maria Ivone Alves de Moura; Lindolpho, casado com Jandira Mattos Villela; Virginia; Luiza, casada com João Luiz de Castro Silva; Francisca; Maria das Dores e Maria da Conceição.

José Villela de Andrade faleceu em 26 de maio de 1893 quando, então, a Fazenda da Cachoeirinha passou a ser administrada pela sua esposa Luiza que era orientada por Zequinha, filho do primeiro matrimônio, que na ocasião era muito jovem.

Ana Luiza Cardoso dançou na Estação de Trimonte com o Imperador Dom Pedro II, em visita de inauguração da Estrada de Ferro Leopoldina



Luiza Cardoso Brochado e seus filhos

José Villela de Andrade – “Zequinha Villela, proprietário da Fazenda Cafelândia , sua esposa Assunta Maria Marotta (Assuntina Marota) e seus filhos Cléo, Naná, Zezé, Hélio e Eny.



FAZENDA BELA AURORA - Angustura - Além Paraíba, MG


Dona Ana Esméria Teixeira Côrtes - "Nicota", nasceu na Fazenda Trindade no dia 28 de abril de 1864 e faleceu em 29 de setembro de 1943.Era filha de José Cesário de Figueiredo Côrtes e Maria Guilhermina Teixeira,

Foi esposa do Coronel Arthur Augusto de Figueiredo Côrtes, filho de José Augusto de Figueiredo Côrtes e Maria Guilhermina Rodrigues Diniz.

Fazenda Bela Aurora - Dona Ana Esméria e família. Sua cunhada Emiliana de Figueiredo Côrtes, casada com Antonio Carlos Teixeira Leite Junior, sua nora Zulmira Ribeiro Côrtes, suas filhas Ruth Teixeira Côrtes, Laura Teixeira Côrtes (sentada no centro), Anna Teixeira Côrtes Villela e os netos Vera, Ary e Zuleika


Fotografia tirada por ocasião do casamento de Umbelina Côrtes de Araújo (Filhinha) e de Laerte Araújo Porto, no dia 25 de setembro de 1923. A noiva era filha de Antônio Domingues de Araújo (Nhozinho) e de Maria Guilhermina Teixeira Côrtes (Marieta), defronte da sede da fazenda bela Aurora – Distrito de Angustura, que pertenceu aos avós da noiva o Cel. Arthur Augusto de Figueiredo Côrtes e de sua esposa Dona Anna Esméria Teixeira Côrtes (Nicota).





FAZENDA BOA VISTA - Angustura - Além Paraíba,MG



Angustura tem suas origens nos primórdios do povoamento da Zona da mata Mineira. Destacando-se na política e na economia em meados e no final do século dezenove, nessa ocasião a aristocracia rural-cafeeira que era a base da economia, edificou no Vale do Paraíba, belos casarões, imponentes igrejas e monumentais sedes de fazendas.

Uma das expoentes fazendas daquela época foi a Fazenda Boa Vista, desbravada no início do século dezenove pelos avós do deputado Dr. Francisco Cesário de Figueiredo Côrtes, nascido em 1854 e falecido em 1897 e de sua esposa Dona Ernestina Teixeira Côrtes – “Nhanhá”, nascida aproximadamente em 1863 e falecida em 1944, proprietários dessa fazenda, que mais tarde pertenceu a seu neto Dr. Humberto Côrtes Marinho.

A Fazenda Boa Vista não suportou a ação do tempo. Com suas dezoito janelas em sua fachada, precisou ser demolida e com o material dessa demolição foi construída outra sede na Vila de Angustura, ao lado da Matriz de Madre de Deus – o “Solar da Boa Vista” e lá se encontra preservado todo o acervo da fazenda e da família.

Dona Ernestina Teixeira Côrtes, o seu genro Oscar Teixeira Marinho, a sua filha Georgina Côrtes Marinho e outros famíliares na Fazenda da Boa Vista


FAZENDA SERRA BONITA



Foi na Fazenda Serra Bonita que nasceu Clower Bastos Côrtes, no dia 13 de maio de 1916, era o primeiro filho de uma irmandade de 10 do casal Mario Villas Boas de Figueiredo Côrtes e de Margarida de Campos Bastos Côrtes.

Clower Bastos Côrtes lutou no “front” da Segunda Grande Guerra e faleceu em 30 de maio de 1945, na Itália.

Era agrônomo, formado pela Escola Superior de Agronomia de Viçosa-MG. Quando foi convocado, administrava a fazenda Serra Bonita. Juntamente com ele foram convocados um empregado de sua fazenda e mais uns seis alemparaibano e três não retornaram: Clower Côrtes, Manoel de Souza e Carlos Côco.

Fazenda Serra Bonita
Mario Villas Boas de Figueiredo Côrtes, Margarida de Campos Bastos Côrtes e alguns de seus filhos na Fazenda Serra Bonita


FAZENDA PONTE NOVA


O casamento de Ignácio Merry e Marianinha Villela Pedras, filha do médico e fazendeiro, Dr. Pio Villela Pedras e Dona Elisa Villela de Andrade, na Fazenda ponte Nova, em Marinópolis.

"A gente não muda a história. Só trabalha para que ela fique mais bonita."

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

CAPELAS DAS FAZENDAS DO PERÍODO CAFEEIRO DE ALÉM PARAÍBA E REGIÃO

Por Mauro Luiz Senra Fernandes


Desde os tempos das primeiras fazendas de café de Além Paraíba, inúmeras capelas foram construídas com os mais diversos nomes. No sentido de homenagear este ou aquele santo que seus proprietários e o povo em geral agindo dentro da mística, procurava manifestar sua fé louvando a santidade divina.


Fazenda da Gironda

Capela da Fazenda Santa Alda

Capela da Fazenda Bom Retiro

Capela da Fazenda da Arapóca

Capela da Fazenda da Conceição - Aterrado

Capela da Fazenda da Conceição - Angustura

Capela da Fazenda Ouro Fino

"Somos todos iguais, o que muda é a nossa história."

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

FAZENDAS DO PERÍODO CAFEEIRO DE ALÉM PARAÍBA, MG E REGIÃO

Por Mauro Luiz Senra Fernandes




Casa-grande era a casa do senhorio nas grandes propriedades rurais do Brasil colonial. Inicialmente, o termo não era utilizado para designar toda a residência. Além disso, tal nome é utilizado ainda para designar o centro da forma de vida patriarcal do sistema colonial no Brasil, pois todos estavam ligados a ela e a senzala funcionava como um complemento político, econômico e social seu.

Fazenda Barra do Peixe

Fazenda Fortaleza

Fazenda da Gironda

Fazenda Bom Retiro

Fazenda do Castelo

Fazenda da Cachoeirinha

Fazenda da Conceição - Aterrado

Fazenda Santa Alda

Fazenda Deus Esteja

Fazenda da Conceição - Angustura

Fazenda Ouro Fino

Fazenda da Arapóca

Fazenda Constânça

Fazenda Lordello- Jamapara/Sapucaia, RJ

Fazenda Lordello - Jamapara/Sapucaia, RJ

Fazenda Paraíso - Jamapara/Sapucaia, RJ

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

PROFESSORA NAIR FORTES ABU-MERHY

Por Mauro Luiz Senra Fernandes





A menina Nair Martins Fortes entre os seu irmãos e seus pais

Professora Nair Fortes Abu-Merhy, nascida em Além Paraíba no dia 20 de novembro de 1909, era filha do libanês Capitão Jorge José Fortes e da brasileira Maria Natalina Martins do Couto – “Dona Sinhá”, pertencente às tradicionais famílias pioneiras na fundação de Além Paraíba os Martins do Couto e Ferreira da Fonseca.

Era neta paterna dos libaneses Chaim Jorge Abu-Chidid Gadab e Astir Abu-Chidid Gadab, e neta materna do Coronel Francisco Martins do Couto e de Anna Cândida da Costa, que abriu a Fazenda da Prata, em Benjamin Constant.

Era irmã de Anita, José, Francisco, Antônio, Maria de Lourdes, Jorge e Oscar Martins Fortes.

Foi casada com o médico Dr. Miguel Elias Abu-Merhy e teve uma única filha, Helena Maria Fortes Abu-Merhy

Era bacharel e licenciada em Pedagogia pela Faculdade Nacional de Filosofia da Universidade do Brasil, iniciou sua carreira de professora secundária em Além Paraíba, lecionando francês e Inglês no então Colégio Além Paraíba, dirigido pelo inesquecível Dr. Edelberto Figueira. De sua passagem pelo educandário do Bairro da Saúde até hoje persiste um lastro luminoso, assinalado a inteligência de “escól”, demonstrando que o futuro lhe seria o mais promissor, elevando-a, com justiça, a um nível impar de conceito e admiração.

Transferindo residência para a Capital da República (Rio de Janeiro), submeteu a concurso de provas para o cargo de Inspetor Secundário, obtendo o primeiro lugar entre vários candidatos.

Posteriormente foi nomeada Assistente de Ensino do Departamento Nacional de Educação, e, mais tarde, em novo concurso com defesa de tese, viu-se aprovada em posição das mais honradas. Nomeada, reestruturada a carreira, ei-la em terceiro concurso, que permitiu assomar ao ápice da carreira.

Contratada em 1951 para reger a cadeira de Administração Escolar e Educação Comparada na Faculdade Nacional de Filosofia da Universidade do Brasil.
Regeu ainda a cátedra de Educação Comparada da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade do Distrito Federal. Integrou banca examinadora de concurso para catedrático de Psicologia Educacional na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, ocasião em que foi considerada pelo Governo como “pessoa de muito saber”.
Publicou monografias, das quais premiadas pelo Departamento de Administração do Serviço Publico e possuiu diversos trabalhos publicados sobre educação.

Proferiu “aula de sapientia” na Faculdade de Filosofia do Distrito Federal, recebeu medalha de mérito da Cruz Vermelha Brasileira pela colaboração intelectual que ofereceu aquela organização.

Possuiu diversos diplomas de cursos e méritos. Mereceu numerosos elogios do Conselho Nacional de Educação e recebeu portaria de elogios do Diretor do Ensino Superior.
Ocupou desde a sua criação a chefia na Secção de Estudos e Organização da Diretoria do Ensino Superior. Nesse setor ela respondia pela organização do ensino Superior no País.

Proferiu muitas conferências em estabelecimentos de ensino superior, em Minas Gerais e em São Paulo, algumas das quais publicadas.

Foi designada Diretora Substituta da Diretoria do Ensino Superior. Como tradutora de inglês e francês, com o que deu vários livros notáveis à nossa língua. Nesse particular empregou suas atividades na Editora Willian Jackson.

Como integrante de comissões para autorização e reconhecimento de várias instituições de ensino superior em todo o Brasil, em 1973 o município de Além Paraíba foi agraciado com o reconhecimento da Fundação Educacional de Além Paraíba – Faculdade de Filosofia Ciências e Letras Professora Nair Fortes Abu-Merhy – “FAFI-PRONAFOR”. A implantação de Ensino Superior em Além Paraíba e o seu crescimento é o resultado do trabalho realizado pela liderança do ex-prefeito e professor José Alves Fortes – filho de seu primo Pichara David Fortes.

Faleceu aos 90 anos de idade, no dia 16 de maio de 2000, no município do Rio de Janeiro, onde o seu corpo foi cremado. Suas cinzas foram sepultadas no jazigo de seus antepassados pioneiros e fundadores de Além Paraíba, no Cemitério da Irmandade do Santíssimo.

Nair Fortes Abu-Merhy em reunião familiar na residência de seus pais em Além Paraíba

Seu avô pioneiro Cel. Francisco Martins do Couto e sua avó Anna Cândida da Costa

Sua avó paterna Astir Abu-Chidid Gadab

Plenário da Câmara Municipal de Além Paraíba

Em comemoração aos quarenta anos da Fundação Educacional de Além Paraíba, o professor José Alves Fortes, ilustre cidadão alemparaibano e presidente fundador dessa importante instituição educacional recebeu merecidas homenagens de seus companheiros do Rotary Clube e da Câmara Municipal de Além Paraíba. Duas esculturas, retratando o seu busto: uma em bronze, e uma réplica do mesmo, em cerâmica – obras encomendadas à artista plástica Jô Grassini.
A primeira escultura, em bronze, foi inaugurada no Campus da Faculdade de Ciências Jurídicas e Gerenciais Alves Fortes, e a segunda, foi colocada na entrada do Plenário da Câmara Municipal de Além Paraíba, em 22 de dezembro de 2010.
Essas homenagens eternizam o cidadão José Alves Fortes, que muitos serviços já prestou à municipalidade, seja como advogado, professor, vereador e como perfeito municipal, de 1970 a 1972.
A Fundação Educacional de Além Paraíba é um grande legado que Nair Fortes Abu-Merhy e José Alves Fortes deixam para o povo de Além Paraíba, ao longo de seus quarentas anos vem transformando a nossa sociedade.

Fonte: Jornal A Gazeta de 1957