domingo, 19 de janeiro de 2014

"A BELLE ÉPOQUE EM PORTO NOVO" - Além Paraíba - Minas Gerais

Autor: Mauro Luiz Senra Fernandes
Professor Licenciado em História - Especialista em "Educação" e "Gestão Escolar"

Pontos de Venda:

ALQUIMIA DO VALE - Rua Adão Araújo - Porto Novo - Além Paraíba - MG

ANJOS & ARCANJOS - Rua Adão Araújo - Porto Novo - Além Paraíba - MG

CASA DO ESTUDANTE -  - Rua Adão Araújo - Porto Novo - Além Paraíba - MG

BANCA DA VILA - Praça Laroca - Vila Laroca - Além Paraíba - MG

Celular: (32) 9131.6509

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

“DESCASO – SEM DEFINIÇÃO DE POSSE, ROTUNDA ESTÁ EM RUÍNAS


SAIU NA IMPRENSA DA CAPITAL MINEIRA E NINGUÉM FICOU SABENDO - ALERTA GERAL!!!



“DESCASO – SEM DEFINIÇÃO DE POSSE, ROTUNDA ESTÁ EM RUÍNAS


Situação é confusa: construção é patrimônio histórico federal, tombado pela Prefeitura, integra os bens da Diocese de Leopoldina e não tem projeto de conservação.
Um jogo de empurra compromete a infraestrutura de um patrimônio histórico federal, em Além Paraíba, na Zona da mata. A Rotunda de Porto Novo do Cunha é tombada por lei municipal, mas não tem projeto de recuperação e conservação. Ela integra o patrimônio da Diocese de Leopoldina, que planeja alugar e vender parte do imóvel.
O Ministério Público Federal (MPF) pretende cobrar na justiça medidas que impeçam a degradação da antiga oficina de locomotivas da rede ferroviária federal (RFFSA).
“É um patrimônio valiosíssimo, que pertence à União. E não se sabe muito bem porque passou para a Igreja Católica. Agora, nem o proprietário assumem responsabilidade de preservação”, diz o procurador da República, Carlos Bruno Ferreira.
A Rotunda de Porto Novo do Cunha foi feita por volta de 1880, para a construção e manutenção das locomotivas que circulam na Estrada de Ferro Leopoldina. Ela ocupa um terreno de cerca de 20 mil quadrados. Construída em 360 graus, possui 36 boxes- um deles guarda uma maria-fumaça, que também está abandonada.
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EMPRESAS INTERESSADAS EM EXPLORAR O ESPAÇO
Carlos Bruno Ferreira, também representante do MPF, diz que a situação revela um imbróglio judicial e administrativo. “Quatro processos tramitavam na Justiça estadual, que não tem como julgar esse tipo de ação, por se tratar de patrimônio federal. Além disso, nessas ações NÃO HÁ PROVAS DE QUE A ROTUNDA PERTENÇA A IGREJA. Em tese, ela não pode fazer uso, sobretudo comercial, do prédio. VAMOS PRECISAR DESCONTRUIR O ERRO PROCESSUAL E DESCOBRIR A QUEM IMPUTAR A RESPONSABILIDADE PELA CONSERVAÇÃO DO PRÉDIO”. Analisa.
O Padre Ênio marcos de Oliveira, responsável pela Paróquia de São José, afirma que a Igreja não tem condições financeiras para realizar obras e aguarda posicionamento da prefeitura sobre parcerias para restauração do edifício. “temos empresas que querem reformar e explorar o espaço, precisamos saber da prefeitura se isso é possível”. A Secretaria municipal de cultura INFORMOU APENAS QUE AGUARDA DECISÃO JUDICIAL SOBRE O PROJETO DE RESTAURAÇÃO DA ROTUNDA.
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SAIBA MAIS
IMÓVEL USADO IDEVIDAMENTE
“O dinheiro arrecadado com a exploração do ponto comercial pela Igreja, cerca de R$500 mil, FOI USADO PARA A RECUPERAÇÃO DO TETO DA MATRIZ DE São José, que tem até um lustre de cristal, presente de Dom Pedro I à Marquesa de Santos”, admite o Padre Ênio.
O procurador da República não concorda com isso e diz que a Igreja não apresentou cálculos financeiros referentes ao não pagamento de aluguel. Como não há esses cálculos e tampouco registro no cartório de ofício de propriedade, não é legítima a postura da Igreja de utilizar o prédio”.

Fonte Jornal HOJE EM DIA – Belo Horizonte, terça-feira, 23/07/2013

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

CORONEL JOAQUIM LUIZ DE SOUZA BREVES – Primeiro Prefeito de Além Paraíba



Por Mauro Luiz Senra Fernandes





 Coronel Joaquim Luiz de Souza Breves

Os Breves no Brasil tem sua origem em Antônio de Souza Breves, foi o primeiro dos Breves que veio para o Brasil, nasceu em 1720, na Ilha de São Jorge, Açores, e morreu no dia 30 de dezembro de 1814, em São João Marcos, Província do Rio de Janeiro. Era conhecido como “Velho Cachoeira” ou “Antônio Cachoeira”, foi casado com Dona Maria de Jesus, conhecida como “Maria de Deus”, filha de Braz Fernandes e de Dona Joana do Espírito Santo – os três são da Freguesia de Santa Luzia, Ilha Terceira, Açores, Bispado de Angra. Deste matrimônio nasceram cinco filhos:
·        Capitão-mor José de Souza Breves, um dos pioneiros de Arrozal, casado com Dona Maria Pimenta de Almeida Frazão, filha de Antônio Lobo Frazão e de Dona Cecília de Almeida.
·        Anna Margarida de Souza Breves, casada com Francisco Luiz Gomes. Daí vem o Barão de Mambucaba e seus irmãos.
·        Manoel de Souza Breves.
·        Domingos de Souza Breves, batizado em 4 de agosto de 1751, em São João Marcos e casado com Dona Maria Silva.
·        Thomé de Souza Breves, batizado em 25 de janeiro de 1756, em São João Marcos, casado com Dona Maria Rodrigues, filha de Antônio Rodrigues e de Dona Francisca Valadão Flores.
O Capitão-mor José de Souza Breves e Dona Maria Pimenta de Almeida Frazão tiveram os seguintes filhos:
·        Dona Cecília de Almeida Breves – Baronesa de Piraí - nasceu em 1782 e faleceu em 1866, casada com José Gonçalves de Moraes – Barão de Piraí, que nasceu em 1776 e faleceu em 11 de outubro de 1859.
·        Comendador José Joaquim de Souza Breves, primeiro Presidente da Câmara de Piraí, em 1838, casado com sua sobrinha Dona Rita Clara Breves de Moraes, filha do Barão e da Baronesa de Piraí.
·        Comendador Joaquim José de Souza Breves – o “Rei do Café”- nasceu em 1804, em Piraí, e faleceu em 30 de novembro de 1889 e foi casado com sua sobrinha Dona Maria Isabel Breves de Moraes, filha do Barão e da Baronesa de Piraí.
·        Cipriano de Souza Breves, casado com Dona Victória da Silva Figueira.
·        Dona Francisca de Jesus Breves, casada em primeiro matrimônio com o primo Coronel Raymundo de Souza Breves, filho de Thomé de Souza Breves e de Dona Maria Rodrigues e, pelo segundo matrimônio, com o Dr. Diogo Teixeira de Macedo – Barão de São Diego.
·        Dona Anna Pimenta de Almeida Breves, casada com Possidônio Carneiro.
·        João dos Santos Breves, casado com Dona Josepha Maria da Conceição.
·        Dona Joaquina Pimenta de Almeida Breves Torres, casada com o Alferes José Pedro de Medeiros Torres.
·        Dona Maria Clara de Souza Breves de Souza Breves, casada com José da Silva Penna.
·        Dona Maria Pimenta de Almeida Breves nasceu em Santana do Piraí e faleceu em 6 de agosto de 1873, em Além Paraíba, MG, casou-se em 10 de fevereiro de 1822 com o primo o Comendador Luiz de Souza Breves, filho de seu tio Thomé de Souza Breves e Dona Maria Rodrigues.
·        Dona Brites Clara de Almeida Breves, nasceu em 1789 e faleceu em 24 de outubro de 1866, casada com o Major Victoriano da Silva Figueira.
Dona Maria Pimenta de Almeida Breves e o Comendador Luiz de Souza Breves tiveram os seguintes filhos:
·        Dona Maria Emiliana de Souza Brevesfaleceu em 24 de junho de 1874, foi casada com Júlio Cesar Monteiro de Barros, filho de Desembargador Francisco de Paula Monteiro de Barros e Dona Anna Carlota de Miranda Monteiro de Barros e tiveram onze filhos.
·        Dona Maria Eugênia de Souza Breves faleceu em 1884, foi a primeira esposa do Dr. Eugênio Monteiro de Barros, segundo filho do Barão de Paraopeba, que se formou na Universidade de Coimbra - Portugal e tiveram cinco filhos.
·        Cecília Pimenta de Almeida Breves,casada com o primo Joaquim José Gonçalves de Moraes, quarto filho do Barão e da Baronesa de Piraí.
·        Major José Luiz de Souza Breves, batizadoem 2 de junho de 1826 e faleceu em 1867, casado com Dona Amélia Augusta Monteiro de Barros.
·        Thereza de Souza Breves, batizada em 25 de fevereiro de 1827 em Santana do Piraí.
·        Coronel Joaquim Luiz de Souza Breves, primeiro Prefeito Municipal de Além Paraíba (Presidente da Câmara), nasceu em Santana do Piraí no ano de 1827 e faleceu em Além Paraíba no ano de 1902. Foi casado com sua sobrinha Dona Maria Clara Gonçalves de Moraes, filha de Cecília Pimenta de Almeida Breves e de Joaquim José Gonçalves de Moraes e neta do Barão e Baronesa de Piraí.
Tiveram os seguintes filhos: Cecília Clara Moraes de Souza Breves, casada com o Dr. Alfredo Magno de Almeida Rego; e Luiz de Souza Breves Sobrinho, casado em primeiro matrimônio com Maria Eugênia Monteiro de Barros, filha de Lucas Antônio Monteiro de Barros- Barão de Santa Alda e Dona Alda Eugênia Monteiro de Barros - Baronesa de Santa Alda e tiveram um casal de filhos que morreram logo e em segundo matrimônio com Lucinda de Souza Brandão.
·        Luiz de Souza Breves – Barão de Guararema – nasceu em Santana do Piraí, batizado em 20 de maio de 1828 e faleceu em 1910. Casado com sua sobrinha Dona Francisca Monteiro de Barros e não tiveram filhos.
·         Cecília de Souza Breves.
Dona Maria Pimenta de Almeida Breves, já viúva do Comendador Luiz de Souza Breves, veio tomar posse de sua propriedade por volta de 1841 juntamente com seus filhos, da Fazenda Aparecida, atual distrito do município fluminense de Sapucaia. Nesse período comprou em São José de Além Paraíbaa Fazenda Aventureiro, do Alferes Theodoro Faria Salgado e dividiu em cinco fazendas: a Fazenda Arapóca, que pertenceu ao seu filho Coronel Joaquim Luiz de Souza Breves; a Fazenda do Castelo, que pertenceu ao seu filho Barão de Guararema; a Fazenda da Conceição II;  a Fazenda São Luiz; e a Fazenda do Remanso, que foi hipotecada por seus netos, Luiz e Cecília, em 1889, para contraírem um empréstimo de 40:000$ (quarenta contos de réis). Por ocasião deste empréstimo, o credor Banco do Brasil, avaliou-a em 60:000$ (sessenta contos de réis), sendo trinta e seis contos (36:000$000) pelas terras e cafezais, e vinte e quatro contos (24:000$000), em pertences, utensílios e mais acessórios.

Termo de Batismo do Coronel Breves:
“Aos vinte de março de mil oitocentos e vinte oito, batizei e pus os Santos Óleos ao inocente Joaquim, filho legítimo de Luiz de Souza Breves e de Dona Maria Pimenta, naturais desta freguesia. Neto paterno de Thomé de Souza Breves, natural de São João Marcos e Maria Rodrigues, natural desta freguesia e pela materna do Capitão-mor José de Souza Breves, natural de São João Marcos e de Maria Pimenta, natural da Ilha Grande.
Foram padrinhos, Raymundo de Souza Breves e Dona Francisca de Jesus do que para constar fiz este termo e por verdade assinei. O Vigário José Theodósio de Souza”.
Livro de Batismo 05, Fl. 01, de 1828 da 1832 de Santana de Piraí.  

 Cecília Breves - filha do Coronel Breves

Fonte: A Saga dos Breves – Sua Família, Genealogia e Tradições – Autor Padre ReynatoBreves