sábado, 14 de agosto de 2010

FAZENDA BARRA DO PEIXE - Além Paraíba - MG

Por: Mauro Luiz Senra Fernandes





Este trabalho aborda a influência da Fazenda Barra do Peixe para o desenvolvimento econômico, social e político para a cidade de Além Paraíba. No período de 1870 a 1900, era o auge do café de Minas Gerais, sendo a moeda circulante que ditavam as regras da sociedade na época.
Constituída pelo Comendador Simplício da Fonseca, a Fazenda Barra do Peixe é um legítimo exemplar das belas fazendas do século XIX, bem representativa de um ciclo tão importante da economia do país.
O Comendador Simplício José Ferreira da Fonseca foi um grande cafeicultor. Construiu a Fazenda Barra do Peixe nos idos de 1850, em estilo neoclássico a qual encontra-se preservada até os dias de hoje.
A Fazenda Barra do Peixe foi assunto de página inteira em uma edição dominical do New York Times e hoje figura entre as vinte cinco mais bonitas do País, se considerarmos as escolhas de um livro, editado em três línguas, pela Abiville Press de Nova York.
A fachada da casa da fazenda Barra do Peixe é imponente, mas, a entrada principal, não. São dezessete janelas na parte superior e quatorze na inferior. A casa tinha um total de setenta janelas, em suas quatro faces, com vidraças de guilhotina externamente, e as janelas de madeiras abrindo para dentro. Existindo três portas dando para fora, todas iguais, não se distinguindo uma das outras.


Sabe-se que nesta fazenda, existiam vários escravos que trabalhavam em diversos trabalhos, como também, havia um escravo destacado somente para esse serviço, abrir as janelas pelas manhãs, mantê-las limpas e fechá-las à tardinha.
A porta da entrada principal se localiza no meio do edifício e, acima da janela que lhe é superior, existe uma espécie de brasão com as letras BP, datado de 1859 com dois ramos de café entrelaçando-se.
Simplício José Ferreira da Fonseca, colaborou na construção da estrada de ferro que ligava a localidade fluminense de Entre Rios e a mineira Porto Novo do Cunha, atual bairro de Além Paraíba, tendo doado todos os dormentes desse trecho da estrada, extraídos da matas de sua fazenda. Como homem inteligente e progressista que era, entendia que a estrada de ferro viria trazer benefícios para a localidade e inclusive para ele próprio, para o escoamento da produção do café.








"Se queres ser universal, fale de sua aldeia" (Tostói)

12 comentários:

  1. parabens ....... como ALÉM - PARAIBANO fico muito feliz de saber q existe um "cara" impenhado em mostrar oq alem paraiba tem de melhor;seja : sua gente , sua arquitetura ,sua historia ........momentos marcantes e alguns trites tbm , mais nada q podesse apagar as nossas enumeras glorias nessas nossas minas gerais ,brasil. + uma vez parabens pelo brilhante trabalho ............... luciano fernandes

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  2. Parabéns,como historiadora, fico super feliz em ver blog nessa linha educativa. Sou presidente do Instituto de Pesquisa Histórica Regional (IPHR), e gostaria que soubesse do que precisar e só nos pedir, trabalhos como o seu devem ser divulgados.

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  3. Esta fazenda é linda por dentro e por fora... fez parte de minha infância, e também visitei algumas vezes na minha mocidade.

    Obrigada, por dividir conosco essas belas imagens, parabéns pelo trabalho!

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  4. a Fazenda foi do meu avo carlos kos e linda mesmo so fui quando era Muito criança depois meu avo vendeu linda fazenda

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  5. Gostaria mto de saber mais detalhes sobre a história da Fazenda Barra do Peixe. Ela pertenceu aos meu bisavô, Sr. José de Souza Santos, não sei bem as datas, mas sei que nos anos 20 a 40. Minha mãe nasceu na fazenda em 1928 e lá morou com os pais e avós na infância e parte da juventude. Mas mesmo depois de se mudar com os pais, lembra-se de ir visitar os avós na fazenda. Mas ela não se lembra de datas, e de quem meu bisavô comprou e para quem vendeu a Barra do Peixe, mas sei que na época de meu bisavô a fazenda ainda era referência na cafeicultura. Quem souber mais detalhes, por favor, entre em contato: Ana Maria - anamariabotelhopaiva@yahoo.com.br Obrigada

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  6. Meu nome é Luiz Cesar Dias de Campos, tenho 62 anos, carioca, moro há 32 anos em São Luis do Maranhão vim trabalhar na Vale ( Companhia Vale do Rio Doce - antiga). Conheci a Fazenda Barra do Peixe ( conheci a casa imponente, interiormente, fantástica ,os cõmodos , os banhos internos, as rodas dáguas, as águas, tôda a sua dimensão e beleza - muito linda)com meu pai - Jader Gomes de Campos,juntamente com os donos : Dr. Carlos Kós e seu filho Ronald Kós; na época meu pai estava tratando de um touro( o animal estava com uma infecção pesada em uma das patas)do Dr. Carlos, se não me engano chamado TOP . Ñesta fazenda o meu pai faleceu no ano de 1969 e o corpo foi transladado para o Rio de Janeiro. Eles eram muito amigos e meu pai foi convidado por ele ( Dr. Carlos ) para ser o administrador da Fazenda na época ( 1969 )no que foi aceito, porém houve esse infortuino.

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  7. Luiz Cesar Dia de Campos14 de abril de 2012 17:15

    Meu nome é Luiz Cesar Dias de Campos, postei um comentário sobre a morte de meu pai nesta fazenda... gostaria de saber se o administrador do blog recebeu este comentario e não o publicou...

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  8. Luiz Cesar Dia de Campos17 de abril de 2012 15:00

    Agradeço ao Adm do blog por ter publicado um pedaço da história da minha vida. Conheci esta belíssima fazenda quando tinha 17 ou 18 anos - em 1969 tinha 19 anos quando meu pai faleceu. Os donos Dr. carlos Kós e Ronald Kós eram pessoas fantásticas; pois após a morte do meu pai ainda continuamos ( minha mãe e meus irmãos/irmã)a relacionarmos com a familia Kós. O neto anõnimo que acima postou um comentário se quiser fazer contato comigo estou a disposição no email : razec_ziul@oi.com.br. Abraços.

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  9. Olá, tenho familiares que trabalharam e trabalham(ainda), nessa fazenda, alguem de lá?! Gostaria de fazer contato:
    facebook.com/luccasrj
    lucassrodrigues@globomail.com

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  10. Sou Alexandre e digo me imprecionei quando as trêz horas da madrugada entrei porta a dentro o chão a escada os quadros afinal tudo ali presente nos remetia a uns 100 anos ou más no passado do país, posso dizer que passei um fim de semana exelente, piscina história passeio em belos cavalos e comida feita no maior fugão de lenha que já ví, bem longe de tudo que imaginava! difícil contar tudo que aprendi sobre aquele lugar em tão poucos dias, na época em que fui a propriedade era de dn.Candida (candinha)a do papo firme que o Roberto Carlos se refere na música já bem idosa más de um brilho extraordinário, vai deixar saudades! Hoje a fazenda pertence a seus erdeiros. tenho muitas fotos recentes. Tudo foi sempre mantido como ná época de seu auge e do café, inclusive falava-se de Dn. Candinha trazer da Bahia um senhor neto de escravos do ventre livre para fazer a receita do piguimento a qual era pintada a fachada de dois em dois anos, as capelas internas feitas por artistas em arte barroca (classicas da época de riquezas do café)originais e chocam este lugar é um museu vivo da nossa história. contatos: alexandrebellas2bol.com.br

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  11. Muita emoção... Meu pai nasceu nesta fazendaem 1936, que era de meu bisavô. Ele se orgulha muito disso...

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