quarta-feira, 11 de maio de 2011

ANGUSTURA

Por Mauro Luiz Senra Fernandes



Em Angustura suas janelas deixam o tempo passar de uma maneira poética, onde a poeira do tempo se assenta em suas formas...Sendo humildes e ricas ao mesmo tempo, relembram histórias perdidas atrás das vidraças.Muitos já olharam o sol e a lua, pensando num futuro que já passou ou na tristeza do passado vivido.
Das janelas de Angustura se vê a igreja, seus padres e beatas, escondem anjos e querubins...A procissão passa pelas janelas, deixando o cheiro de velas e se espera a misericórdia de Deus.
Dessas janelas não se vê o trem, pois em Angustura, ele não chegou e há quem afirme que um dia ele vai chegar.
Mas se vê as montanhas, que já viram o café em flor...As noites, essas janelas escondem segredos e o medo de histórias que não se contam – da velha, do coronel, do escravo alforriado, da tia solteirona, dos filhos do padre...Quando chega a primavera, suas flores têm perfumes e em cada olhar tem cores que só existem por lá.Angustura, quanta saudade!

Texto adaptado de Marco Santos
Fotos de Mauro Senra em Angustura

6 comentários:

  1. Em Angustura viveu por muitos anos o casal Joaquim de Araujo Porto e Dona Edith,ele,irmão de meu avô,Alcebíades de Araujo Porto.Estive em Angustura quando jovem e,juntamente com minha mãe.Carmen de Araujo Porto Baptista e meu irmão mais velho,participei das comemorações das bodas de ouro do casal querido.Que saudade!...Nilson Magno Baptista,de São João Nepomuceno.

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  2. Nilson Magno Baptista20 de maio de 2011 12:26

    Quando jovem estive em Angustura,participando das bodas de ouro de meu tio-avô Joaquim de Araujo Porto e sua esposa Maria da Glória Côrtes de Araujo Porto,(D.Nenê),filha de Eugênio Figueiredo Côrtes e Paulina de Araujo Côrtes.Tio Joaquim foi administrador da fazenda Boa Vista por cinco anos.

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  3. Nilson Magno Baptista20 de maio de 2011 18:24

    Mauro,repeti o comentário porque na primeira vez,no dia 18,eu me enganei ao afirmar que o nome da esposa de meu tio-avô Joaquim de Araujo Porto era Edith (que na verdade era sua irmã).A esposa se chamava Maria da glória,na intimidade,Dona Nenê.Parabéns pelo belíssimo trabalho de ¨garimpagem histórica¨de nossa região.Sou de São João Nepomuceno e pertenço à Academia Sãojoanense de Letras,Artes e Cíências.Abraço.

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  4. Muito interessante o blog, seu trabalho. Convido-o a conhecer o http://misteriosdovale.blogspot.com
    Paz e bem!

    Sônia Gabriel

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  5. epa, estou pesquisando sobre minha descendencia, e por aqui achei os filhos de um padre, em angustura.... esses sao os poucos dados que eu tinha, ou seja... e dai a minha descendencia, alguem sabe me dar mais informacoes sobre os filhos do padre, meu avo era neto do padre (com uma india?) quem puder me escreva
    Claudia
    cmfgarcez@yahoo.com.br

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    1. Claudia tambem descobri que esse padre e meu tataravô. Sou bisneta da Candida que e mae do meu avô Augusto Ferreira casado com Antonieta Diniz Ferreira que era minha avÒ. Descobri por acaso este site sou de Alem Paraiba e moro em Leopoldina.Pena que meu pai ja e falecido para me exclarecer melhor os fatos.Abraços Marise

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