terça-feira, 22 de outubro de 2019

SANTO ANTONIO DO AVENTUREIRO UM PATRIMÔNIO DO PERÍODO CAFEEIRO DO BRASIL

por Mauro Luiz Senra Fernandes



  
Patrimônios preservados
 

Patrimônio demolido
 
Santo Antonio do Aventureiro é um município que se emancipou de Além Paraíba nos anos sessenta, possuí um acervo histórico e monumental muito importante do período cafeeiro da história do Brasil - que está sendo preservado através da tradição e da perseverança de seu povo e de movimentos, como também se perde alguns por falta de uma política que valoriza realmente a história regional.


A cidade possui um casario colonial belíssimo da época do café, período importante da história do Brasil e do Vale do Paraíba. As autoridades municipais daquela localidade devem ter um olhar mais atento e mais critico nas construções em torno destes casarios, de não deixar se descaracterizar este acervo que vem sendo preservados  com tanto sacrifício pelos seus proprietários.

Não é minha proposta filosófica ficar apontando atitudes incorretas, mas o papel de um agente histórico é de valorizar, conscientizar e de defender a ideia de preservação deste tão importante patrimônio que Santo Antonio do Aventureiro possui e que todos devem se orgulhar.

 

  
Fazenda São Geraldo
Fazenda Velha
Fazenda São Cristovão
 Fazenda São José
 Fazenda Rochela
 
Fazenda da Estiva
 Fazenda Córrego Grande
 Fazenda São Pedro
 Fazenda da Reforma
Fazenda Boa Vista
Fazenda do Serrote 
 Fazenda Boa Esperança

 Casarão dos Mello - Alto da Conceição
 
Pedra Menina - Distrito do Alto da Conceição
Patrimônio demolido
 Fazenda Terra Corrida - patrimônio em risco

sábado, 12 de outubro de 2019

ALÉM PARAÍBA HISTÓRIA MAURO SENRA - VALORES ALÉM PARAIBA HISTÓRIA - PERDIDOS













“Uma cidade não é o Homem ou a mulher que passa, a criança estudando, as autoridades no exercício de seus deveres, o operário trabalhando.



Tão pouco é a sua geografia, suas primaveras e verões, as incidentes tempestades e bonanças, a indústria e o comércio que lhe dão movimento e fazendo pulsar e prosperar as instituições profissionais ou recreativas.



 O termo “cidade” ultrapassa os limites do que faz no pretérito, misturando glórias e dissabores, heróis e “João Ninguém”, tristezas e alegrias, fama e descrédito, vitórias e derrotas.
Nem mesmo o poder ocasional e temporal confiado às mulheres e aos homens públicos que governam, pela transitoriedade de maior ou menor dos cargos exercidos.





Pois cidade é algo mais duradouro, é a soma de tudo quanto ficou dito e mais alguma coisa, iniciada no instante de sua fundação e formação étnica, atravessando os anos de sua existência, cruzando o presente, continuando enquanto existir pedra sobre pedra, homens e mais mulheres, vida e mais vida.

 
 Mas, sobretudo, desde que haja fraternidade, amor à terra, discussão construtiva, vontade em servi-la honestamente e desinteressadamente, debate puro e verdadeiro, desprendimento e senso de cidadania e de justiça.”

domingo, 29 de setembro de 2019

ALÉM PARAÍBA HISTÓRIA MAURO SENRA - SOLDADO MARINHO UM HERÓI DA GUERRA DO PARAGUAI

Por Mauro Luiz Senra Fernandes




Em Além Paraíba tivemos heróis da enchente, da Revolução de 1930 e da Sugunda Guerra Mundial.

Mas também tivemos, pelo menos dois na Guerra do Paraguai. Um foi o Professor Manoel Batista Nunes de Souza, que acabou dando nome de uma praça e depois foi esquecido e seu nome foi trocado pela Praça da Bandeira - fato muito comum numa cidade sem memória.

O outro foi o Marinho, ninguém mais sabe o seu nome completo.

Segundo fonte oral,ele era carreteiro de carro de bois. Era uma figura que impunha respeito e chamava muita atenção, pois andava com um revolver na cintura. Mas não era uma pessoa violenta e não fazia mal à ninguém.

Um dia, entendeu construir sua casa , num local aproximadamente defronte a antiga Fabrica de Papel e as márgens do Rio Paraíba do Sul.

Marinho levantou os alicerces de pedra, mas as paredes nunca subiram e faleceu antes do fim de sua obra. E as pedras lá ficaram, abandonadas, sem que outro retomasse a obra.

O local, ganhou o nome do herói e com fama de mal assombrada: dizia-se que, alta noite, o espírito de marinho vinha passear por ali, assustando os que transitavam  rumo ao Porto Velho, beirando o Paraíba. Embora nunca ninguém tivesse visto o fantasma do soldado da Guerra do Paraguai. 
 

Fonte: Otacílio Alves Coutinho




terça-feira, 24 de setembro de 2019

ALÉM PARAÍBA HISTÓRIA MAURO SENRA - BARÃO DE SÃO GERALDO - DOUTOR JOSÉ JOAQUIM ÁLVARES DOS SANTOS SILVA

Por Mauro Luiz Senra Fernandes



Barão de São Geraldo, Dr. José Joaquim Álvares dos Santos Silva 
Barão de São Geraldo, título nobiliárquico passado em 15 de junho de 1881, foi casado com Dona Umbelina Teixeira Leite, descendente de uma das mais importantes famílias da “aristocracia rural cafeeira”, estabelecida no Vale do Paraíba do Sul; sendo filha do Comendador Antônio Carlos Teixeira Leite, proprietário da Fazenda do Pântano e um dos principais financiadores da Estrada de Ferro Leopoldina e de Dona Maria Umbelina Teixeira. Era neta paterna do Cap. Francisco José Teixeira – Barão de Itambé e de Dona Francisca Bernardina do Sacramento Leite Ribeiro – Baronesa de Itambé; e neta materna do Cap. José Joaquim Teixeira e de Dona Mariana Osório Teixeira Rios.
O Barão de São Geraldo formou-se em Direito na cidade de São Paulo em 1863, tornando-se Promotor Público e Juiz Municipal da Comarca de Juiz de Fora.
Em 1881, hospedou em sua fazenda a “Família Imperial” – a atual Fazenda São Geraldo, que se localiza na divisa de Além Paraíba e Volta Grande. Nessa ocasião, o Imperador Dom Pedro Segundo e sua esposa, Imperatriz Dona Teresa Cristina, se faziam sua importante e histórica viagem ferroviária pelo território mineiro.
Foi um dos fundadores do “Club da Lavoura de Angustura” em 1887 que, entre os vários objetivos, destacava-se a recepção da mão-de-obra imigrante.
Em São José de Além Parahyba, assumiu o cargo de vereador, tornando-se Presidente da Câmara Municipal – cargo correspondente ao de Prefeito Municipal.
Gozava de grande prestígio na Corte e junto aos seus pares era muito admirado e considerado, chegando a ser Senador da República. Na Monarquia, pertenceu ao Partido Liberal e, na República, ao Partido Republicano Mineiro.
Faleceu em 9 de janeiro de 1901, em Queluz, atual Conselheiro Lafaiete, quando Senador pelo Estado de Minas Gerais.
 
 Barão de São Geraldo, Dr. José Joaquim Álvares dos Santos Silva e 
sua esposa,Dona Umbelina Teixeira Leite
 O sogro Comendador Antonio Carlos Teixeira Leite






















Escola Estadual Barõo de São Geraldo - Angustura - Além Paraíba MG








domingo, 22 de setembro de 2019

ALÉM PARAÍBA HISTÓRIA MAURO SENRA - CORONEL JOAQUIM LUIZ DE SOUZA BREVES - PRIMEIRO PREFEITO DE SÃO JOSÉ DE ALÉM PARAÍBA - MG

Por Mauro Luiz Senra Fernandes





·         Coronel Joaquim Luiz de Souza Breves, primeiro Prefeito Municipal de Além Paraíba (Presidente da Câmara), nasceu em Santana do Piraí no ano de 1827 e faleceu em Além Paraíba no ano de 1902. Foi casado com sua sobrinha Dona Maria Clara Gonçalves de Moraes, filha de Cecília Pimenta de Almeida Breves e de Joaquim José Gonçalves de Moraes e neta do Barão e Baronesa de Piraí.
Tiveram os seguintes filhos: 

Cecília Clara Moraes de Souza Breves, casada com o Dr. Alfredo Magno de Almeida Rego; 
e Luiz de Souza Breves Sobrinho, casado em primeiro matrimônio com Maria Eugênia Monteiro de Barros, filha de Lucas Antônio Monteiro de Barros - Barão de Santa Alda e Dona Alda Eugênia Monteiro de Barros - Baronesa de Santa Alda e tiveram um casal de filhos que morreram logo e em segundo matrimônio com Lucinda de Souza Brandão.


Cecília Clara Moraes de Souza Breves, casada com o Dr. Alfredo Magno de Almeida Rego

ALÉM PARAÍBA HISTÓRIA MAURO SENRA - LUIZ DE SOUZA BREVES - BARÃO DE GUARAREMA

Por Mauro Luiz Senra Fernandes









·         Luiz de Souza Breves – Barão de Guararema – nasceu em Santana do Piraí, batizado em 20 de maio de 1828, faleceu em 1910 e esta sepultado no Cemitério da Irmandade do Santíssimo em Além Paraíba - MG. Foi casado com sua sobrinha Dona Francisca Monteiro de Barros, filha de Miguel Eugênio Monteiro de Barros e Maria Eugênia de Souza Breves e não tiveram filhos.



 
Miguel Eugênio Monteiro de Barros - cunhado e sogro do Barão de Guararema


sexta-feira, 5 de julho de 2019

ALÉM PARAÍBA HISTÓRIA MAURO SENRA - VILA LAROCA - OFICINAS - FORMAÇÃO OPERÁRIA


Por Mauro Luiz Senra Fernandes:



Imigrante e Comerciante Miguel Laroca no interior de sua Casa Comercial, antigo Bairro das oficina e em sua homenagem tornou-se Vila Laroca - Fonte Revista O Malho