domingo, 15 de abril de 2012

TRÁGICO DESASTRE DE AVIÃO EM ALÉM PARAÍBA

Por Mauro Luiz Senra Fernandes




Turma do Aero Clube de Além Paraíba e abaixo, o avião PP-HJN


"Foi dolorosamente triste o domingo que passou para nossa cidade. Isso porque, no momento mesmo em que se apresentava à festa que marcaria de forma brilhante a passagem da “Semana da Asa”, o destino preparou trágica sortida a Eduardo Franco – estimado “Monêgo”, presidente do Aero Clube de Além Paraíba – ferindo-o de forma cruel e impiedosa. E só mesmo a Providência Divina impediu que o acidente fosse ainda pintado com cores mais negras, permitindo que esse moço, benquisto e justamente estimado, exemplo de coragem e dedicação ao progresso da cidade, continuasse, por felicidade, ainda e sempre vivendo ao nosso lado, amando e trabalhando por sua cidade, numa reprodução perfeita desse outro grande brasileiro, também integrado a aviação, e cuja memór5ia exatamente Eduardo Franco ia festejar.

E assim foi. Estava marcada para as 14 horas, no campo de pouso, a festividade aviatória, com o Aero Clube daria relevo à Semana da Asa. As 10h30min mais ou menos, Eduardo Franco levantou vôo, pilotando o PP-HJN. Iria tentar uma experiência para a prova denominada Caça ao Balão. Depois de uma subida normal, Eduardo Franco, se apresentou a alcançar o balão solto no solo. Estava a uma altura de aproximadamente de 100 metros. Ao fazer a curva, porem, a aeronave entrou em parafuso e precipitou célere para Terra. Percebendo o perigo, tentou planar o aparelho. Tarde demais. A altura pequena não permitiu que se consumasse o desejo do valente piloto civil. E o avião espatifou-se de encontro ao solo. Segui-se um momento de ansiedade, em que os presentes no campo de pouso na Ilha do lazareto sufocaram um grito de dor e espanto. Receava-se que o PP-HJN explodisse ou incendiasse. Nada acontecendo, correram todos para o aparelho sinistrado, dele retirando o piloto Eduardo Franco desacordado.

Levá-lo ao Hospital São Salvador, entregá-lo aos cuidados médicos, foi coisa de momentos. E lá, constatada a seriedade dos ferimentos, o presidente do Aero Clube de Além Paraíba, hospitalizado, à noite foi operado pelo Dr. Ferreira Filho, clínico de nomeada na Capital da República, aqui trazido para socorrer o infortuno piloto.

Deus piedoso houve por bem determinar que, malgrado os perigos que ainda cercam seu estado, seja bem melhor a saúde de “Monêgo”. Cercado dos seus parentes extremosos, visitado cada dia, cada momento pelos inúmeros amigos, rosto ainda enfaixado pela gravidade dos ferimentos e recebido, Eduardo Franco, passado o período agudo do acidente, recompõe-se a mais e mais.

A “A Gazeta” visita-o, almejando-lhe votos de pronto restabelecimento. E roga ao Poderoso Senhor de todas as coisas para que reconforte os seus, e conceda ao seu organismo forte, e ao seu espírito robusto, a energia varonil, aquela mesma energia por que sempre primaram seus atos, afim de que retorne, são e feliz ao convívio da família que o idolatra, e dos amigos e dessa sociedade que toda vida viu em Eduardo Franco um dos seus honrados, um dos seus valorosos filhos."


Parte da hélice do PP-HJN – acervo Mauro Luiz Senra Fernades


Fonte: “A Gazeta” – 28 de outubro de 1951

GABRIEL DOS REIS VILLELA

Por Mauro Luiz Senra Fernandes




O município perdeu no dia 28 de junho, um dos seus varões mais prestantes, tal era o Cel. Gabriel dos Reis Villela, que mais de meio século, aqui viveu, aqui se integrou e radicou-se no seio de nossa comunidade, sempre devotado ao seu progresso, e que, aquele dia, cerca de 11 horas, entregou sua alma ao Criador.

Era um dos vultos que, com efeito, teve os seus primeiros anos de atividade ligados à evolução do município, a tal ponto que dele se tornou filho adotivo, pois nascido, embora em outras plagas, São Vicente, na região do sul de Minas Gerais, cedo viesse para cá e tornou-se num impulsionador da prosperidade municipal.

Bié Reis, como se chamava na intimidade, fazendeiro modelar que militou por muitos anos no distrito de Angustura, como antigo proprietário da Fazenda Vargem Grande. Foi também proprietário da Fazenda Santa Fé, na cidade fluminense de Três Rios, e sua ultima propriedade foi a fazenda do Sossego, na Conceição.

Homem público foi um dos mais validos membros da Câmara Municipal em tempos idos, seus conselhos, sua experiência, sua dinâmica, seu labor, sua honestidade pontificaram então na Egrégia Câmara, como contingentes da maior expressão do seu valor, fazendo-o credenciado à admiração e ao respeito dos alemparaibanos.

Por isso, quando a notícia infausta ecoou na cidade e no interior do município e pelas cercanias, os corações de seus amigos se confrangiam e muitos olhos se umedeceram de lágrimas, chorando a perda do grande morto.

A Prefeitura Municipal, rendeu-lhe sua derradeira homenagem, decretando luto por três dias.

Os funerais do pranteado extinto foram realizados no dia seguinte com desusado acompanhamento que bem disse da larga estima de que desfrutava, dentro dos presentes as mais altas autoridades locais, ale de ilustres personalidades de outros municípios, igualmente se notando o deputado Carlos Luz, grande amigo do finado e que apresentou suas condolências à família enlutada.

Era o saudoso finado casado com Dona Maria José dos Reis Villela deixando seu consórcio os seguintes filhos: Dona Maria José, casada com o Dr. Sebastião Nelson Junqueira; Dona Gení, casada com o Sr. Dezair Antônio da Costa; Geraldo, José e Gabriel Reis Villela Filho, solteiros; René Reis Villela, casado com Dona Maria da Conceição Ferreira Villela; e Ciro Reis Villela, casado com Dona Zuleika Côrtes Villela.

À Exma. Família enlutada, o “Além Parahyba”, solidário à sua profunda mágoa, leva as suas comovidas condolências.



Fazenda Sossego

Adaptação de texto veiculado no Jornal Além Parahyba- 4 de julho de 1954

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

HENRIQUE STORANI - UM OPERÁRIO ALEMPARAIBANO

Por Mauro Luiz Senra Fernandes





“Na discussão dos problemas trabalhistas, nas atitudes que me couber tomar em nome do povo de Além Paraíba, serei sempre um homem livre a falar a um povo livre. Meu caminho está traçado e dele não me afastarei”. H.S.


“Já se pode, em sã consciência e alegria, gozar a vitória e Humberto Côrtes Marinho, Professor Silvio Rodrigues maia e seus companheiros de luta da mais memorável campanha eleitoral de quantas se têm travado em Além Paraíba.

O povo já se manifestou regozijante através daquela manifestação monstro havia na Praça da República na noite de quinta-feira.

O que nos confrange o coração, porem, é aquilo que bem se pode denominar o “affaire” Henrique Storani.

Legitimo líder da classe operária, foi esse vereador do PTB o mais votado em todo Município de Além Paraíba, o que dá ideia de seu enorme prestígio.

Contra ele se voltaram os ódios de um partido adversário em franca decadência no Município, tendo-se em vista que não conseguiu votação para eleger um só vereador, acusando seu delegado local, injustamente, a Henrique Storani de comunista.

Acusação falsa, sem base ou fundamento, visando a cassação do mandato desse operário decidido, que se tem um defeito é certamente o de se dedicado à classe, que nele confia e dele muito espera. Por isso mesmo sufragou em massa seu nome, numa espontaneidade digna de realce no Município. Pobre e simples, Storani é mais uma vitima da nefasta política aqui implantada por gente que não faz outra coisa senão perseguir os adversários, mas, cujo fim, graças a deus, chegou com grande vitória eleitoral de 3 de outubro alcançada pelos candidatos da Coligação.

Henrique Storani pode confiar os seus amigos, não está sozinho nessa fase difícil de sua vida. Vigilantes, estamos trabalhando no sentido de que tudo se esclareça. Aqui, em Belo Horizonte, no Rio de janeiro, onde for preciso, lutaremos pelos direitos do nosso companheiro de campanha, olhos fitos na justiça e na verdade humana, cujas luzes, hoje ou amanhã, hão de convergir sobre os que, como Storani, se empenham até o fundo para que se não afoguem da face da terra.”

Fonte: A Gazeta – 17 de outubro de 1954

sábado, 7 de janeiro de 2012

CORONEL BRAZ SCHETTINO

Por Mauro Luiz Senra Fernandes





"Quase nonagenário, sucumbiu dia 16 do corrente, na sua Fazenda Córrego Grande, em Santo Antônio do Aventureiro, essa figura exponencial e respeitável, que através de várias décadas empregou a sua invulgar atividade na lavoura e no comércio deste e do vizinho município de Mar de Espanha.

Vindo da Itália, moço ainda, enfrentou o trabalho árduo, conquistando, enfim, boa situação econômica e em épocas passadas uma invejável posição política.
Criou e educou numerosa prole, cujos descendentes, espalhados pelo Brasil a fora, dignificam o seu honrado nome na dedicação ao trabalho e na prática de atos nobilitantes.

O Cel. Braz Schettino, enviuvou-se duas vezes, unindo-se em terceira núpcias à Exma. Sra. Elisa Povoleri Schettino, que lhe sobrevive.
São em numero de 18 todos os seus dignos filhos, residindo nesta cidade os abalizados clínicos Dr. José e Clóvis Schettino e Dona Maria Schettino Povoleri, esposa do industrial José Povoleri.

O seu féretro foi transportado para Aventureiro e ali dado à sepultura, com um acompanhamento jamais verificado naquela localidade.

A beira do seu tumulo falaram os Drs. Antônio Martins Fortes e Álvaro Costa, em comoventes palavras de despedidas ao valoroso vulto que tombava.

A “Gazeta” apresenta a ilustre família enlutada, o testemunho do seu pesar."

Filhos com Ana Schettino:
Maria, José, Braz e Anna.

Filhos com Juliana Schettino:
Ranulfo, Carlos, Clovis, Orestes, Moacir, Luiza, Maria José, Nino, Ângelo e Rosa.

Filhos com Eliza Povoleri Schettino:
Erlinda, Zilda e Helena



Fazenda Córrego Grande - Santo Antônio do Aventureiro MG

Fonte: Jornal “ A Gazeta” – 24 de maio de 1953

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

ALÉM PARAÍBA - CRIANÇAS, OS INOCENTES ADULTOS EM MINIATURA/ ALÉM PARAÍBA - 1900/1910

Por Mauro Luiz Senra Fernades


Minha avó Olga do Carmo de Aguiar Pereira e seus primos - os "Pereirinhas"

Meu avô Raul Ferreira Senra e suas irmãs Olga Ferreira Senra "Andrade" e Maria Ferreira Senra "Boechat" - "Cotinha

Meu avô Raul Ferreira Senra aparece ao lado do professor, no Colégio Americano - Além Paraíba

Minha mãe Bernardina, seu irmão Ubyrajara e sua irmã Maria Celeste Pereira Senra "Itaboray"

“Aquele tempo era inferno das crianças. Criança não podia dar aparte em conversa de gente grande, era obrigada a ouvir em silêncio (...) ‘Criança não fala na mesa’, isso era repetido sempre. Em minha opinião, criança passava vida pior do que cachorro de guarda”. Paulo Duarte, Memórias.

E esta não é a opinião de um só. De fato, ser criança era coisa até mesmo vergonhosa. Não até os seis ou sete anos, quando eram idealizadas como “anjinhos”, mas depois disso, quando delas só se esperava que virassem adultos. Para muitos, um menino de elite era um “homenzinho do mundo”, que raramente sorrir, vestido de sobrecasaca e pavoneando sua notabilidade. “Ele é como um ‘velho novo homem’ antes de chegar aos doze anos de idade, tendo seu rijo chapéu de seda preta, colarinho ereto; e na cidade anda como se todos o estivessem olhando. No colégio, além de ‘rudimentos ordinários de educação’, ele aprende a ter boa caligrafia.” A partir dos doze anos, o menino já não podia vestir roupa de criança – blusa a marinheiro, branca ou vermelha, e calças azuis, por exemplo. Passava a usar trajes de homem, comprados na rua do Ouvidor no Rio de Janeiro.

Quanto à menina, basta dizer que o maior elogio que recebia era o de ser “uma verdadeira mocinha”. Suas saias, que até os doze anos davam pelo meio das canelas, passavam progressivamente a se encompridar.

Mantendo mais contato íntimos com as amas do que com os pais, as crianças dirigiam-se a estes como “Vossa Mercê”, “Senhor Pai” e “Senhora Mãe”, pedindo-lhes a benção com a cabeça reclinada e mãos entrelaçadas. Eram adultos em miniatura.
Era costume ter muitos filhos. E era normal que, em cada família, algumas crianças morressem nos primeiros anos de vida. Os antibióticos não eram conhecidos e a higiene era precária, mesmo entre famílias ricas. O leite de vaca transmitia tuberculose; as carnes, verminoses mortais; a água, febre tifóide. Para exorcizar o fantasma da morte, centenas de remédios, benzimentos e poções eram misturados às crianças. Vinol, “preparado de fígado de bacalhau sem óleo”, era receitado contra fraqueza pulmonar e a tosse. Como “robustecedor energético e poderoso”, recomendava-se a Emulsão de Scott. Para acidez ou prisão-de-ventre, Leite de Magnésia de Phillips. E para qualquer dúvida, consultava-se nas farmácias o Formulário Chernoviz, dicionário de Medicina em dois volumes, que explicava as doenças e os respectivos remédios.

A palmatória era o terror da meninada. Especialmente nas sabatinas de tabuadas, quando os “bolos” eram distribuídos a granel. Bolos, varadas, puxões de orelha ou outros castigos, como passar a aula inteira de pé na frente da classe, com um livro aberto nas mãos. Isto quando a criança não era obrigada a escrever centenas de vezes – “devo decorar minhas lições até ser capaz de repeti-las corretamente”. E a maior parte do tempo na escola era gasto em repetições em voz alta, o principal “método” de ensino.



terça-feira, 6 de dezembro de 2011

FOTOGRAFIA: NASCE A TESTEMUNHA OCULAR DA HISTÓRIA

Por Mauro Luiz Senra Fernandes




“No ano de 1839, em Paris, um sonhador chamado Daguerre conseguiu realizar sua mais notável façanha: fez aparecer sobre uma lâmina de metal incríveis miniaturas da vida real, após uma rápida exposição à luz e alguns minutos de recolhimento numa câmara escura. Para a época era um verdadeiro milagre!
Logo surgiram ateliês de fotógrafos nas grandes capitais, registrando para a posteridade um momento fugaz da vida de uma pessoa, de uma família. Nasciam os álbuns, relíquias domésticas onde o passado se cristaliza. Os jornais e revistas começam a registrar e divulgar imagens de homens, coisas, lugares e fatos. A história ganha uma testemunha ocular. E o jornalismo passa a ter importante complemento: o trabalho do fotógrafo.”
Fonte: Nosso Século –Ed. Abril

ACERVO ORIGINAL DE MAURO SENRA



José Luiz Rodrigues Horta, Dona Sabina Cândida de Assis Fonseca e filhos, nascida em 1846, era filha do Cap. Cândido Ferreira da Fonseca e de Dona Camilla Francisca Ferreira de Assis – esta Baronesa de Juiz de Fora. Dona Sabina era sobrinha do Comendador Simplicio José Ferreira da Fonseca, pioneiro e desbravador da Fazenda da Barra do Peixe em Além Paraíba. Fotografia tirada em Juiz de Fora.


Dona Cecília Clara de Moraes Breves (Rua Cecília Breves) e seu esposo e médico, Dr. Alfredo Magno de Almeida Rego; ela era filha do Cel. Breves, primeiro prefeito de Além Paraíba, e sobrinha do Barão de Guararema, nascida em 1875. Fotografia tirada em Paris, França.


Dona Dometilde Côrtes de Castro e Agostinho Rodrigues da Costa, filha de Silvestre Pacheco de Castro e de Dona Anna Cândida de Figueiredo Côrtes, neta materna de Joaquim Cesário de Figueiredo, pioneiro e desbravador da Fazenda da Barra em Além Paraíba.


Momento da família “Cunha de Almeida” em sua residência na Rua Cecília Breves, nº 9, em Porto Novo. Em primeiro plano ao centro: a matriarca Dona Amélia Cunha de Almeida – viúva do Dr. Francisco Aguiar Cunha, médico formado na Bahia e proprietário da Fazenda Aquidaban e suas filhas Dona Evangelina Cunha de Almeida (à esquerda), casada com o primo Guilherme de Almeida Magalhães, e Dona Olímpia Cunha de Almeida (à direita). Ao fundo, as netas Rachel de Almeida Marques com seu marido Francisco Gonçalves Marques e Dona Odáia de Almeida de Rezende, casada com o Sr. Francisco Medeiros de Rezende. À frente de todos , o menino Darcy.

Evangelina Cunha de Almeida,casada com o primo Guilherme de Almeida Magalhães


Casamento de Latife Tebet e Oswaldo Perácio, em 10 de abril de 1929


Casamento de Cilóca Magalhães e Odyr Perácio, em 30 de junho de 1930

Nessa imagem se vê o Bairro de Porto Novo e do Porto Velho, a "Padaria Progresso" do imigrante português Manoel Fernandes da Silva e a garage do Bonde Elétrico do Sr. Adão Pereira Araújo

Patronato Oscar Teixeira Marinho - Angustura 1961

“Se queres ser universal, fala da tua aldeia”. (Fiodor D.)

domingo, 4 de dezembro de 2011

CHRISTIANO GONÇALVES FILGUEIRAS

Por Mauro Luiz Senra Fernandes


 
 Fotografia tirada em ocasião das Bodas de Prata de Christiano Gonçalves Filgueiras e Jacynta da Costa Filgueiras, os filhos Acácio, Anacleto, Onofre, Manoel, José, Isabel, Maria José, Presciliana, Djanira, Hercília, Iracema e Lucília, além de sua mãe Isabel Gomes Filgueiras


A família Gonçalves Filgueiras se inicia na Zona da Mata Mineira com o pioneiro Francisco Gonçalves Filgueiras e sua esposa Leonor Maria de Jesus, que recebeu a sesmaria que se transformou na Fazenda Independência, na freguesia de São Sebastião do Feijão Cru, que em 27 de abril de 1854, pela Lei 886, ganhou o título de Vila Leopoldina.

Entre seus filhos, Manoel Gonçalves Filgueiras, que era proprietário da Fazenda Estrela, em Além Paraíba, casado em primeiro matrimônio com Maria Jacintha de Oliveira Senra, nascida na Fazenda Vargem Grande do Rio Angu no ano de 1840 e faleceu em 2 de junho de 1868 – aos vinte oito anos de idade de “Hemorragia post partum”, filha de Manoel de Oliveira Senra e Maria Luiza de Jesus.

Após o falecimento de sua primeira esposa, casou-se em 19 de janeiro de 1870, na Capela de Santo Antônio do Aventureiro com Isabel Gomes da Costa, filha de Manoel Gomes Jatay e Anna de Jesus.

De seu primeiro matrimônio teve os seguintes filhos:
Manoel, Joaquim, Theophilo, Maria Luiza, Emília, Balbina, Onofre e Antônio.
De seu segundo matrimônio teve os seguintes filhos:
Christiano, Adamastor, Alberto, Virgílio, Alfredo, Sophia, Corina, e Hercília.

Conforme citou a sua filha Sophia no Jornal Estado de Minas, em 1º de maio de 1988, após a abolição da dos escravos, Manoel Gonçalves Filgueiras não conseguiu continuar administrando a sua fazenda e faleceu de desgosto.

Seu filho Christiano Gonçalves Filgueiras nasceu em 1871, foi um empreendedor e progressista personagem, prospero comerciante no ramo de secos e molhados em Além Paraíba e em setembro de 1925 mudou de ramo, fundou a Tipografia e Papelaria Casa Cruzeiro.

Foi casado com Jacynta da Costa Filgueiras – “Dona Sinhá”, filha de Anacleto Dias da Costa e Presciliana Augusta da Costa, e tiveram os seguintes filhos:
Acácio, casado com Hercília Campos Filgueiras; Anacleto, casado com Maria Augusta Filgueiras; Onofre, casado com Guaraciaba Vale Filgueiras; Manoel, casado com Lectícia Almeida Filgueiras; José, casado com Vivaldina Filgueiras; Isabel, casada com João Carvalho; Maria José, casada com Zeno Mello; Presciliana, casada com Waldemar Martins; Djanira, casada com Nelson Ghetti; Hercília, casada com Antônio Pereira de Araújo; Iracema; e Waldyr Gonçalves Filgueiras, casado com Vera Lobo Filgueiras.

Christiano Gonçalves Filgueiras faleceu em Além Paraíba com noventa e dois anos de idade, em 1963.


Porto Novo - Prédio da Tipografia e Papelaria Casa Cruzeiro