sábado, 29 de janeiro de 2011

ALÉM PARAÍBA – O TURISMO RURAL SUSTENTÁVEL COMO ALTERNATIVA ECONÔMICA

Por Mauro Luiz Senra Fernandes


Vista da Pedra Menina

Fazenda Barra do Peixe - construída pelo lendário Comendador Simplício José Ferreira da Fonseca

O turismo rural no Brasil é uma atividade emergente. De um lado temos o produtor rural – herdeiro de um patrimônio cafeeiro – com a necessidade de agregar valores buscando novas fontes de renda e de outro lado, temos um cliente urbano cansado de sua vida agitada na cidade grande, buscando o descanso na área rural como lazer.
Em Além Paraíba temos diversas propriedades rurais, enorme potencial de riqueza cultural e de paisagens naturais, onde podem ser desenvolvidas atividades ligadas ao turismo rural.

Fazenda Bom Retiro - construída pelo Cel. Oscar de Figueiredo Teixeira Côrtes

O turismo rural proporciona as comunidades rurais uma nova alternativa de desenvolvimento. Tendo como vantagem a utilização da mão-de-obra já existente no local que vem da agricultura e da pecuária.

Fazenda da Gironda

O turismo rural é um nicho do setor turístico que só agora começa a ganhar impulsos significativos. É um segmento novo, em fase de expansão no Brasil.
A principal função do Turismo Rural, na verdade é aproximar a sociedade urbana da natureza, promovendo o intercâmbio entre o homem do campo e o homem da cidade, desta forma o pequeno agricultor poderá revitalizar a zona rural e haverá uma melhoria da qualidade de vida, conservando os recursos naturais e reabilitando o patrimônio sócio-cultural.

Fazenda Fortaleza - Angustura

O turista sente necessidade de acordar cedo com o cantar do galo, tomar leite fresco da vaca ou cabra e se deliciar com os quitutes preparados em um fogão à lenha, de andar descalço sentindo o cheiro da terra molhada, tomar um refrescante banho de cachoeira, descansar sob a sombra de uma árvore e provar aquela comidinha típica caseira ou ainda bebericar uma aguardente dos alambiques da roça.

Fazenda do Castelo - construída pelo Barão de Guararema

Temos ainda em nossa região, um legado super importante da sociedade cafeeira do século dezenove, as fazendas com suas casas testemunham um tempo em que os saraus eram animados por músicos e cantores líricos trazidos de trem diretamente da Corte e as famílias mais ricas buscavam diretamente na Europa os sinais do luxo. Várias sedes de fazenda estão em ruínas e algumas ainda mantêm toda sua imponência e beleza, sem perder os traços do período colonial.

Fazenda Ouro Fino - retuto dos Almeida Magalhães

Em nossa região o interesse nessa área já começou a se manifestar, na vizinha cidade de Santo Antônio do Aventureiro, já possui dois hotéis fazenda, como é o caso da Fazenda Córrego Grande e da Fazenda do Serrote, representantes do auge da cafeicultura na região, que foram completamente restauradas.



Fazenda da Conceição - Distrito de Angustura

Fazenda da Conceição - Localidade do Aterrado









Fazenda da Roça de Dentro e Fazenda da Cachoeirinha - Localidade de Marinópolis



Fazenda da Boa Vista em Santo Antônio do Aventureiro - construída pelo sesmeiro Manoel Alves Garcia

Fazenda do Lordelo, que pertenceu ao Marquês do Paraná, do outro lado do Rio Paraíba - no Distrito fluminense Jamapara - Sapucaia

Fazenda do Serrote - Santo Antônio do Aventureiro

Interior da Fazenda Arapoca - Além Paraíba, MG

Ponte Preta - Rio Paraíba do Sul - Além Paraíba, MG

sábado, 22 de janeiro de 2011

O IMPERADOR DOM PEDRO II VISITA ALÉM PARAÍBA

POr Mauro Luiz Senra Fernandes



Em abril de 1881, Dom Pedro II e a Imperatriz Dona Tereza Cristina quando fizeram sua viagem à Província de Minas Gerais, passando por Além Paraíba, foram hóspedes do Barão de São Geraldo, na Fazenda do Pântano.

Ao passar defronte a Igreja Matriz de São José, “A Igreja está ficando bonita”, registrou o Imperador Pedro Segundo,em seu “diário” de viagem pela província.


Quadro óleo sobre tela - 60 x 80 - registra a visita do Imperador Dom Pedro II em Além Paraíba, de autoria da artista Andréa Senra / 2011.
Estação Ferroviária de Porto Novo - Além Paraíba MG

FAMÍLIA TEIXEIRA DE AGUIAR EM MINAS GERAIS - ALÉM PARAÍBA HISTÓRIA MAURO SENRA

Por Mauro Luiz Senra Fernandes


    Capitão Prudente José Teixeira de Aguiar

Antiga e ilustre família, tendo Dom Mendes Pires sido o primeiro Aguiar, Senhor da Quinta de Aguiar, em Trás-os-Montes. Fidalgo e honrado homem, tanto no continente como nas ilhas, foi merecedor de títulos nobiliários, pelo que recebeu, por parte do Rei, seu brasão de armas. Desta família saíram os Aguilares, muito qualificados na Espanha.

No período colonial brasileiro surgiram e cresceram os três grandes caminhos coloniais de acesso para Minas Gerais: Caminho Velho, Caminho Novo e o Caminho da Bahia, ligado às fazendas de gado do rio São Francisco e das Velhas.

A Família Teixeira de Aguiar provavelmente chegou a Minas Gerais na época da mineração, vieram pelo caminho da Bahia. Trazendo boiadas para os currais do São Francisco, plantando roças e instalando criações de porcos e aves nos pousos que abriram derrubando matas e edificando abrigos.
O Caminho da Bahia formou-se numa das mais amplas redes de circulação de mercadorias para região de Minas. Os criadores de gado dos rios das Velhas e São Francisco puderam se consolidar como responsáveis pelas grandes reservas da mercadoria de que, juntamente com o escravo negro, as minas mais necessitavam: a carne bovina para manutenção da população dos arraiais mineradores.
Um dos representantes desta família em Minas Gerais é José Teixeira de Aguiar, era brasileiro, provavelmente natural da Bahia, morador da Zona da Mineração e com o esgotamento do ouro, transferiu-se para região do Vale do Paraíba, juntamente com outros parentes que se instalaram em Mar de Espanha, Leopoldina, Santo Antônio do Aventureiro, São Domingos do Aventureiro, Porto de Santo Antônio, Rio Pardo e São José de Além Paraíba para cultivar a nova riqueza que era o café.
No ano de 1855, Vicente Teixeira de Aguiar, possuía a fazenda denominada “Limoeiro”, em Leopoldina, por compra a José Lourenço Silveira e Bento Teixeira de Aguiar, com setenta alqueires. Provavelmente Vicente Teixeira de Aguiar e Bento Teixeira de Aguiar eram irmãos de José Teixeira de Aguiar.

José Teixeira de Aguiar era fazendeiro em Santo Antônio do Aventureiro, proprietário da Fazenda Várzea da Conceição e casou-se por volta de 1834, com Luiza Francisca de Jesus, falecida aproximadamente em 1868 – ano de seu inventário e tiveram os seguintes filhos:

Lino José Teixeira de Aguiar, nascido em 1837 e casou-se com Benta Álvares de Aguiar e encontra-se no livro de batismo da Igreja Matriz de Santo Antonio do Aventureiro o registro de um de seus filhos: Lino, batizado em 3 de outubro de 1886 e nascido em 19 de dezembro de 1885;
Capitão Prudente José Teixeira de Aguiar, nascido em 1838 e foi casado com Quirina Fortunata do Carmo de Aguiar, filha do Coronel Fortunato de Morais Sarmento e Maria do Carmo Nascimento Sarmento;
Maria Luiza de Jesus, casada com Fortunato Pereira de Araújo;
Bernardina Luiza da Luz, casada com Francisco Teixeira de Aguiar e encontra-se no livro de Batismo da Igreja Matriz de Santo Antonio do Aventureiro, o registro de um de seus filhos: Janita, batizada em 1872 e sendo seus padrinhos Elias Alves Garcia e Mariana Antonia de Jesus;
Cândida Luiza de Jesus, casada com Galdino Bento Vieira;
Marciano Teixeira de Aguiar nasceu em 1841 e casou-se em Santo Antonio do Aventureiro, no dia 12 de maio de 1873 com Maria Pereira de Jesus, que era filha de Joaquim José Antunes e Anna Pereira de Jesus. Encontra-se no livro de Batismo da Igreja Matriz de Santo Antonio do Aventureiro, o registro de um de seus filhos: Marciana, batizada em 1874 e sendo seus padrinhos Francisco Teixeira de Aguiar e Bernardina Maria da Luz;
Carlos Teixeira de Aguiar nasceu em 1843 e casou-se com Balbina Maria de Jesus;
Custódio Teixeira de Aguiar nasceu em 1848 e casou-se com Luiza Cândida Pimenta, que era filha de Manoel Elias Pimenta e Emerenciana Maria de Jesus;
Felício Teixeira de Aguiar nasceu 1855 e casou-se em Santo Antonio do Aventureiro, no dia 10 de abril de 1875, com Francisca Maria da Conceição, que era filha de Bento Ferreira da Silva e Sabina Maria de Oliveira;
Maria José de Aguiar, nascida em 1858, foi casada com Antonio Gomes Henriques e encontra-se no livro de Batismo da Igreja Matriz de Santo Antonio do Aventureiro, o registro de um de seus filhos: Arthur, batizado em 3 de novembro de 1878 e nascido em 21 de agosto do mesmo ano.

Capitão Prudente José Teixeira de Aguiar

Cap.Prudente José Teixeira de Aguiar, sua esposa Quirina Fortunata do Carmo de Aguiar, suas
 filhas Luiza e Bernardina e seus netos Antônio e Edith - foto montagem
                                                     
                                               
Guarda Imperial em Mar de Espanha - aproximadamente 1880 e entre seus 
integrantes esta o Cap. Prudente José Teixeira de Aguiar

Era natural de Minas Gerais, nascido em 1838, filho de José Teixeira de Aguiar e Dona Francisca Luiza de Jesus e fazendeiro na Região de São Domingos do Aventureiro, Distrito de Santo Antônio do Aventureiro, proprietário da Fazenda do Bosque e dos Sítios Carola e Vigença, e faleceu numa caçada de pacas, após passar debaixo de uma cerca, sofreu um ataque do coração, aos quarenta e seis anos de idade, no dia 12 de abril de 1884.
 
Casou-se em 20 de maio de 1864 com Quirina Fortunata do Carmo de Aguiar (Sinhazinha), filha do Coronel Fortunato de Morais Sarmento, nascida em 04 de junho de 1846, em Tabuleiro do Pomba e faleceu no dia 28 de maio de 1933, na cidade de Miraí,
 
Tiveram os seguintes filhos:

Sophia do Carmo de Aguiar Silva e seu esposo José Custódio Corrêa da Silva

Sophia do Carmo de Aguiar Siva e José Custódio Corrêa da Sila com os filhos.

Sophia do Carmo de Aguiar Silva, batizada em São José de Além Paraíba no dia 11 de fevereiro de 1867 e casou-se no dia 14 de fevereiro de 1885, com José Custódio Corrêa da Silva – “Zeca”, filho de José Custódio da Silva e Dona Francisca Cândida Corrêa Netto da Silva.
Tiveram os seguintes filhos:
•• Adhemar Corrêa da Silva – “Sinhô”, nasceu em 01 de janeiro de 1886 e casou-se em primeiro matrimônio com a prima Maria Augusta do Carmo Ribeiro – “Sinhazinha”, filha de sua tia Ritta Fortunata do Carmo Ribeiro e do Cap. Antônio José Ribeiro, e casou-se em segundo matrimônio com Sebastiana Teixeira Ribeiro – “Taninha”, filha de seu primo Christiano Ribeiro e Alice Teixeira Ribeiro.
•• Maria Gabriela de Aguiar Guedes, que nasceu em 18 de março de 1890 e casou-se com Carlos Guedes.
•• José Custódio Corrêa da Silva Filho – “Zezéca”, que nasceu em 21 de junho de 1893 e casou-se com Euzébia Corrêa da Silva.
•• Adherbal Corrêa da Silva, que nasceu em 25 de julho de 1895.
•• Carlos Alberto Corrêa da Silva, que nasceu em 15 de abril de 1898 e casou-se com Zaira Corrêa da Silva.
•• Affonso Corrêa da Silva, que nasceu em 20 de junho de 1900 e casou-se com Maria Corrêa da Silva.
•• Mercedes Aguiar da Silva Barros, que nasceu 23 de fevereiro de 1903 e casou-se com Caubi de Barros.
•• Ilka de Aguiar Fonseca, que nasceu em 10 de outubro de 1905 e casou-se com Francisco Fonseca.
•• Maria do Carmo Aguiar Rezende, que nasceu em 22 de setembro de 1910 e casou-se com Hugo Rezende.

Maria do Carmo de Aguiar Araújo, nascida em 25 de março de 1868, batizada em São José de Além Paraíba no dia 26 de junho de 1868 e foi casada com Antônio João Araújo, filho de Raymundo de Araújo e Silva e Dona Antônia Luiza da Costa.
Alguns de seus filhos foram:
•• Abdon de Aguiar Araújo, que nasceu em São José de Além Paraíba no ano de 1885.
•• Joana do Carmo de Aguiar Araújo, que nasceu em São José de Além Paraíba no ano de 1886.
•• Maria do Carmo de Aguiar Araújo, que nasceu em São José de Além Paraíba no ano de 1889.

Luiza do Carmo de Aguiar Teixeira e seu esposo Antônio Virgílio Teixeira

Luiza do Carmo de Aguiar Teixeira, nascida em 20 de junho de 1872, foi casada com Antônio Virgílio Teixeira, filho do Cap. João Evangelista Teixeira e Dona Sebastiana Augusta Teixeira.
Tiveram os seguintes filhos:
•• Quirina do Carmo de Aguiar Teixeira, que nasceu em 1893.
•• Sebastiana do Carmo de Aguiar Teixeira, que nasceu em 1896.
•• Arthur de Aguiar Teixeira, que nasceu em 1898.
•• Prudente de Aguiar Teixeira, que nasceu em 1900.
•• Alice do Carmo de Aguiar Teixeira, que nasceu em 1902.
•• Deolindo de Aguiar Teixeira, que nasceu em 1904.

Alfredo José Teixeira de Aguiar e sua esposa Guilhermina Furtado de Mendonça de Aguiar

Alfredo José Teixeira de Aguiar, nascido em 21 de abril de 1874 e faleceu em 25 de fevereiro de 1910, no município de São João Nepomuceno.
Foi casado com Dona Guilhermina Furtado de Mendonça de Aguiar, filha de José Clemente Furtado de Mendonça e Rosa Angelica de Oliveira, e neta paterna do Cap. Clemente Furtado de Mendonça e Maria Joaquina de Mendonça.
Tiveram os seguintes filhos:
•• José Teixeira de Aguiar, nascido em 1902 em São João Nepomuceno.
•• Maria do Carmo de Aguiar, nascida em 1905 em São João Nepomuceno.
•• Sebastião Teixeira de Aguiar, nascido em 1907 em São João Nepomuceno.
•• José Lino Teixeira de Aguiar, nascido em 1909 em São João Nepomuceno.

Oscar Teixeira de Aguiar e sua esposa Leonor do Carmo Ribeiro de Aguiar
Família de Oscar Teixeira de Aguiar

Oscar Teixeira de Aguiar, nascido em 13 de julho de 1876 e faleceu em 1971 no município do Rio de Janeiro RJ.
Casou-se em Santo Antônio do Aventureiro no ano de 1898, com a prima Leonor Augusta do Carmo Ribeiro de Aguiar, filha do Capitão Antônio José Ribeiro e Dona Ritta Fortunata do Carmo Ribeiro.
Tiveram os seguintes filhos:
•• Bráulio Teixeira de Aguiar, que era casado com Jupira Alves de Oliveira.
•• Ritta do Carmo de Aguiar Kussá, que foi casada com Otto Kussá Junior.
•• Antônio Teixeira de Aguiar, que foi casado com Cândida Aguiar.
•• Dinah do Carmo Teixeira de Aguiar, que foi casada com Epaminondas Reis Lima.
•• Nair Teixeira de Aguiar, que foi casada com Chateubrian Henriques.
•• José Teixeira de Aguiar – “Quito”, que foi casado com Olga Costa de Aguiar.
•• Leonor do Carmo Teixeira de Aguiar, que foi casada Milton Albuquerque;

Ozório Teixeira de Aguiar, nascido em junho de 1880 e faleceu em 5 de setembro de1882.

Theodomiro Teixeira de Aguiar e sua esposa Henriqueta Furtado de Mendonça de Aguiar

Theodomiro Teixeira de Aguiar (Miro), nascido em 11 de agosto de 1879, foi cirurgião dentista na cidade de São João Nepomuceno, formado na Inglaterra e a profissão passou os ensinamentos para o seu filho Prudente de Aguiar. 
Foi casado com Dona Henriqueta Furtado de Mendonça de Aguiar (Queta – irmã de sua cunhada Guilhermina), natural de São João Nepomuceno MG, filha de José Clemente Furtado de Mendonça e Rosa Angelica de Oliveira, e neta paterna do Cap. Clemente Furtado de Mendonça e Maria Joaquina de Mendonça. Faleceu em 1918, após acidentalmente ser ferido numa caçada na Vila de Angustura e por pertencer a Maçonaria foi condenado pela Igreja Católica ser sepultado em pé, condenação executada pelo padre Aristides Porto.
Tiveram os seguintes filhos:
•• Prudente Teixeira de Aguiar Netto – “Prudentinho”, nascido em 1903 em São João Nepomuceno MG, dentista e respeitável e ativo vereador da Câmara Municipal de Petrópolis.
•• Rosa de Aguiar, nascida em 1904 em São João Nepomuceno MG. 
•• Maria José de Aguiar, nascida em 1908 em São João Nepomuceno MG.
•• Alfredo Teixeira de Aguiar Sobrinho, nascid em 1910 em São João Nepomuceno MG.
•• Wolney Teixeira de Aguiar, cantor, compositor, professor, advogado e juiz de paz de Petropolis. Nasceu em 10 de março de 1913, em São João Nepomuceno. Era casado com a pianista e concertista Maria Chaves Aguiar, sendo pai do famoso maestro Ernani Chaves Aguiar, professor e especialista na regência de obras barrocas do século XVIII.

Francisca do Carmo de Aguiar, nascida em 29 de janeiro de 1881 e faleceu em 12 de março de 1883.




Cel. Antonio Pereira de Jesus, sua esposa Bernardina do Carmo de Aguiar Pereira
 e seus filhos Prudente, Zina, Quirina e Olga

Bernardina do Carmo de Aguiar Pereira (Sinhá), nascida em Santo Antônio do Aventureiro no dia 20 de maio de 1883 e casou-se no dia 24 de junho de 1899, em Porto de Santo Antônio (Astolfo Dutra) com Cel. Antônio Pereira de Jesus, filho de José Pereira de Jesus e Dona Ambrozina Francisca de Azevedo Pereira.
Seus filhos foram:
•• Maria da Conceição de Aguiar Pereira, faleceu ainda criança.
•• Prudente de Aguiar Pereira, que foi casado com Dona Maria Helena Gonçalves.
•• Ambrozina Pereira da Silva (Zina), que foi casada com Joaquim Tavares Pereira.
•• Quirina do Carmo Pereira de Oliveira, que foi casada com Itamar Alves de Oliveira
•• Olga do Carmo Pereira Senra, que foi casada com Raul Ferreira Senra, filho de Carlos de Oliveira Senra e Carolina Ferreira Senra.
•• Edina do Carmo Pereira Ribeiro, que foi casada com o primo em segundo grau Carmindo Ribeiro, filho de Chrsitiano Ribeiro e Alice Teixeira Ribeiro.
•• Antônio de Aguiar Pereira, que foi casada com Dalva Levi Pereira.
•• Edith do Carmo Pereira de Araújo, que foi casada com Silvio Vilhena Fabiano de Araújo.
•• Eulina Saboya Ribeiro, que foi casada com José Octacílio Saboya Ribeiro.
•• Eloina Pereira de Faria, que foi casada com Orsino Faria.
•• José de Aguiar Pereira, que foi casada em primeiro matrimônio com Dora Pereira e em segundo matrimônio com Esperança Pereira.
•• Ed de Aguiar Pereira, que foi casado com Florita Frescari Pereira e em segundo matrimônio com Olga Pereira.
•• Padre Ruy do Carmo Pereira de Aguiar.
•• Maria da Glória Pereira Otto, que foi casada com Alfredo Andrès Otto.


Encontro entre as famílias Aguiar e Pereira de Jesus





segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

FAMÍLIA MORAIS SARMENTO EM MINAS GERAIS

Por Mauro Luiz Senra Fernandes


Sarmiento, originários da Espanha, que encontraram em Portugal, exatamente ao Norte, na Região de Trás-os-Montes (onde na cidade de Bragança há um túmulo do primeiro Sarmento, nome aportuguesado), os Morais, pequeno lugarejo assim denominado, também em Trás-os-Monte, os Morais se juntaram aos Sarmento, tendo início a Família Morais Sarmento, que se espalharam não só no Norte ao Sul de Portugal, como também no Norte e Sul do Brasil.

Os Morais Sarmento é uma tradicional família de Portugal, cujas origens remontam a influente e conservadora aristocracia portuguesa dos séculos passados e altos escalões do exército. Os seus representantes ocuparam poderosos cargos políticos desde os séculos XVII e tiveram uma imensa quantidade de propriedades no Império Português.

No Brasil a família deixou descendência, pois a Corôa enviou alguns Morais Sarmento para representar os interesses portugueses na época do Brasil Colônia e os descendentes destes se estabeleceram em território brasileiro, exercendo posteriormente importantes funções no Império. Um dos representantes desta família em São José do Xotopó,  Minas Gerais o Capitão Mor Manoel de Moraes Sarmento que era natural natural de Braga - Portugal, filho de Brás Borges Rabelo e Catharina de Moraes Sarmento, casado com Ritta Maria de Jesus e falecido em junho de 1821. 

"Analisando o Livro nº. 2 do Cartório de 1º Ofício de Rio Pomba percebemos uma nítida transformação na forma de se relacionar com a terra quando inclusive alguns índios venderam as terras em que habitavam ao Guarda Mor Manoel de Moraes  Sarmento. O valor pelo qual venderam suas terras foi significativamente baixo (150$000), especialmente se comparado aos preços encontrados em outras transações.

O Guarda Mor Manoel de Moraes Sarmento e Ritta Maria de Jesus tiveram os filhos conforme inventário do Arquivo Histórico Casa setecentista - IPHAN - Mariana MG (10/08/1821):

* Francisco de Moraes Sarmento, nascido no ano de 1809 (Ramo do Município de Guarany - Minas Gerais);

* Fortunato de Moraes Sarmento, nascido no ano de 1913 (Ramo do Município de Santo Antonio do Aventureiro e Miraí - Minas Gerais);

* Daniel de Moraes Sarmento, nascido no ano de 1815, casado com Anna Luiza de São José, (Ramo do Município de São João Nepomuceno - Minas Gerais;

* Manoel de Moraes Sarmento, nascido em 1817;

* Francisca de Moraes Sarmento, nascida em 1820;

* e Justiniano de Moraes Sarmento, filho natural de Manoel de Moraes Sarmento, nascido no ano de 1823.

O Cel. Fortunato de Morais Sarmento, filho do Guarda Mor Manoel de Moraes Sarmento, com o esgotamento do ouro na região de Guarapiranga, transferiu-se para região do Rio Pomba, juntamente com outros parentes que se instalaram em Tabuleiro do Pomba, Guarany, Rio Novo, Descoberto, São João Nepomuceno e Santo Antônio do Aventureiro, para cultivar a nova riqueza que era o café.

Correspondência do Cel Fortunato de Morais Sarmento para seu futuro genro Cap. Prudente José Teixeira de Aguiar

Maria do Carmo Nascimento Sarmento - "Dona Nhanha" e sua filha Ritta Fortunata do Carmo Ribeiro

O Cel. Fortunato de Morais Sarmento nasceu em 1813 e faleceu aos sessenta e dois anos de idade em Santo Antônio do Aventureiro, no dia 19 de maio de 1883 de gastrite. Foi casado com Dona Maria do Carmo Nascimento Sarmento – "Dona Nhanha" e tiveram os seguintes filhos:

• Quirina Fortunata do Carmo de Aguiar (Sinhazinha), nascida em 04 de junho de 1846, em Tabuleiro do Pomba, faleceu no dia 28 de maio de 1933, na cidade de Miraí, casada em 20 de maio de 1864 com o Capitão Prudente José Teixeira de Aguiar, natural de Minas Gerais, nascido em 1838, filho de José Teixeira de Aguiar e Dona Francisca Luiza de Jesus, era proprietário da Fazenda do Bosque em São Domingos do Aventureiro, faleceu aos quarenta e seis anos de idade, de lesão no coração no dia 12 de abril de 1884 e tiveram os filhos:

•• Sophia do Carmo de Aguiar Silva, batizada em São José de Além Paraíba no dia 11 de fevereiro de 1867 e casada com José Custódio Corrêa da Silva, filho de José Custódio da Silva e Dona Francisca Cândida Corrêa Netto da Silva;
•• Maria do Carmo de Aguiar Araújo, nascida em 25 de março de 1868, batizada em São José de Além Paraíba no dia 26 de junho de 1868 e foi casada com Antônio João Araújo, filho de Raymundo de Araújo e Silva e Dona Antônia Luiza da Costa;
•• Luiza do Carmo de Aguiar Teixeira, nascida em 20 de junho de 1872, foi casada com Antônio Virgílio Teixeira, filho do Cap. João Evangelista Teixeira e Dona Sebastiana Augusta Teixeira;
•• Alfredo José Teixeira de Aguiar, nascido em 21 de abril de 1874 e foi casado com Dona Guilhermina Furtado de Mendonça de Aguiar, filha de José Clemente Furtado de Mendonça e Rosa Angelica de Oliveira, e neta paterna do Cap. Clemente Furtado de Mendonça e Maria Joaquina de Mendonça.;
•• Oscar Teixeira de Aguiar, nascido em 13 de julho de 1876, casou-se em Santo Antônio do Aventureiro no ano de 1898, com a prima Leonor Augusta do Carmo Ribeiro de Aguiar, filha do Capitão Antônio José Ribeiro e Dona Ritta Fortunata do Carmo Ribeiro;
•• Ozório Teixeira de Aguiar, nascido em junho de 1880 e faleceu em 5 de setembro de1882,
•• Theodomiro Teixeira de Aguiar (Miro), nascido em 11 de agosto de 1879, foi cirurgião dentista na cidade de São João Nepomuceno, formado na Inglaterra e a profissão passou os ensinamentos para o seu filho Prudentinho. Foi casado com Dona Henriqueta Furtado de Mendonça de Aguiar (Queta – irmã de sua cunhada Guilhermina), filha de José Clemente Furtado de Mendonça e Rosa Angelica de Oliveira, e neta paterna do Cap. Clemente Furtado de Mendonça e Maria Joaquina de Mendonça.. Faleceu em 1918, após acidentalmente ser ferido numa caçada na Vila de Angustura e por pertencer a Maçonaria foi condenado pela Igreja Católica ser sepultado em pé, condenação executada pelo padre Aristides Porto;
•• Francisca do Carmo de Aguiar, nascida em 29 de janeiro de 1881 e faleceu em 12 de março de 1883;
•• Bernardina do Carmo de Aguiar Pereira (Sinhá), nascida em Santo Antônio do Aventureiro no dia 20 de maio de 1883 e casou-se no dia 24 de junho de 1899, em Porto de Santo Antônio (Astolfo Dutra) com Cel. Antônio Pereira de Jesus, filho de José Pereira de Jesus e Dona Ambrozina Francisca de Azevedo Pereira.
Quirina Fortunata do Carmo de Aguiar, suas filhas Luiza do Carmo de Aguiar Teixeira e 
Bernardina do Carmo de Aguiar Pereira e ainda, seus netos Antônio e Edith

• Roberto de Morais Sarmento, casou-se em Santo Antônio do Aventureiro em 8 de novembro de 1879, com Anna Josephina Netto - Ninica, filha de João Baptista Corrêa Netto e Porcina Justina do Nascimento e alguns de seus filhos foram:

•• João de Morais Sarmento, nascido em 07 de outubro de 1880, foi batizado em 01 de janeiro de 1881 e faleceu meses depois;
•• Fortunato de Morais Sarmento Netto, nascido em 15 de abril de 1884 e foi batizado em 26 de abril de 1884;
•• Maria do Carmo Morais Sarmento;
•• Adalbeto de Morais Sarmento, batizado em 28 de fevereiro de 1891, sendo padrinhos Severino de Morais Sarmento e Maria do Carmo Pereira.

Maria do Carmo de Moraes Sarmento e seu esposo José Weiss.

• Joana Fortunata do Carmo Machado, nascida em 1843 e casou-se em São José de Além Paraíba em 1859, com José Jorge Machado, nascido em 1815, não tiveram descendentes e faleceram na cidade de Miraí.

• Ritta Fortunata do Carmo Ribeiro, casou-se em São José de Além Paraíba em 06 de setembro de 1873, com o português Capitão Antônio José Ribeiro (Ribeirinho), proprietário da Fazenda Limoeiro em Santo Antônio do Aventureiro e tiveram os filhos:

•• Christiano Joaquim Ribeiro, nascido em 16 de agosto de 1874 e foi batizado em 18 de outubro de 1874 em Santo Antonio do Aventureiro. Foi casado com Alice Teixeira Ribeiro, filha do Cap. João Evangelista Teixeira e Dona Sebastiana Augusta Teixeira;
•• Leonor Augusta do Carmo Ribeiro de Aguiar, nascida em 21 de abril de 1882 em Santo Antônio do Aventureiro, casada com o primo Oscar Teixeira de Aguiar, filho do Capitão Prudente José Teixeira de Aguiar e Dona Quirina Fortunata do Carmo de Aguiar;
•• Maria Augusta Ribeiro - Sinhazinha, casada com o primo Ademar Corrêa da Silva (Sinhô), que era filho de José Custódio Corrêa da Silva e da prima Sophia do Carmo de Aguiar Silva. Ademar Corrêa da Silva casou-se em segundo matrimônio com Sebastiana Ribeiro (Taninha), filha de seu cunhado e primo Christiano Joaquim Ribeiro e Alice Teixeira Ribeiro;
•• Affonso Ribeiro, nascido em Santo Antônio do Aventureiro em 18 de agosto de 1878 e batizado em 30 de novembro de 1878 e faleceu na primeira infância;
•• Antônio José Ribeiro Filho, nascido em Santo Antonio do Aventureiro em 14 de dezembro de 1885 e batizado em 12 de abril de 1886 e faleceu na primeira infância;
•• Antônio José Ribeiro Filho (Zicote), nascido em 10 de dezembro de 1887 e batizado em 19 de janeiro de 1888. Foi casado com Mariquinhas Teixeira Ribeiro
filha do Cap. Álvaro dos Santos Teixeira e Dona Theodolina Ferreira Teixeira (Dulica) ;
•• Graciano José Ribeiro, casado com Maria Ribeiro (Maricota).

Ritta Fortunata do Carmo Ribeiro e seu esposo Cap. Antônio José Ribeiro

Cel. Christiano Joaquim Ribeiro

Família Ribeiro em Além Paraíba

Cecília Fortunata do Carmo Pereira e seu esposo Justino Alves Pereira


• Cecília Fortunata do Carmo Pereira, nasceu em 24 de agosto de 1856, em Limoeiro, faleceu em 24 de outubro de 1934 em Miraí, Casou-se em São José de Além Paraíba em 12 de junho de 1875 com Justino Alves Pereira, natural da Freguesia de São João de Portella, Arcebispado de Braga – Portugal, nascido em 12 de dezembro de 1846, era filho de Miguel Pereira e Dona Maria Alves, foi grande proprietário da Fazenda da Cachoeira na cidade de Mirai e tiveram os seguintes filhos:

•• Affonso Alves Pereira, nascido em Santo Antonio do Aventureiro em junho 1878 e batizado em 03 de novembro de 1878. Casou-se em primeiro matrimônio com Maria Dinah Sarmento Alves Pereira, filha do industrial Severiano de Morais Sarmento e em segundo matrimônio, com Laura Barbosa Alves Pereira, filha de Luiz Antônio M. Barbosa e Cecília Horta Barbosa. Em Mirai, tornou-se agricultor famoso, industrial, banqueiro e grande benemérito;
•• Fortunato Alves Pereira, nascido em Santo Antônio do Aventureiro em 26 de setembro de 1880 e batizado em 18 de dezembro de 1880, tornou-se grande fazendeiro e político me Mirai;
•• Constança Alves Pereira, nascida em Santo Antônio do Aventureiro em julho de 1885 e faleceu em 08 de novembro de 1885;
•• Justino Alves Pereira Junior, nascido em Santo Antônio do Aventureiro em 09 de junho de 1889 e casou-se com Guiomar Barbosa Alves Pereira, filha de Luiz Antônio M. Barbosa e Cecília Horta Barbosa.
Partido Republicano Miraense na emancipação de Miraí. Em pé da esquerda (segundo 
e terceiro)os irmãos Justino Alves Pereira e Affonso Alves Pereira

Jazigo da primeira esposa de Affonso Alves Pereira - Maria Dinah Sarmento Alves Pereira,
 filha do industrial Severiano de Morais Sarmento, no Cemitério Municipal de Juiz de Fora

Morais Sarmento em Juiz de Fora

O empresário Severiano de Almeida Moraes Sarmento era natural de Rio Novo, Minas Gerais, em 1867. Em 1887, ocupava-se no comércio do café; depois entrou para o comércio de todos os gêneros do país e estrangeiros, onde se conservou até 1908, casado com Maria do Carmo Pereira.

Transferiu-se para Juiz de Fora, fundando em 1908 a Fábrica de Fiação e Tecelagem Morais Sarmento. Manufatura de tecidos de algodão, tais como algodões crus, zefires, riscados, brins, toalhas etc., e fabrica também brins de linho.

Morais Sarmento em São João Nepomuceno - Descendentes do Guarda Mor Manoel de Moraes Sarmento e Ritta Maria de Jesus.



Daniel de Moraes Sarmento Junior era natural do Município de Rio Novo tendo nascido em 05 de novembro de 1864, era filho de Daniel de Moraes Sarmento e de D. Anna Luiza de São José.

Foi em O1 de julho de 1886 que se transferiu para São João Nepomuceno e em 09 de setembro de 1889 casou-se com a Sra. Dona Maria Petronilha de Moraes Sarmento - Dona Cota Sarmento, filha de Antonio Flodoardo Cardoso.

Daniel Sarmento foi chefe da casa comercial Sarmento e Cia e mais tarde da firma Sarmento Irmãos e Cia e em 20 de janeiro de 1894 iniciou junto com outros cidadãos a formação d a Companhia de Tecidos Mineiros cabendo-lhe. Mas a Fabrica teve vida curta e foi resolvida em assembléia a venda do acervo em 12 de dezembro sendo então aceita a proposta feita pelos irmãos Francisco Daniel de Moraes Sarmento, Emygdio de Moraes Sarmento e o maior acionista Daniel de Moraes Sarmento
A fabrica então passa a pertencer a Sarmento Irmãos & Cia. Portanto em 14 de julho de 1895 foram inaugurados os trabalhos.

Daniel Sarmento foi o precursor da iluminação elétrica em São João tendo para isto instalado uma rede de energia elétrica e de telefone não só para sua indústria, mas também para sua residência.
Em 01 de novembro de 1897 foi eleito vereador pelo Partido Republicano Mineiro e em janeiro de 1898 foi eleito Vice Presidente e reeleito ao cargo durante toda legislatura. No ano de 1900 novamente é conduzido a Câmara e por seus pares é novamente eleito Vice Presidente daquela Casa de Leis e o foi até o fim do mandato.

Daniel Sarmento veio a falecer em 17 de dezembro de 1908 contando apenas com 44 anos.

 

Morais Sarmento em Guarani  - Descendentes do Guarda Mor Manoel de Moraes Sarmento e Ritta Maria de Jesus

Na metade do século XIX, surgiu o povoado denominado Espírito Santo do Cemitério, que em 1881 passaria a se chamar Guarani.

Em novembro de 1882, transferiu-se residência para o arraial de Guarani o Cel. Avelino de Morais Sarmento que, mais tarde, governou o município emancipado. Em 1883, seu pai, Francisco de Morais Sarmento Júnior instalou-se também com toda a sua família.