domingo, 27 de janeiro de 2019

ALÉM PARAÍBA HISTÓRIA MAURO SENRA - JOSEPHINA FERREIRA DA FONSECA CÔRTES









Josephina Ferreira da Fonseca, a “Dona Fifina”, nascida em 1856, na Fazenda Barra do Peixe, filha do Comendador Simplício José Ferreira da Fonseca e de Dona Maria Leopoldina Campos da Fonseca.

Foi esposa do Coronel Oscar Teixeira de Figueiredo Côrtes, nascido em primeiro de agosto de 1846, e era filho de Antonio Augusto de Figueiredo Côrtes e de Carolina Cândida Teixeira, descendente de uma das mais importantes famílias da “aristocracia rural cafeeira”, estabelecida no Vale do Paraíba do Sul.

Ele era proprietário da Fazenda Bom Retiro, no município de São José de Além Paraíba - Minas Gerais. 

Tiveram os filhos: Clotilde, que foi casada por apenas um ano com o engenheiro Accacio de Lima Castello Branco, falecida em 1909, de um parto mal sucedido; Antônio Augusto Teixeira Côrtes, o “Major Dodô”; e Dr. Simplício Ferreira da Fonseca Côrtes, casado com a prima Rinalda Teixeira Côrtes.


 Fazenda Barra do Peixe em Além Paraíba - Minas Gerais

 
Fazenda Bom Retiro - Além Paraíba - Minas Gerais

quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

ALÉM PARAÍBA - COLUMBANO FARIA DUARTE



Minha terra!
É linda sim...
cidade original, com uma rua só,
tão cumprida, tão cumprida,
que a gente pensa
que ela não tem fim...
De um lado, o rio,
de outro lado, a serra,
e no meio, apertada, expremida,
Minha terra!...
Uma rua só
com uma porção de nomes,
de barão, de coronel, conde...

Por essa rua, o trem e o bonde
Passam velozes, levantando pó...


Serra dos monos! Ela sangou-se
com o rio, se afastou-se...
ficou um largo.
Há no largo um jardim,
no jardim um coreto, quando Domingo,
toda fardada e correta
a "Sete de Setembro" faz retreta.
(Em volta passeando,
as garotas vão conversando,
vão namorando...)


Minha terra!...
O que embeleza minha terra
não é a serra,
é op rio,
ou melhormente,
são as ilhas,
filhas,
verdes e joviais
do rio,
que cerca e abraça
carinhosamente,
com seus longos braços pluviais...
Tem ilha de cima,
tem ilha de baixo
Ilha gama Cerqueira
e tem pontes.
Cada ponte fica cheinha
de gente que passeia aos pares....
E a brisa ligeira
que sobe do rio
refresca os ares.


Anoitece... De repente
Sem ter vergonha da gente
Que passeia nas pontes,
Dindinha Lua
todinha nua
sem "maillot" e sem anáguas,
dá um salto lá de riba,
e vem banhar-se nas claras águas
do Paraíba...
E fica boiando,
Fica bailando
à flor das águas.

Além Paraíba, minha cidade
Quanta saudade...






sábado, 24 de novembro de 2018

ALÉM PARAIBA HISTÓRIA - O TERRENO ONDE FOI INSTALADA A FABRICA DE TECIDOS EM ALÉM PARAÍBA FOI UMA DOAÇÃO DO MUNICÍPIO E HOJE ESTA ABANDONADA

 Por Mauro Luiz Senra Fernandes


Em março de 2009 - a Secretaria de Desenvolvimento descobre que o terreno onde foi instalada a fabrica de tecidos foi UMA DOAÇÃO DO MUNICÍPIO.



Através de relatório que foi encaminhado para a Câmara Municipal, o secretário Fernando Junqueira, entregou ao Prefeito Wolney Freitas, que encaminhou para o Setor jurídico da prefeitura a fim de ser avaliado e, posteriormente, quais providências a serem tomadas quantos as ações desenvolvimentistas para favorecer a nossa cidade. Até hoje, sem resposta...






quinta-feira, 22 de novembro de 2018

O QUE VOCÊ ACHA QUE ALÉM PARAÍBA PRECISA MUDAR?


Salve visitantes de meu Blog!

É muito importante para mim a sua visita, sinto-me útil poder postar a nossa história e como historiador de formação, acredito que é minha obrigação falar de nossa aldeia.
Depois desses anos todos de pesquisas, venho postando também os comentários que são deixado em cada tema escolhido - uns positivos e outros não.
Agora, preciso de seu comentário sobre a nossa atualidade - o que precisamos fazer para que nossa terra volte a prosperar, oferecendo qualidade para a nossa população e principalmente para a nossa juventude.

Deixe o seu comentário!

Muito obrigado, 

Mauro Luiz Senra Fernandes
Professor Licenciado em História e Especialista em Educação/História e em Gestão Escolar

 
 
 
 
 
 

quinta-feira, 15 de novembro de 2018

ALÉM PARAIBA HISTÓRIA - AS ILHAS DE ALÉM PARAÍBA




Por Mauro Luiz Senra Fernandes



“... O que embeleza a minha cidade não é a serra, é o rio.
Melhormente, as ilhas, filhas verdes e joviais do rio, que acercam e abraçam carinhosamente.
Tem Ilha de Cima, tem Ilha de Baixo, Ilha Gama Cerqueira..."
Columbano Faria Duarte


 

 Cheia do Rio Paraíba do Sul


A Ilha Gama Cerqueira fica no Bairro da Saúde, tem esse nome em homenagem ao Conselheiro Francisco Januário da Gama Cerqueira, advogado e político vinculado ao Partido Conservador e bastante atuante em nosso município, no início do século vinte era lá que ocorria a Exposição Agropecuária e lá também funcionava o Matadouro Municipal para abastecer os açougues da cidade.


Vista da Ilha Gama Cerqueira e o Bairro da Saúde

A Ilha Recreio fica no Bairro de São José, foi comprada pelo imigrante português Manoel José Gonçalves Esquerdo pela quantia de duzentos mil réis, ele era pai de Felizarda Esquerdo, que empresta o seu nome para a principal rua do bairro.

A travessia do braço do rio Paraíba, para alcançar a Ilha, era feita por uma barca chamada "Andorinha"

Esse imigrante lusitano foi quem loteou e vendeu os terrenos, deixando para o município alguns desses terrenos onde foram construídos o Grupo Escolar Dr. Alfredo Castelo Branco que foi inaugurado em 31 julho de 1919, o Teatro Recreio (onde funciona hoje

a Secretária Municipal de Saúde o Hemominas) e o Estádio Municipal. Manoel Esquerdo impôs uma condição, quando doou terrenos à Municipalidade, a proibição de na ilha ser construída Cadeia ou Açougue.

Para facilitar a construção de habitações na ilha, forrava terrenos por 40 réis, o metro quadrado. Contribuiu e adiantou para construção da ponte, que durou dezenas de anos, só vindo mais tarde o Governo Estadual, construir uma mais moderna.

  
Vista parcial da Ilha Recreio, onde aparece o Teatro Recreio e parcial do Bairro de São José

 Ilha Recreio 1951
 
A Ilha do Lazareto como ficou conhecida, localiza-se no Bairro de Porto Novo, no período de 7 de junho a 12 de dezembro de 1892, assolou em Além Paraíba a varíola hemorrágica, onde setenta e nove pessoas, dentre crianças e idosos, faleceram vitimados pela doença maligna e realmente foram enterrados na Ilha e por isso passou a se chamar do Lazareto.

Depois ela foi sendo povoada, lá foi criado o campo de aviação do Aero Clube de Além Paraíba, depois o Além Paraíba Tênis Clube, o Quartel da Polícia Militar, a CNEC, a Escola Estadual Sebastião Cerqueira, a Rodoviária, o espaço para a Festa da Cidade, praças, feiras, comercio e com o aterro ela deixou de ser uma ilha e se transformou num grande bairro comercial.


 Ao fundo a Ilha do Lazareto
 Inauguração do Aero Clube


segunda-feira, 3 de setembro de 2018

QUADRO DA MARQUESA DE SANTOS VISITA A V MOSTRA DA FAZENDA CASTELO EM ALÉM PARAÍBA MG

Fazenda Castelo - Além Paraíba MG, pertenceu ao Barão e Baronesa de Guararema.

 
  

Quem pensa na Marquesa de Santos foi uma mulher promíscua e amante de Dom Pedro I, pode começar a mudar essa visão. Domitila de Castro foi uma das pessoas mais poderosas e influentes de seu tempo, com uma vida de atuação política que se estendeu muito mais do que os anos em que viveu na corte como amante do imperador do Brasil.

 

Marquesa de Santos – Dona Domitila de Castro Canto e Melo foi uma aristocrata brasileira e amante de Dom Pedro I. Exerceu Grande influência no governo do primeiro reinado.

Nasceu em São Paulo, no dia 27 de dezembro de 1797. Filha de João de Castro Canto e Melo, coronel reformado e inspetor das repartições de estradas da cidade de São Paulo, e de Escolástica Bonifácia de Oliveira Toledo Ribas, descendente de tradicional família paulista.

Casou-se aos 15 anos de idade com o alferes Felício Pinto Coelho de Mendonça, oficial do Segundo Esquadrão do Corpo dos Dragões da Cidade de Vila Rica. Vivendo em Minas Gerais, o casal teve três filhos, mas apenas dois sobreviveram. Em 1816, após sofrer maus tratos do marido, retornou à casa dos pais em São Paulo, levando as duas crianças. Em 1818, tentando uma reconciliação, voltam a viver juntos. No dia 6 de março de 1819, Domitila foi esfaqueada duas vezes pelo marido, sendo atingida na coxa e na barriga. Feliciano foi preso e Domitila ficou entre a vida e a morte durante dois meses. 

Duas semanas antes de subir a colina do Ipiranga e proclamar a Independência do Brasil, em 1822, o então príncipe regente Dom Pedro, teve um encontro com aquela que viria a se tornar uma destacada figura feminina do Primeiro Reinado. O interesse por Domitila surgiu durante a visita de Dom Pedro à cidade de São Paulo, quando foi recebido com festas pelos súditos. Mesmo casado com a austríaca Maria Leopoldina de Habsburgo, filha do imperador Francisco I da Áustria, Dom Pedro tinha fama de aventureiro e mulherengo.

No começo de 1823, Domitila já estava instalada na corte, era a cortesã preferida do monarca. O imperador fez da amante a “Dama do Paço”. Em muitas ocasiões oficiais, ela ocupava o lugar que deveria estar reservado a Maria Leopoldina. No dia 12 de outubro de 1825, aniversário do imperador, Domitila tornou-se oficialmente “Viscondessa”, pelos serviços prestados à imperatriz. Finalmente, no dia 12 de outubro de 1826, ela foi elevada à “Marquesa de Santos”. 

O imperador cobria sua amante de presentes e mimos. Em abril de 1826 comprou para ela um sobrado localizado próximo à Quinta da Boa Vista. Em uma das muitas cartas escritas para a amada, ele revela, com orgulho, que acabara de mandar fechar o teatro que havia proibido a entrada da amante. Outro escândalo foi na Semana Santa, quando ela queria assistir a cerimônia religiosa na tribuna reservada às Damas do Paço, mas foi barrada. Por ordem do imperador, ela foi levada ao recinto e as damas se retiraram.

Com a morte de Dona Leopoldina, em 11 de dezembro de 1826, Dom Pedro vivia em um momento especial. Sua péssima reputação se propagou pela Europa. Quase dois anos da morte de Leopoldina, o monarca não conseguira ainda arranjar uma esposa entre as mulheres nobres da corte européia. No dia 28 de agosto de 1828, finalmente casa-se por procuração e dois meses depois conhece Amélia, a nova imperatriz. Em 1829 rompe com a amante, expulsando-a da corte, dando fim a uma história de amor que abalou o império.

De volta a sua cidade natal, em companhia das duas filhas que teve com Dom Pedro, Domitila comprou um casarão na antiga Rua do Carmo, hoje Rua Roberto Simonsen. Em 1833 passa a viver com Rafael Tobias de Aguiar, brigadeiro, político e rico fazendeiro de Sorocaba. A união durou 24 anos e juntos tiveram seis filhos, mas somente quatro sobreviveram. Em sua casa eram realizados saraus de literatura e grandes bailes de máscaras. Em 1857, ficou viúva e durante os 10 anos seguintes se dedicou a obras de caridade.

Marquesa de Santos faleceu em São Paulo, no dia 3 de novembro de 1867. O “Solar da Marquesa de Santos”, onde viveu em São Paulo, hoje abriga parte do Museu da Cidade de São Paulo.