segunda-feira, 4 de março de 2013

UMA HISTÓRIA DE SAPUCAIA – RJ E A SUA FORMAÇÃO



Por Mauro Luiz Senra Fernandes
 
Sapucaia é um município brasileiro do estado do Rio de Janeiro e um de seus principais distritos, além da sede, é Jamapará, na divisa do município de Carmo, no Estado do Rio, com Além Paraíba, em Minas Gerais. Os demais distritos são Anta, Aparecida e Volta do Pião.

Conhecida como a "cidade da mangas", pois esse fruto é amplamente cultivado pelos habitantes locais. 

No século XVII essa região era habitada pelos índios Purís, Coroados oriundos da região de Valença, uns poucos Goytacazes que vieram da região de Campos e alguns aventureiros que ilegalmente bateavam ouro, foram os primeiros moradores.

Em 1784, quando foi criado o Porto ou Registro do Cunha com objetivo de prender contrabandistas de ouro,  o ponto de parada de tropeiros era em Sant’Ana - atual Jamapará, as comitivas de tropeiros faziam paradas para repouso à sombra das grandes sapucaias que ali existiam.

Com o fim do ouro na Zona da Mineração em Minas Gerais, muitas famílias vieram povoar essa região e com a expansão da economia cafeeira no Vale do Paraíba, provocou um fluxo continuo de pioneiros, como os Breves de Piraí que formaram a Fazenda Aparecida e os Souza Brandão - Dr. Luís de Souza Brandão – Barão de Porto Novo e o Major José de Souza Brandão - Barão de Aparecida.

Segundo o botânico inglês George Gardner, que passou por essa região por volta de 1841, “Sapucaia é uma pequena aldeia com poucas casas de recente construção, que deve sua origem à proximidade de uma nova ponte, ora em construção sobre o rio, em conexão com a estrada para a Província de Minas Gerais.”
Com a implantação da Estrada de Ferro Dom Pedro II, Sapucaia teve onde escoar toda a sua produção de café e entorno de sua estação ferroviaria a vila cresceu e prosperou.

Em 1856, devido aos esforços de Augusto de Souza Furtado, Domingos Antônio Teixeira e José Joaquim Marques Melgaço, donos de vastas porções de terras entre os rios Calçado e Paraíba do Sul, surgiu um novo arraial com o nome de Santo Antônio de Sapucaia, em homenagem ao padroeiro do curato.

Em l87l graças a expansão da localidade, Sapucaia alcançou o predicado de Freguesia, conservando os limites que tinha como Curato Eclesiástico na Província. Em 1871 passou a designar Freguesia de Santo Antônio de Sapucaia e, em 1874, passou a categoria de Vila de Sapucaia, constituindo-se sede do novo município, instalado em 28 de fevereiro de 1875.

Na Vila sede do novo município que, por não ser canonicamente provida como era de Lei, Sapucaia não possuía Cartórios de registro civil e de imóveis, o que obrigava aos que ali nasciam ou faleciam ou que adquiriam e vendia bens imóveis, a fazer os respectivos registros nas Freguesias de Aparecida ou de São Jose do Vale do Rio Preto, que eram canonicamente providas. Esta situação foi corrigida em 1875 por pressão da Câmara Municipal junto ao Bispo Diocesano.

Entre os cidadãos sapucaienses que lideraram a luta pela a sua emancipação e constituídas a primeira Cãmara, temos os seguintes nomes: Major José de Souza Brandão - Barão de Aparecida, Manoel Ventura Marinho, Francisco José de Sales, Dr. João Rodrigues de Araújo França, o Engenheiro Civil Guilherme Augusto de Souza Leite, Dr. João Antonio de Medeiros e José Antonio do Valle, e suplentes, Galdino Alves do Banho e Joaquim Fernandes Braga.

Em 1930, tomou posse como prefeito o Coronel Augusto Parácio, grande negociante de café no Distrito de Santana – Jamapará.


sábado, 23 de fevereiro de 2013

“QUEM NÃO CONHECE A HISTÓRIA, CORRE O RISCO DE REPETI-LA”.



O objetivo deste trabalho foi de pensar nossa Além Paraíba: sua história e os caminhos e descaminhos que toda história traz em si. Estamos nos dirigindo aos 200 anos de povoamento. Podemos dizer que temos um município com um tempo considerável de vida e pelo qual já passaram muitas vidas humanas que, decorrer desses anos, tiveram seus feitos focados num desejo verdadeiro de “fazer” uma cidade digna e em desenvolvimento.
Um povo que não conhece a própria história está condenado a repeti-la. Trata-se de uma paráfrase cuja frase, na sua forma exata, é levemente diferente mas de mesmo significado: “Aqueles que não podem lembrar o passado estão condenados a repeti-lo”. Esta, a original, é de autoria de George Santayana, pseudônimo de Jorge Agustín Nicolás Ruiz de Santayana y Borrás, um filósofo, poeta e ensaísta espanhol que fez fama escrevendo em inglês. Jorge Nicolás quebra com o paradigma de que o passado já passou e afirma que justamente o passado determinará, ou não, uma possibilidade de mudança no futuro se, no presente, estivermos historicamente atentos aos fatos de forma reflexiva e coletiva.
Quando conhecemos o nosso passado, somos detentores do saber de nossos acertos e erros. E, com base neles, urge assumirmos a responsabilidade de avaliar, mudar e melhorar o que for preciso para nós e as futuras gerações.
Estamos acostumados a reclamar de nossos destinos e, equivocadamente, a colocá-lo sempre nas mãos de alguém para que não haja necessidade de usarmos as nossas próprias e nos esquecemos que todos nós somos autores dos nossos contextos individuais e coletivos a partir de nossas ações.
 Desconsiderando o passado histórico, delegando ações a outrem, nos abstendo da responsabilidade dos resultados coletivos, vamos colhendo estagnação, insatisfação e esta sensação da falta de cuidado e vida.
Nossa cidade sofre hoje o resultado do que aqui descrevo. Tenho procurado, com o meu trabalho, reavivar continuamente o espírito de crescimento e glória para o nosso município. Em qualquer circunstância oportuna que tenho, provoco instituições, políticos e o povo a repensarmos nossa história para que possamos fazer um município melhor e mais próspero. Percebo que sou ouvido por alguns, outros gostam de minhas fotografias e murais, certos cidadãos me buscam querendo um dado histórico para entendimento de alguma parte de sua história pessoal mas ainda não consegui perceber uma força coletivamente comprometida em novas direções. Temos repetido o passado naquilo que justamente ele nos ensinou a não errar. Reclamamos demais e nos eximimos de agir. Queremos que alguém faça. E reclamar, meus conterrâneos, é muito cômodo, passivo, simplista e fácil. É confortável apontarmos os erros das lideranças, sendo que nossas lideranças surgem no meio de nós – escolhemos e fazemos nossos líderes.
Como agente histórico verdadeiramente interessado pela história regional, ofereço aqui então mais esta minha contribuição para que a nossa sociedade, através de minhas pesquisas, possa refletir e avaliar os rumos que temos dado a nossa história. Quem sabe, depois da leitura deste livro, possamos pensar, coletivamente, num novo rumo para nossa Além Paraíba, finalmente...
Com a minha maior estima alemparaibana,
                                                            Mauro Luiz Senra Fernandes
                     Professor Licenciado em História – Especialista em Educação e Gestão Escolar



“QUEM NÃO CONHECE A HISTÓRIA, CORRE O RISCO DE REPETI-LA”.



 
O objetivo deste trabalho foi de pensar nossa Além Paraíba: sua história e os caminhos e descaminhos que toda história traz em si. Estamos nos dirigindo aos 200 anos de povoamento. Podemos dizer que temos um município com um tempo considerável de vida e pelo qual já passaram muitas vidas humanas que, decorrer desses anos, tiveram seus feitos focados num desejo verdadeiro de “fazer” uma cidade digna e em desenvolvimento.
Um povo que não conhece a própria história está condenado a repeti-la. Trata-se de uma paráfrase cuja frase, na sua forma exata, é levemente diferente mas de mesmo significado: “Aqueles que não podem lembrar o passado estão condenados a repeti-lo”. Esta, a original, é de autoria de George Santayana, pseudônimo de Jorge Agustín Nicolás Ruiz de Santayana y Borrás, um filósofo, poeta e ensaísta espanhol que fez fama escrevendo em inglês. Jorge Nicolás quebra com o paradigma de que o passado já passou e afirma que justamente o passado determinará, ou não, uma possibilidade de mudança no futuro se, no presente, estivermos historicamente atentos aos fatos de forma reflexiva e coletiva.
Quando conhecemos o nosso passado, somos detentores do saber de nossos acertos e erros. E, com base neles, urge assumirmos a responsabilidade de avaliar, mudar e melhorar o que for preciso para nós e as futuras gerações.
Estamos acostumados a reclamar de nossos destinos e, equivocadamente, a colocá-lo sempre nas mãos de alguém para que não haja necessidade de usarmos as nossas próprias e nos esquecemos que todos nós somos autores dos nossos contextos individuais e coletivos a partir de nossas ações.
 Desconsiderando o passado histórico, delegando ações a outrem, nos abstendo da responsabilidade dos resultados coletivos, vamos colhendo estagnação, insatisfação e esta sensação da falta de cuidado e vida.
Nossa cidade sofre hoje o resultado do que aqui descrevo. Tenho procurado, com o meu trabalho, reavivar continuamente o espírito de crescimento e glória para o nosso município. Em qualquer circunstância oportuna que tenho, provoco instituições, políticos e o povo a repensarmos nossa história para que possamos fazer um município melhor e mais próspero. Percebo que sou ouvido por alguns, outros gostam de minhas fotografias e murais, certos cidadãos me buscam querendo um dado histórico para entendimento de alguma parte de sua história pessoal mas ainda não consegui perceber uma força coletivamente comprometida em novas direções. Temos repetido o passado naquilo que justamente ele nos ensinou a não errar. Reclamamos demais e nos eximimos de agir. Queremos que alguém faça. E reclamar, meus conterrâneos, é muito cômodo, passivo, simplista e fácil. É confortável apontarmos os erros das lideranças, sendo que nossas lideranças surgem no meio de nós – escolhemos e fazemos nossos líderes.
Como agente histórico verdadeiramente interessado pela história regional, ofereço aqui então mais esta minha contribuição para que a nossa sociedade, através de minhas pesquisas, possa refletir e avaliar os rumos que temos dado a nossa história. Quem sabe, depois da leitura deste livro, possamos pensar, coletivamente, num novo rumo para nossa Além Paraíba, finalmente...
Com a minha maior estima alemparaibana,
                                                            Mauro Luiz Senra Fernandes
                     Professor Licenciado em História – Especialista em Educação e Gestão Escolar



sábado, 29 de dezembro de 2012

"QUEM NÃO CONHECE A HISTÓRIA, CORRE O RISCO DE REPETI-LA"

UMA HISTÓRIA DE ALÉM PARAÍBA - MINAS GERAIS - POR MAURO LUIZ SENRA FERNANDES

domingo, 16 de dezembro de 2012

GAZETA DE LEOPOLDINA, 4 DE AGOSTO DE 1915



"Um caso sensacional ocorreu anteontem, no Rio de Janeiro. 

O barão Werther, quando assaltava a casa de sua mulher, baronesa de Werther, filha do saudoso chanceler barão do Rio Branco e da qual está divorciada, para tomar-lhe os filhos, foi assassinado a tiros justamente com um dos seus companheiros.

Este triste acontecimento causou extraordinária sensação no Rio, cuja imprensa comenta-o largamente."

Amélia do Rio Branco com seus filhos, Maria Margarida e José Maria - Acervo da Mapoteca do 
Itamaraty no Rio de Janeiro.