segunda-feira, 22 de agosto de 2011

FERREIRA ARMOND - Uma Família Mineira

Por Mauro Luiz Senra Fenandes


Residência do Comendador Mariano Procópio Ferreira Lage

Da melhor fidalguia açoreana, os Ferreira Armond se transplantaram para Minas Gerais, na primeira metade do século dezoito, e lá, com agudo sentido de unidade familiar, se expandiram respaldados em grande fortuna e escolhidas alianças entre as famílias Paiva Coimbra, Ribeiro Nunes e Ferreira da Fonseca – originadas da Ilha Terceira.

A família Armond, é de origem francesa, pois que Francisco Ferreira Armond, o mais antigo, de que notícia se tem como ramo português, era filho de Gaspar Souto Maior, nascido na França que se estabelecera na Ilha da Madeira e Margarida Machado (ou Candeias) e casou-se em Angra do Heroísmo, no dia 27 de novembro de 1721, com Ângela Maria da Conceição, batizada em 29 de abril de 1700 e era filha de Bento Francisco Faleiro e Francisca Nunes.

Este, como outros parentes, veio para o Brasil, instalaram-se na Fazenda dos Moinhos, Barbacena, hoje Município de Antônio Carlos e sua esposa com Ângela Maria da Conceição, faleceu no dia 2 de abril de 1747.

Em 16 de fevereiro de 1751, na Igreja de Nossa Senhora da Piedade de Borda do Campo, Francisco Ferreira Armond, casou-se em segundo matrimônio com Anna Antônia de São José, filha de Manoel Machado Cardoso e Anna de São Tiago.

Do consórcio de Francisco Ferreira Armond e Ângela Maria da Conceição, nasceram sete filhos, entre eles:

José Ferreira Armond, morador na Freguesia de Nossa Senhora da Piedade da Borda do Campo - Comarca do Rio das Mortes - era natural da Freguesia de São Sebastião da Ilha Terceira, Bispado de Angra e casado em 27 de julho de 1772, com Anna Maria de Jesus, filha de Bartholomeu Gonçalves e Maria do Rosário, e entre seus filhos:
•• José Ferreira Armond, casado em Barbacena no dia 24 setembro de 1801, com Constancia Raimunda da Silva, nascida no ano de 1785, filha do Coronel Carlos José da Silva e Ignácia Rosa Angélica da Silva.
O Coronel Carlos José da Silva, pai de Constancia Raimunda da Silva, natural da Freguesia de São Nicolau de Patriarcado de Lisboa, filho de Francisco Gomes da Silva e Theodora Maria dos Reis, morador em Vila Rica de Nossa Senhora do Pilar, casou-se em primeiro matrimônio no dia 14 de agosto de 1768, na Igreja Matriz de Santa Rita, com Ignácia Rosa Angélica da Silva, batizada em 8 de fevereiro de 1748, na Igreja da Candelária, Arcebispado do Rio de Janeiro, filha de Feliciano de Almeida Carvalho e Margarida Thereza da Cruz.
O Coronel Carlos José da Silva e sua esposa, Ignácia Rosa Angélica da Silva tiveram os seguintes filhos: Mariana Leocádia da Silva, casou-se com o Capitão-Mor Manoel de Sá de Bustamante Nogueira; Coronel Antônio Luiz Noronha da Silva, casou-se em primeiro matrimônio com sua sobrinha e em segundo matrimônio com Anna Dolina Honória Junqueira; Thomazia Joaquina da Silva, casada com Manoel da Silva Brandão; Maria José Bernardina; Miguel José da Silva; Constancia Cândida Raimunda da Silva, casada com José Ferreira Armond; Luiza Angélica da Silva; e a filha natural Josepha Ernestina Vieira.
O Coronel Carlos José da Silva casou-se em segundo matrimônio com Maria Angélica de Sá Bustamante Nogueira, irmã de seu genro Capitão-Mor Manoel de Sá Bustamante Nogueira e tiveram os seguintes filhos: Francisco Theodoro da Silva – Barão de Pouso Alto, casado com Rita de Cássia Pereira da Silva; Carlos José da Silva; Coronel Theodoro Carlos da Silva faleceu solteiro; Ritta Leocádia da Silva, moradora em São João Del Rey; e Carlotta Camilla da Silva.
Do casamento de José Ferreira Armond e Ignácia Rosa Angélica da Silva, registram-se alguns de seus filhos seus filhos:
••• Carlotta Theotônia da Silva, casada com o Capitão Manoel Ribeiro Nunes, filho de Pedro Paiva Coimbra e Anna Maria de Jesus (Ferreira Armond); e
••• Carlos José Ferreira, casado com a prima Carolina Maria de Jesus, filha de Antônio Martins do Couto e Maria Victória de Jesus (Ferreira da Fonseca).;

Manoel Ferreira Armond, morador na Freguesia de Nossa Senhora da Piedade da Borda do Campo - Comarca do Rio das Mortes - era natural da Freguesia de São Sebastião da Ilha Terceira, Bispado de Angra, casou-se em 12 de novembro de 1759, na Capela de Nossa Senhora do Curral com a viúva Catarina Maria de Jesus, natural de Ponta Delgada da Ilha de São Miguel, era filha de Manoel Martins Barbosa e Josepha de Frias – não deixando geração.
Catarina Maria de Jesus foi casada em primeiro matrimônio com Constantino da Silva, filho de Manoel Luiz da Silva e Mariana Batista, faleceu em Barbacena no dia 22 de maio de 1759 e tiveram uma única filha:
•• Mariana Baptista do Rosário, que em 5 de março de 1764, casou-se com Domingos da Costa – natural de São Tiago, Arcebispado de Braga e era filho de Dionísio da Costa e Esperança Rodrigues;

Alferes Francisco Ferreira Armond, foi sucessor de seu pai na Fazenda dos Moinhos, em Barbacena, hoje Município de Antônio Carlos - casou-se em primeiro matrimônio na Catedral da cidade de Mariana, no dia 8 de novembro de 1773, com Ritta (Ruth) Maria da Conceição, filha João Alves de Araújo e Anna de São José e neta paterna, de Domingos Araújo e Izabel Alves.
O Alferes Francisco Ferreira Armond, casou-se em segundo matrimônio com Felizarda Maria Francisca de Assis Lage, que é a mesma Felizarda Lima, natural de Cebolas, Estado do Rio de janeiro – prima de Duque de Caxias e era filha do Capitão Francisco Gonçalves Lage, natural de Simão Pereira e Theodora Maria da Conceição, natural de Engenho do Mato e irmã do Padre Manoel Ignácio Barbosa Lage.
De seu primeiro matrimônio tiveram os filhos:
•• Marcelino José Ferreira Armond – Primeiro Barão de Pitangui, nasceu em 3 de maio de 1783, foi batizado na Capela da Cachoeira – Barbacena e faleceu em 17 de janeiro de 1850. Casou-se com Possidônia Eliodora da Silva, que nasceu em 1 de março de 1789 e Barbacena, faleceu em 19 de outubro de 1875, era filha do Capitão Joaquim Marques da Silva e Floriana Augusta de Menezes e Castro.
Rico fazendeiro nas Alterosas e prestigiado chefe político, foi também proprietário da tradicional Fazenda Santa Sophia, em Santana do Deserto, então integrante da área de Juiz de Fora, àquela época pertencente ao Município de Barbacena.
Foi um dos chefes políticos de maior prestígio do Partido Liberal da Província de Minas Gerais, sendo galardoado com o título de Barão de Pitangui, no qual após sua morte lhe sucedeu seu filho Honório Augusto Ferreira Armond. Foi nomeado Coronel da Guarda nacional, de que era o comandante do Município de Barbacena, foi dotado de largos bens de fortuna e gozou largo prestigio social.
Foi Presidente da Câmara Municipal de Barbacena, em 1825, 1826, e no triênio de 1845-48. Membro do Partido Liberal, também denominado “Partido dos Rebeldes”, tomou parte, apesar de Sexagenário, no movimento que irrompeu em Barbacena no dia 10 de junho de 1842 e terminou em Santa Luzia – Rio das Velhas – em 20 de agosto do mesmo ano.
Seus filhos foram:
••• Conselheiro Camilo Maria Ferreira Armond - Conde de Prados - nasceu em Barbacena, no dia 7 de agosto de 1815 e faleceu no Rio de janeiro, no dia 14 de agosto de 1882 e sepultado no Cemitério do Catumbi.
Médico pela Academia de medicina de Paris, a 27 de novembro de 1837.
Foi proprietário da Fazenda de Santa Sophia, em Santana do Deserto, na Estação Silveira Lobo – com 1038,1 hectares.
Foi casado com Josephina Cândida Gomes de Souza, no dia 16 de janeiro de 1841, em Barbacena, filha do Major José Gonçalves de Souza, Secretário da Câmara de Barbacena e Mariana Augusta da Gama.
Foi agraciado com o titulo de Barão de Prados, pôr mercê de 30 de março de 1861, elevado a Visconde de Prados, pôr mercê de 17 de maio de 1871 e elevado a Conde de Prados, mercê de 15 de junho de 1881;
••• Clotilde Francisca Ferreira de Assis, nascida em 1817, foi casada com Joaquim Cerqueira Carneiro e faleceu em Barbacena em 1838 – falecidos sem descendência;
••• Camilla Francisca Ferreira de Assis – Baronesa de Juiz de Fora, nascida em 7 de novembro de 1818, em Santana do Deserto – Juiz de Fora, MG e falecida em 25 de abril de 1892.
Casada em primeiras núpcias, aos treze anos de idade, a 22 de setembro de 1832, com o primo Capitão Cândido Ferreira da Fonseca, filho do Coronel João Ferreira da Fonseca e de Josepha Maria de Assumpção.
Capitão Cândido Ferreira da Fonseca, nascido em 1804, faleceu em 10 de agosto de 1855 no Distrito de Santana do Deserto, Município de Juiz de Fora. Era abastado fazendeiro de café, possuía a Fazenda Santana no local onde se acha a estação que lhe guarda o nome – Cândido Ferreira – da Estrada de Ferro Leopoldina e um dos organizadores da Empresa União Indústria.
Filhos do matrimônio de Cândido Ferreira da Fonseca e Camilla Francisca Ferreira de Assis: Marcelino; Antônio casado com Camilla Maria Ferreira Armond; Lino; José; Francisco, casado com Maria José Rodrigues Horta; Maria Camilla, casada com Carlos José Ribeiro; Cândido Augusto, casado com Leonor Ferreira Armond; Sabina Cândida, casada com José Luiz Rodrigues Horta; Nola; Camilo Maria, casado Júlia Maria Ferreira Armond; João, casado com Maria Luiza de Melo Brandão; Filomena Cândida, casada com Henrique César de Souza Vaz; e Dâmazo.
Casada em segundas núpcias, a 10 de julho de 1858, em São Pedro de Alcântara – atual Simão Pereira, com o Tenente-Coronel José Ribeiro de Rezende, nascido em Lagoa Dourada, em 1809, falecido em 1888, filho do Coronel Geraldo Ribeiro de Rezende e Esméria Joaquina de Mendonça, viúvo de Senhorsinha Carolina de Miranda, filha de do sargento Mor José Fernandes de Miranda e Anna Rosa Umbelina Barbosa e não tiveram filhos neste segundo matrimônio. Foi agraciado, pelo decreto de 15 de junho de 1881, com o título de Barão de Juiz de Fora.
Filhos do matrimônio do Barão de Juiz de Fora e sua primeira esposa, Senhorsinha Carolina de Miranda: Geraldo Augusto – Barão do Retiro; José Augusto – Barão do Rio Novo; Prudente Augusto; Coronel Francisco Eugênio; Augusto Eugênio; Maria de Rezende e Silva, casada com Antâo Ferreira da Silva; Esmênia de Rezende Castro, casada com Misael Ribeiro de Castro; e Josephina Rezende Mendes Ferreira, casada com Augusto Mendes Ferreira.
Em 1881, a Baronesa de Juiz de Fora ofereceu Igreja de Nossa Senhora da Boa Morte de Barbacena, o lustre do arco cruzeiro dessa Igreja.
••• Honório Augusto José Ferreira Armond, nascido em Barbacena, no dia 24 de outubro de 1819, e falecido em 11 de abril de 1874, em Santana do Deserto. Tinha, então, cinqüenta e cinco anos de idade. Preparou-se para carreira eclesiástica, indo estudar em Roma, passando, depois, a Paris, ao perceber não sentir-se vocacionado para o sacerdócio.
Tinha uma filha, Camilla Augusta de Assis, quando se casou com sua prima Maria José Ferreira Lage, nascida cerca de 1835 e falecida a 12 de janeiro de 1886. Era irmã de Mariano Procópio Ferreira Lage e filha de seu tio Capitão Mariano José Ferreira Armond e Maria José de Santana - Baronesa de Santana.
Com um dote de trinta contos de réis, sua filha, Camilla Augusta de Assis contraiu núpcias com Antônio Pereira, abastado fazendeiro em Ibertioga, tendo deixado numerosa e prestigiada descendência.
Era proprietário da Fazenda da Soledade, em Matias Barbosa e foi agraciado com o título de Segundo barão de Pitangui, a 16 de janeiro de 1861.
Do casamento de Honório Ferreira Armond e Maria José Ferreira Lage nasceram onze filhos: Honório Armond – “Príncipe dos Poetas Mineiros”; Dário Ferreira Armond; Clotilde Ferreira Armond; Leonor Ferreira Armond, casada com o primo Cândido Augusto Ferreira de Assis Fonseca; Marciano Ferreira Armond; Marcelino Ferreira Armond; Henrique Ferreira Armond; Maria Antonieta Ferreira Armond, casada com o Dr. Armindo Brandão; Alice Ferreira Armond, casada com o Dr. Leopoldo Rodrigues Costa; Godofredo Ferreira Armond, casada com Maria Carlotta Nogueira; e Adalberto Ferreira Armond, casado com Marina Barbosa Armond;
••• Lino Ferreira Armond, nasceu em 25 de fevereiro de 1831 em Barbacena e faleceu em 1847.
•• Antônio José Ferreira Armond, nasceu no Município de Barbacena, na Fazenda dos Moinhos em 1798, herdou a fortuna deixada por seu irmão Padre José Joaquim Honório Ferreira Armond, falecido em 7 de setembro de 1849. Foi caridoso para com os pobres e fez vários donativos às Igrejas de Barbacena, tendo contribuído em 1849, com 800$0000, mais da metade do custo, para a aquisição da imagem de Nossa Senhora da Piedade, padroeira da Paróquia de Barbacena.
Antônio José Ferreira Armond, em seu testamento, deixou a instancias do Dr. Camilo Maria Ferreira Armond, quase toda sua fortuna, computada em duzentos contos de réis, para a fundação da Santa Casa de Misericórdia de Barbacena e três contos de réis para a feitura dos altares da Igreja de Nossa Senhora da Boa Morte.
Faleceu em Barbacena a 10 de janeiro de 1852, achando-se sepultado os seus restos mortais na Capela de Santo Antônio da casa de Caridade fundada graças à sua fortuna;
•• Flávio José Ferreira Armond, que faleceu solteiro, passando seus bens, em discutido e movimentado processo judicial, aos sobrinhos;
•• Padre José Joaquim Honório Ferreira Armond, ordenado em Mariana pelo Bispo Dom Frei Cipriano de São José, no dia 21 de dezembro de 1805, desempenhando, posteriormente, durante muitos anos, a função de Vigário da Matriz de Barbacena, cujo nome primitivo era “Igreja Nova de Nossa Senhora da Piedade da Borda do Campo”. Foi quem ministrou o sacramento do batismo em seu sobrinho Mariano Procópio Ferreira Lage, no dia 16 de julho de 1821.
Foi também, Juiz de Paz em 1835, em Barbacena, falecido em 7 de setembro de 1849 e deixou sua fortuna para seu irmão Antônio José Ferreira Armond.
•• Honório José Ferreira Armond – Tenente-Coronel do 6º Regimento e Cavalaria Ligeira da 2ª Linha do Exercito, era grande comerciante no Município de Mariana, tinha lavra de ouro e transacionava com metais. Fazia às vezes de banqueiro, desde pelo menos a década de 1830, emprestando dinheiro a juros mediante notas promissórias impressas e era proprietário da Fazenda da Cachoeira;
•• Camilla Ferreira Armond.
De seu segundo matrimônio tiveram os filhos:
•• Simplício José Ferreira Armond, que se suicidou, no estado de solteiro. Foi juntamente com sua mãe, Felizarda Maria Francisca de Assis Lage, padrinhos de seu sobrinho Comendador Mariano Procópio Ferreira Lage, conforme consta do registro na Paróquia de Nossa Senhora da Piedade.
Registra-se no Distrito de Piacatuba, Leopoldina, o batismo de Marfisa Ferreira Armond, em 15 de fevereiro de 1873, na Igreja de Nossa Senhora da Piedade, filha de Simplicio Ferreira Armond e Elisa Balbina Tolledo;
•• Capitão Mariano José Ferreira Armond, nasceu na Fazenda dos Moinhos, no Rio Fundo, Município de Barbacena em 1779, batizado na Capela de Santana, em abril do mesmo ano e faleceu em 1844.
Em 1794 obteve carta de sesmaria de uma quadra de terra, tornando-se proprietário da importante Fazenda Fortaleza de Santana, hoje integrante dos Municípios de Chácara e Coronel, desmembrados de Juiz de Fora, estando à extensa área da sede em Goiana, Município de Rio Novo.
Casou-se me 15 de abril de 1820, com Maria José Santana – Baronesa de Santana, filha de Joaquim José Santana e Maria Emerenciana de Jesus e neta materna de Francisco Ribeiro Nunes, fazendeiro no Campo do Ribeirão de Ibertioga e Joanna Maria da Conceição.
Baronesa de Santana
 Mariano José foi vereador da Câmara Municipal de Barbacena, em 1820, tendo se oferecido, em 1823, como bom patriota, para exercer junto à Fazenda Nacional da Província de Minas Gerais, gratuitamente, o ofício de administrador do Correio da Vila de Barbacena. Ora tendo sido aceito, concorreu abnegavelmente para economizar as despesas públicas, tão oneradas naquele tempo com a Guerra da Independência.
De 23 de abril de 1823 a 1 de julho de 1824, foi nomeado pela Câmara, serviu de tesoureiro da “Subscrição Voluntária” oferecida a Sua majestade Imperial para a Marinha de Guerra do Império.
Hospedou Dom Pedro I, quando o primeiro Imperador do Brasil esteve, em 1831, pela última vez, em Minas Gerais, na sua residência em Barbacena. As colchas de seda, que serviram, então, no leito de Sua Majestade, foram guardadas como preciosas relíquias, tendo servido, novamente, para guarnecer os leitos de Sua Majestade o Imperador Dom Pedro II e a Imperatriz Tereza Cristina quando, em 23 de junho de 1861, foram hospedes de Mariano Procópio Ferreira Lage, em Juiz de Fora, por ocasião da inauguração da Estrada União Indústria.
Foi Deputado à Assembléia de Minas Gerais, de 1835 a 1839, nas suas duas primeiras legislaturas.
Pouco antes de falecer, estava preocupado em realizar antigo sonho de fazer a ligação da Corte com a sede da Província de Minas, por meio de uma estrada de rodagem, obra que, afinal, foi conseguida, em parte, pelo dinamismo, inteligência, interesse e patriotismo de seu filho Mariano Procópio.
De seu casamento com Maria José Santana – Baronesa de Santana tiveram os filhos:
••• Comendador Mariano Procópio Ferreira Lage, embora seu último sobrenome fosse Armond, mas que preferiu ser evocado da Fazenda da Laje, no município da então “Nobre e Muito Leal” Vila de Barbacena, onde nasceu no dia 23 de junho de 1821. Desde criança, manifestou interesse pelas ciências e pelas novas tecnologias. Com o apoio de seu pai, viajou à Europa para complementar seus primeiros estudos. Viajou, também, aos Estados Unidos da América, onde conheceu o processo de pavimentação do leito de estradas e o sistema de cobrança de pedágios, interessando-se por ferrovias.
De volta para o Brasil, idealiza e constrói a Estrada de Rodagem União Indústria, ligando Rio de Janeiro a Minas Gerais. A nova estrada buscou impulsionar as atividades econômicas das duas regiões e, consequentemente, do próprio Império.
Mariano Procópio incentivou a vinda de imigrantes para a construção da estrada União Indústria, criando colônias de alemães e italianos em Juiz de Fora. Foi fundador da Escola Agrícola União Indústria, fazendeiro, diretor da Estrada de Ferro Dom Pedro II, presidente do Jockey Club Brasileiro e integrante da delegação brasileira à Exposição Universal de Paris, em 1867.
Foi Deputado a Assembléia Provincial de Minas Gerais, de 1861 a 1863.
Casou-se com Maria Amália Machado Coelho de Castro, filha do Comendador Manoel Coelho Machado de Castro e Luiza Maria da Conceição, nasceu no Rio de Janeiro, no dia 13 de dezembro de 1834, onde faleceu com a idade de 79 anos, no dia 12 de janeiro de 1914 e tiveram os seguintes filhos: Elisa, a primogênita, que faleceu com quinze anos de idade; Maria, nasceu em 5 de janeiro de 1853, no Rio de janeiro, onde faleceu a 7 de janeiro do mesmo ano; Mariano – gêmeo de Maria, nasceu em 5 de janeiro de 1853 e faleceu a 18 de janeiro do mesmo ano; Frederico Ferreira Lage, casado com Alice Lê Coq de Oliveira e Alfredo Ferreira Lage, casado com a pintora espanhola Maria Pardo.
Recebeu de Dom Pedro II o título de Barão que transferiu à sua mãe, Maria José Ferreira Lage – Baronesa de Santana, a 20 de junho de 1861 – nome tirado do patronímico de sua Fazenda de Santana em Santana do Deserto.
O Comendador Mariano Procópio Ferreira Lage, faleceu no dia 14 de fevereiro de 1872, aos cinqüenta e um anos de idade.;
••• Maria José Ferreira Lage – Segunda Baronesa de Pitangui, casada com o primo Honório Augusto Ferreira Armond – Segundo Barão de Pitangui.

•• Anna Quitéria Umbelina Ferreira Armond, faleceu solteira;
•• Tenente-Coronel Lino José Ferreira Armond, Comandante do 11º esquadrão de cavalaria, batizado a 5 de setembro de 1802, na Capela de Nossa Senhora do Rosário do Curral Novo, filial de Barbacena e grande produtor rural. Foi vereador no Município de Barbacena, participou do movimento revolucionário de 1842, faleceu solteiro, deixando seus bens, por testamento, a seu sobrinho Comendador Mariano Procópio Ferreira Lage, foi um processo tumultuadíssimo, com grande repercussão no País.
Lino Armond foi, como todos os Armond, de esclarecida inteligência e de atuação decidida e eficiente. Ao obstante esse temperamento voluntarioso, Lino Armond, foi dotado de grande espírito público, tendo inscrito o seu nome entre os dos barbacenenses que prestaram reais serviços à sua terra, que amava com entusiasmo.

Anna Maria de Jesus, filha dos açoreanos Francisco Ferreira Armond e Ângela Maria da Conceição, nasceu no ano de 1735 e faleceu em 7 de abril de 1813.
Foi casada duas vezes, a primeira foi a 15 de março de 1753, em Barbacena, com Pedro Paiva Coimbra, natural de São Salvador de Miranda do Corvo, filho de João de Paiva e Maria Antônia – faleceu em Barbacena em 11 setembro de 1755 e foi inventariado na Fazenda do Moinho, Freguesia de Nossa Senhora da Piedade de Borda do Campo, do qual possuíam a metade.
Casou-se em segundo matrimônio, em 12 de fevereiro de 1756, com o Alferes Francisco Pereira da Cunha, natural de Canedo da Horta, Arcebispado de Braga, filho de Francisco Pereira Mota e Maria da Cunha e proprietário da Fazenda Morro Alto, no Distrito de Ibirtioga.
Anna Maria de Jesus e Pedro Paiva Coimbra, tiveram os seguintes filhos que foram tutelados pelo avô materno, Francisco Ferreira Armond:
•• Padre José Ferreira Paiva, nascido em 19 de março de 1754 e foi batizado em Barbacena, no dia 31 de março do mesmo ano, tendo por padrinhos José Ferreira dos santos e sua esposa. Ordenou-se subdiácono a 13 de junho de 1778, em São Paulo;
•• Joana Maria da Conceição, nascida aos 15 de junho de 1755 e balizada no dia 18, também em Barbacena e casou-se em novembro de 1755, com Francisco Ribeiro Nunes, era natural da Freguesia de São Lourenço das Pias, Bispado do Porto, faleceu em Barbacena em 22 de junho de 1806, filho de Francisco Ribeiro e sua mulher Marianna Nunes.
Francisco Ribeiro Nunes, era fazendeiro no Campo do Ribeirão de Ibertioga, de seu casamento com Joanna Maria da Conceição tiveram os seguintes filhos:
••• Maria Emerenciana de Jesus, natural da Freguesia de Nossa Senhora da Piedade de Barbacena, que aos 13 de agosto de 1799, casou-se com Joaquim José Santana na Freguesia de São João Del Rey, bispado de Mariana e faleceu na Fazenda Fortaleza de Santana, no Distrito de Nossa Senhora da Conceição no Rio Novo e teve uma filha deste casamento: Maria José Santana – Baronesa de Santana, casou-se em 15 de abril de 1820 com Mariano José Ferreira Armond, falecido em 1844 e eram pais do Comendador Mariano Procópio Ferreira Lage, casado com Maria Amália Ferreira Lage Maria José Ferreira Armond, casada com o seu primo Honório Augusto Ferreira Armond – Segundo Barão de Pitangui;
••• Josepha Maria de Assumpção, natural da Freguesia de Nossa Senhora da Piedade de Barbacena, nascida em 1777 e falecida em 1865, está sepultada no Cemitério da Irmandade do Santíssimo da cidade de Além Paraíba, MG, casou-se em Barbacena com o Coronel João Ferreira da Fonseca, que nasceu em Prados por volta de 1767 e falecido em 1819, era filho do Capitão João Ferreira da Fonseca e sua esposa Anna Jacintha da Conceição.
Josepha Maria de Assumpção era Irmã Terceira da Venerável Ordem da Senhora do Monte do Carmo, da Cidade de São João Del Rey e da Irmandade do Senhor Bom Jesus, da Cidade de Congonhas do Campo. Solicita em seu testamento que pague a quantia para importar a imagem de Nossa Senhora do Rosário, que mandou vir para a Igreja de Santo Antônio do Aventureiro e que pague, também, caso ela não pague em vida cem mil réis para as obras da sacristia e adro da referida Igreja de Santo Antônio do Aventureiro e cem mil réis para a Capela do Rosário, do Curral Novo;
••• Antônio José Ribeiro, natural da Freguesia de Nossa Senhora da Piedade de Barbacena, nascido em 1781e faleceu em Ibitipoca, no dia 2 de março de 1817, recebeu sesmaria no Ribeirão de Jacotinga e foi casado com Porcina Euqueria de Jesus, filha do Alferes José Alves Garcia e Joaquina Antônia de São José e neta materna de José Rodrigues Braga, proprietário da Fazenda do Pinhal do Termo de Barbacena e de Bernardina Caetana do Sacramento;
••• Joana Maria da Conceição, natural da Freguesia de Nossa Senhora da Piedade de Barbacena, aonde se casou no dia 12 de junho de 1804, com Felisberto Ferreira da Fonseca, natural de Prados e faleceu em Mar de Espanha no ano de 1856, filho do Capitão João Ferreira da Fonseca e sua esposa Anna Jacintha da Conceição;
••• Capitão Manoel Ribeiro Nunes, natural da Freguesia de Nossa Senhora da Piedade de Barbacena, batizado em 30 de setembro de 1792, casou-se no dia 24 de setembro de 1801, com Carlotta Theotônia da Silva, filha de José Ferreira Armond e Constancia Raimunda da Silva, neta paterna de José Ferreira Armond e Anna Maria de Jesus e neta materna do Coronel Carlos José da Silva e Ignácia Rosa Angélica da Silva.
O Capitão Manoel Ribeiro Nunes, em 1831, era morador no Distrito do Curral Novo, foi proprietário da Fazenda do Quilombo, Fazenda Velha e a Fazenda da Cachoeira, Termo de Barbacena e pertencia a Irmandade de Nossa Senhora do Carmo. Em 7 de janeiro de 1841, tomou posse da Presidência da Câmara da Vila de Barbacena, onde participou da lendária Revolução de 1842; e
••• Justina Maria de Jesus, natural da Freguesia de Nossa Senhora da Piedade de Barbacena, batizada em 27 de dezembro de 1795, na Capela da Senhora do Rosário do Curral e em 23 de janeiro de 1811, casou-se com Manoel Netto Carneiro, batizado em Ibertioga, no dia 18 de janeiro de 1789, filho de Frutuoso Netto Carneiro e Maria Álvares.
Após o falecimento de seu esposo Pedro Paiva Coimbra, Anna Maria de Jesus, contraiu segundo matrimônio com Alferes Francisco Pereira da Cunha, natural da freguesia de são Pedro de Canedo, termo de Basto, Arcebispado de Braga, filho de Francisco Pereira da Motta e Maria da Cunha e tiveram os filhos:
•• Padre Manoel Pereira da Cunha, batizado na Capela do Santo Antônio da Ibertioga, filial da Matriz de Piedade da Borda do Campo, no dia 27 de dezembro de 1756;
•• Padre Francisco Pereira da Cunha, batizado na Capela do Santo Antônio da Ibertioga, filial da Matriz de Piedade da Borda do Campo, no dia 05 junho de 1758 e falecido no dia 4 de dezembro de 1815;
•• Capitão Antônio Pereira da Cunha, batizado na Capela do Santo Antônio da Ibertioga, filial da Matriz de Piedade da Borda do Campo, no dia 16 de setembro de 1759 e faleceu em 10 de julho de 1815. Casou-se com Thereza Maria Duarte, nascida por volta de 1778 e falecida em janeiro de 1812, filha de Gonçalo Corrêa Netto e Thereza Maria Duarte. Tiveram uma única filha: Joaquina Geralda de Santana, casada com Manoel José Dutra;
•• Marianna Luiza de Jesus, batizada na Capela do Santo Antônio da Ibertioga, filial da Matriz de Piedade da Borda do Campo e faleceu no dia 25 abril de 1826. Casou-se no dia 20 de abril de 1819, com Antônio Carvalho Duarte;
•• Genoveva Jacintha do Sacramento, batizada na Capela do Santo Antônio da Ibertioga, filial da Matriz de Piedade da Borda do Campo, em 15 de março de 1764, solteira;
•• Vicente Pereira da Cunha, batizado na Capela do Santo Antônio da Ibertioga, filial da Matriz de Piedade da Borda do Campo, em 04 de maio de 1766 e faleceu na infância;
•• Maria Thereza de Jesus, batizada na Capela do Santo Antônio da Ibertioga, filial da Matriz de Piedade da Borda do Campo, em 21 de setembro de 1770. Casou-se com o Alferes João Machado de Santana, natural de Bom Sucesso, termo da Vila de Tiradentes, filho de José Machado Tostes e Anna Maria de Jesus – proprietário da Fazenda São Domingos e faleceu em 9 de janeiro de 1830;
•• João José Pereira da Cunha, batizado na Capela do Santo Antônio da Ibertioga, filial da Matriz de Piedade da Borda do Campo, no dia 7 de julho de 1771 e faleceu na infância;
•• Lourenço Pereira da Cunha, batizado na Capela do Santo Antônio da Ibertioga, filial da Matriz de Piedade da Borda do Campo, em 31 de dezembro de 1772. Recebeu parte da Fazenda Morro Alto, no Distrito de Ibertioga, de sua mãe por disposição testamentária e foi casado com Mariana Antônia de Jesus, filha de José Corrêa Pinto e sua segunda esposa Tereza Maria Duarte.
Lourenço Pereira da Cunha faleceu em 16 de julho de 1846 e sua esposa Mariana Antônia de Jesus, casou-se em segundas núpcias, com Luiz Rodrigues Pinto Pereira;
•• Anna Maria de Jesus, batizada na Capela do Santo Antônio da Ibertioga, filial da Matriz de Piedade da Borda do Campo, em 29 de março de 1776 e casou-se com Antônio Alves Garcia;
•• Ritta Maria de Jesus, batizada na Capela do Santo Antônio da Ibertioga, filial da Matriz de Piedade da Borda do Campo, em 29 de março de 1780 e casou-se com Manoel José Pereira; e
•• Joaquim Pereira da Cunha, batizado na Capela do Santo Antônio da Ibertioga, filial da Matriz de Piedade da Borda do Campo, em 20 de janeiro de 1782. Em 14 de fevereiro de 1820, casou-se na Ermida de Nossa Senhora da Ajuda do Pombal, com Francisca de Cássia Lara dos Santos, filha do Capitão José da Silva Santos e Joaquina de Proença e Lara.

JOSEPHA MARIA DE ASSUMPÇÃO UMA PIONEIRA NA ZONA DA MATA MINEIRA

Por Mauro Luiz Senra Fernandes



Tendo o Coronel João Ferreira da Fonseca falecido em 24 de setembro de 1818, deixando bens e filhos menores, a matriarca Josepha Maria de Assumpção, requereu a abertura de seu inventário em 17 de janeiro de 1820, na Fazenda do Ribeirão da Conquista, Freguesia e Termo da Nobre e muito Leal Vila Barbacena.
Coronel João Ferreira da Fonseca nasceu em Prados por volta de 1767 e falecido em 24 de setembro de 1818, casou-se em Barbacena com Josepha Maria de Assumpção, natural da Freguesia de Nossa Senhora da Piedade de Barbacena, nascida em 1777 e falecida em 1865, está sepultada no Cemitério da Irmandade do Santíssimo da Cidade de Além Paraíba, MG, filha de Francisco Ribeiro Nunes e Joana Maria da Conceição – pertencente a família Ferreira Armond, moradores na Mata do Quilombo, Barbacena e tiveram os seguintes filhos:

Capitão José Ferreira Nunes, afilhado de seus tios Joaquim José Santana e Maria Emerenciana de Jesus – avós do Comendador Mariano Procópio Ferreira Lage. Casou-se com Francisca Cândida de Assis Lage, filha do Coronel Francisco da Costa Lage, Sertanista das Minas Gerais, que tomou parte na bandeira de João Francisco Andrade, de 1781, que descobriu ouro em Itabira. O Coronel Francisco da Costa Lage foi casado com Senhorinha Maria Clara de Andrade;

Capitão Cândido Ferreira da Fonseca, nascido em 1804, faleceu em 10 de agosto de 1855 no Distrito de Santana do Deserto, Município de Santo Antônio do Paraibuna – atual Juiz de Fora. A localidade de Santana do Deserto está situada Zona da mata do Estado de Minas Gerais, em um território montanhoso e com uma área de cento e noventa e quatro quilômetros quadrados.
Sua criação data de 4 de junho de 1858, quando a Capela de Santana do Deserto foi elevada a Distrito, fazendo parte da Comarca de Barbacena. Em 13 de agosto de 1889 o Distrito passou a fazer parte do Município de Juiz de Fora, situação que perdurou até 7 de setembro de 1923, quando passou a pertencer a Matias Barbosa. Finalmente, em 12 de dezembro de 1953, foi criado o Município de Santana do Deserto.
Os primórdios da povoação datam de 1852, tendo na pessoa de Cândido Ferreira da Fonseca o seu fundador, que desmembrou de sua fazenda, denominada Santana, a faixa de terra necessária para a construção da igreja que tem como padroeira Nossa Senhora de Santana.
Igualmente, sua esposa também fez doação à igreja de cinco alqueires de terras para seu patrimônio e do prédio para a escola pública.
Sendo proprietário da Fazenda Santana, foi um dos mais representantes da elite mercantil da Comarca do Rio das Mortes, realizou um importante casamento com sua prima Camilla Francisca Ferreira de Assis – Baronesa de Juiz de Fora - nascida em 7 de novembro de 1818, em Santana do Deserto e era filha do Coronel Marcelino José Ferreira Armond – Primeiro Barão de Pitangui e Possidônia Eleonora da Silva. Seu cunhado, Conde de Prados, além de político de expressão, era possuidor de vastas conexões mercantis na praça carioca.
Como grande fazendeiro e capitalista diversificava seus investimentos para além da atividade usuária e investia em ações da Cia. União Indústria e da Estrada de Ferro Dom Pedro II, além de manter constantes relações mercantis com o Rio de Janeiro através da venda de mantimentos, perceptível por sua tropa de mais de cinqüenta bestas de carga, além de outros animais de tiro. Desta forma, associava capitais originários da atividade mercantil e usuária para manter regularmente suas inversões em terras e escravos, com uma riqueza agrária que correspondia a 20,03% do total de seu monte, além de 166 cativos. Seus ativos abrangiam sessenta devedores, entre lavradores de alimento e fazendeiros de café.
De seu casamento com sua prima Camilla Francisca teve os seguintes filhos:
•• Marcelino Ferreira de Assis Fonseca, nascido em 5 de janeiro de 1834, em Santana do Deserto, onde faleceu ainda na infância;
•• Capítão Antônio Ferreira de Assis Fonseca, nascido em 25 de março de 1835, em Santana do Deserto e faleceu em 14 de setembro de 1920, no Rio de Janeiro.
Foi casado com sua prima Camilla Maria Ferreira, filha do Dr. Camillo Maria Ferreira Armond - Conde de Prados e Josepha Gomes de Souza;
•• Lino Ferreira de Assis Fonseca, nascido em 23 de dezembro de 1836, em Santana do Deserto, onde faleceu em 26 de junho de 1837;
•• José Ferreira de Assis Fonseca, nascido em 5 de janeiro de 1939, em Santana do Deserto, onde faleceu em 18 de janeiro de 1842;
•• Comendador Francisco Ferreira de Assis Fonseca, nascido em 8 de setembro de 1840, em Santana do Deserto, onde faleceu em 4 de fevereiro de 1904.
Engenheiro Mecânico, industrial, fundador da Mecânica Mineira e vereador de 1887 a 1889 em Juiz de Fora. Um dos incorporadores da Estrada de Ferro União Mineira. Fazendeiro de café na Fazenda São Marcos com 218 hectares, em Santana do Deserto, na Parada São Marcos, acima da Estação de Silveira Lobo.
Foi casado com Maria José Rodrigues Horta, filha de Antônio Caetano Rodrigues Horta e Flávia Bárbara de Melo Brandão;
•• Maria Camilla de Assis Ribeiro, nascida em 16 de julho de 1842, em Santana do Deserto, onde faleceu em 20 de junho de 1921.
Foi casada com o primo Coronel Carlos José Nunes Ribeiro, nascido em 1839 e falecido em 1899, filho do Capitão Manoel Ribeiro Nunes, natural da Freguesia de Nossa Senhora da Piedade de Barbacena, e Carlotta Theotônia da Silva (Ferreira Armond).
O pai do Coronel Carlos José Nunes Ribeiro era irmão da avó de Maria Camilla – Josepha Maria de Assumpção;
•• Candido Augusto Ferreira da Fonseca, nascido em 20 de abril de 1884, em Santana do deserto, onde faleceu em 12 de dezembro de 1890, de uma “lesão no estômago”. Foi casado com sua prima Leonor Ferreira Armond, filha de Honório José Ferreira Armond – Segundo Barão de Pitangui e de Maria José Ferreira Lage;
•• Sabina Cândida de Assis Fonseca Horta, nascida em 11 de junho de 1846, em Santana do Deserto, falecida em 28 de setembro de 1886.
Casada com José Luiz Rodrigues Horta, nascido em 19 de fevereiro de 1846, filho de Antônio Caetano Rodrigues Horta e Flávia Bárbara de Melo Brandão;
•• Nola Ferreira de Assis Fonseca, nascida em 13 de março de 1848, em Santana do Deserto, onde faleceu criança;
•• Dr. Camilo Maria Ferreira da Fonseca, nascido em 3 de setembro de 1849, em Santana do Deserto, onde faleceu a 22 de novembro de 1910. Era médico na cidade de Juiz de Fora e foi casado com a prima Julia Maria Ferreira Armond, filha do Dr. Camilo Maria Ferreira Armond – o Conde de Prados e Josephina Camila Gomes de Souza;
•• Dr. João Ferreira da Fonseca, nascido em outubro de 1885, em Santana do Deserto, Bacharel em Direito e vereador em Juiz de Fora de 1895 a 1907. Fazendeiro de café na Fazenda São João em Santana do Deserto.
Foi casado com Maria Luiza Melo Brandão, filha do Dr. Luiz de Melo Brandão e Menezes e de Anna Amélia de Lemos;
•• Philomena Ferreira de Assis Fonseca, nascida em 10 de fevereiro de 1854, em Santana do Deserto, foi casada com o médico Dr. Henrique Cezar de Souza Vaz, falecido em 1905, em sua fazenda em São João Nepomuceno, era filho do Capitão José Vaz de Souza e Theodora Amália Torres; e
•• Dâmazo Ferreira da Fonseca, nascido em 21 de março de 1856, em Santana do Deserto, onde faleceu em 25 de janeiro de 1876.;

João Ferreira da Fonseca, nascido em 1806;

Thomaz Ferreira da Fonseca, nasceu em 7 de março de 1807, foi fazendeiro na Freguesia do Patrocínio, em São Paulo do Muriaé, faleceu em 18 de outubro de 1871, esta sepultado no Cemitério do Santíssimo em São José de Além Paraíba e foi casado com Afra Maria Campos.
De seu casamento teve uma única filha:
•• Maria Leopoldina Campos da Fonseca, nascida em 30 de junho de 1833 e falecida em 25 de abril de 1865 e foi casada com seu tio Comendador Simplício José Ferreira da Fonseca, nascido em 1813 e era filho do Coronel João Ferreira da Fonseca de Josepha Maria de Assumpção, sendo assim, seus avós eram seus sogros.
De seu casamento tiveram os filhos:
••• André Ferreira da Fonseca faleceu ainda na infância;
••• Simplício José Ferreira da Fonseca Filho, que foi batizado em 6 de julho de 1868, na Fazenda da Gironda e faleceu ainda na infância;
••• Cândida Ferreira da Fonseca, casada com Antônio Ferreira Campos;
••• Maria Ferreira da Fonseca, que nasceu em 1854, casada com o primo Marciano Ferreira da Fonseca, filho de seu tio Marcellino Ferreira da Fonseca e Carolina Josephina Ribeiro da Silva; e
••• Josephina Ferreira da Fonseca, que nasceu em 1856 e faleceu em 1909. Casada com o Coronel Oscar de Figueiredo Côrtes, que nasceu em 1 de agosto de 1846, e era filho de Antônio Augusto de Figueiredo Côrtes e Carolina Cândida Teixeira, descendente de uma das mais importantes famílias da “aristocracia rural cafeeira”, estabelecida no Vale do Paraíba. Ainda jovem estudou Humanidades no tradicional Colégio Caraça e era proprietário da Fazenda Bom Retiro em São José de Além Paraíba.;

Maria Victória de Jesus, nascida em 1808, na Fazenda Olho D’Água, em Barbacena, faleceu em 23 de junho de 1873, em 27 de julho de 1818 recebeu uma sesmaria no sertão do Rio Paraíba, entre as serras da Conceição e Feia, faleceu em 23 de junho de 1876, na Fazenda da Conceição do Paraíso, em Santo Antônio do Aventureiro, foi casada com Antonio Martins do Couto, que nasceu em 1793, foi vereador substituto na Câmara de Barbacena em 1822 e em 9 de outubro de 1817, recebeu uma sesmaria no sertão do Rio Paraíba, no Ribeirão da Conceição onde deságua no Rio Paraíba e formou a Fazenda da Conceição do Paraíso - faleceu em 1897, em São José de Além Paraíba.
Maria Victória de Jesus e Antônio Martins do Couto tiveram os seguintes filhos:
•• Carolina Maria de Jesus – Vovó da Cachoeira nasceu em Barbacena no ano de 1829 e faleceu em 21 de maio de 1921, na Fazenda da Cachoeira em São José de Além Paraíba.
Foi casada em primeiro matrimônio com o primo Carlos José Ferreira, fazendeiro na Conceição, e negociante de cargas, natural de Barbacena e faleceu prematuramente em Santo Antônio do Aventureiro, no dia 22 de janeiro de 1856, era filho José Ferreira Armond e Constancia Raimunda da Silva, neto paterno de José Ferreira Armond, morador na Freguesia de Nossa Senhora da Piedade da Borda do Campo – Comarca do Rio das Mortes e Anna Maria de Jesus, e neto materno do Coronel Carlos José da Silva e Ignácia Rosa Angélica da Silva.
Em 1859, contraiu segundo matrimônio com Capitão Vicente Mendes Ferreira Júnior, que nasceu em 1834, na Cidade de Barbacena, filho de Vicente Mendes Ferreira e Carolina Maria Ferreira, foi o primeiro proprietário da Fazenda da Cachoeira, em São José de Além Paraíba e da Fazenda Paciência, na Vila de Angustura, maior acionista da Empresa Carril Além Paraíba e vereador no Município de São José de Além Paraíba.
De seu matrimônio com Carlos José Ferreira, teve os seguintes filhos:
••• Maria Carolina de Jesus, nascida em 1852, faleceu em 25 de julho de 1943 e casou-se na Fazenda Paciência – Vila de Angustura, no dia 17 de julho de 1875 com o Capitão Pedro de Oliveira Senra, proprietário na Terra Corrida, filho de Manoel de Oliveira Senra e Maria Luiza de Jesus, proprietários da Fazenda Vargem Grande do Rio Angu – em Monte Verde;
••• José Carlos Ferreira, nasceu em 1853, era proprietário da Fazenda do Buraco Quente – na Terra Corrida, em Santo Antônio do Aventureiro e casou-se em 25 de maio de 1872, às 2 horas da tarde, na Capela de Santo Antônio do Aventureiro, com Anna Joaquina de Cerqueira Leite, nascida em Santo Antônio do Aventureiro e faleceu na Fazenda da Cachoeira em 28 de setembro de 1901 e era filha de José Francisco de Cerqueira Leite e Maria Joaquina de Cerqueira;
••• Carlotta Carolina de Jesus, nascida no ano de 1855 e faleceu no ano de 1886 – com apenas vinte cinco anos de idade. Casou-se na Fazenda Boa Vista, no dia 21 de outubro de 1870, com o primo de sua mãe Carlos Alves Garcia, fazendeiro em Santo Antônio do Aventureiro, era filho de Manoel Alves Garcia e de sua tia-avó Bernardina Carolina de Jesus.;
•• Romualdo Martins do Couto, natural de Barbacena, foi fazendeiro na Vila de Angustura, foi casado com Thereza Maria Duarte e seus filhos foram:
••• Romualdo Martins do Couto Filho, nascido em 1873, casado com Maria do Carmo do Couto;
••• Antônio Romualdo Martins do Couto;
••• José Romualdo Martins do Couto, casou-se no dia 24 de janeiro de 1880, com a prima Thereza Camilla de Jesus, filha de seu tio Rodolpho Martins do Couto e Camilla Carolina de Jesus;
••• Francisco Romualdo Martins do Couto, casado com Rita Martins do Couto;
••• Maria Thereza Duarte, casada com Francisco de Paula Rezende;
••• Mariana Thereza Duarte, casada com Theodolino Gonçalves de Rezende;
••• Joaquim Romualdo Martins do Couto;
••• Constança Thereza Duarte, casada com o primo Camillo Martins do Couto, filho de seu tio Rodolpho Martins do Couto e Camilla Alves Garcia; e
••• Bernardina Thereza Duarte, casada com Dominciniano Alves Garcia.;
•• Custódio Martins do Couto, natural de Barbacena, fazendeiro em Santo Antônio do Aventureiro e casado com a prima Maria Thereza do Carmo, filha de seu tio Julio Aureliano Couto e Anna Cândida da Costa - proprietários da Fazenda do Monteiro e tiveram os seguintes filhos:
••• Apolinário Martins do Couto, faleceu com vinte dias de nascido, em 3 de agosto de 1886;
••• Anna Martins do Couto;
••• Thereza Martins do Couto;
••• Júlia Martins do Couto;
••• Felisbina Martins do Couto; e
••• Francisca Martins do Couto.;
•• Maria Guilhermina de Jesus, casada com João Pacheco Louro – fazendeiro em São João Nepomuceno;
•• Rodolpho Martins do Couto, fazendeiro em São José de Além Paraíba, foi casado em primeiro matrimônio com a prima Camilla Carolina de Jesus, nascida em 1852 e falecida em 29 de setembro de 1887, em Santo Antônio do Aventureiro, era filha de Manoel Alves Garcia e sua tia Bernardina Carolina de Jesus e casou-se em segundo matrimônio com Auta de Souza Guerra.
Filhos do primeiro matrimônio:
••• Camilla Carolina de Jesus, casada com o primo Francisco Mendes Ferreira, filha de Francisco de Souza e Silva e de sua tia Carlotta Maria de Jesus;
••• Filomena Carolina de Jesus, casada com o primo Alfredo Martins Ferreira, filho de João Ferreira Martins e de sua tia Francisca Alves Garcia;
••• Camillo Martins do Couto, casado com a prima Constança Duarte, filha de seu tio Romualdo Martins do Couto e Thereza Maria Duarte;
••• Thereza Carolina de Jesus, casou-se no dia 24 de janeiro de 1880, com seu primo José Rodolpho Martins do Couto;
••• Luiza Carolina de Jesus, nascida em 1872; e
••• Josephina Carolina de Jesus.
Filha do segundo matrimônio:
••• Maria Victória Guerra do Couto, casou-se no dia 18 de janeiro de 1902 com o industrial italiano Affonso Sálvio, filho de Miguel Sálvio e Rosa Tepedino Sálvio, que construiu um palacete na Vila Laroca, em São José de Além Paraíba e batizou com o nome de “Vila Maria Victória”.;
•• Francisca Carolina de Jesus, casada com Silvério Augusto de Mello – fazendeiro em Santa Bárbara do Tugúrio;
•• Carlotta Maria de Jesus, casada com Francisco de Souza e Silva, fazendeiro e comerciante na Vila de Angustura, seus filhos assinavam o sobrenome Mendes Ferreira e um de seus filhos foi:
••• Francisco Mendes Ferreira, casado com a prima Camilla Carolina de Jesus, filha do tio Rodolpho Martins do Couto e Camilla Alves Garcia.;
•• Maximiniana Carolina de Jesus, casada com Theobaldo José de Mello;
•• Lino Martins do Couto, casado com Maria Salomé Leite Menezes;
•• Coronel Francisco Martins do Couto, batizado em São José de Além Paraíba, em 26 de maio de 1846, casado com a prima Anna Cândida da Costa Couto - Donana - filha de seu tio Júlio Aureliano Couto e Anna Cândida da Costa e seus filhos foram:
••• Maria Natalina Martins Fortes – Sinhá, casada com o comerciante libanês, Capitão Jorge José Fortes;
••• Eduardo Martins do Couto, fazendeiro no Município de Resplendor – no Vale do Rio Doce;
••• Simplício Martins do Couto, fazendeiro em Benjamim Constant;
••• Laudelina Martins da Costa, nascida em 1873, casada com Agilberto Costa, fazendeiro em Santo Antônio do Paraibuna – Juiz de Fora; e
••• Bernardina Martins Coutinho, casada com o Coronel Rufino Coutinho – fazendeiro em Penha Longa;
••• Clara Martins do Couto, nascida em 1875.;
•• Firmina Maria de Jesus, casada em primeiro matrimônio, na Fazenda da Conceição, no dia 7 de setembro de 1869, com o primo José Aureliano Couto, filho de seu tio Júlio Aureliano Couto e Anna Cândida da Costa, e em segundo matrimônio com Genário Inácio da Silva.
Filhos do primeiro matrimônio:
••• Emiliana Martins do Couto, nascida em 1870, foi casada com Antônio José Fernandes e tiveram os filhos: Alfredo Martins Fernandes, casado com Virginia; Rosa Martins Fernandes; Agnelo Martins Fernandes; e Sophia Fernandes Gama.
••• José Aureliano Martins do Couto, nascido no ano de 1872;
Filha do segundo matrimônio:
••• Nelsina Couto Cacciatore, foi casada com o italiano Luiz Cacciatore.

Major Dâmazo Ferreira da Fonseca, faleceu em 14 de julho de 1865 em sua propriedade - na Fazenda da Cachoeira, Distrito de Santana do Deserto, Termo do Município do Paraibuna, casado com a prima Constança Umbelina da Silva, filha de seu tio Manoel Ribeiro e Carlotta Theotônia da Silva.
Tiveram os seguintes filhos:
•• Carlos José Ferreira da Fonseca, batizado na Vila de Madre de Deus do Rio Angu – Angustura, em 11 de agosto de 1852, faleceu em Santo Antônio do Aventureiro de febre amarela, no dia 15 de maio de 1885 e foi casado com a prima Maria Amélia Ferreira da Silva, filha do tio Marcellino Ferreira da Fonseca e Carolina Josephina Ribeiro da Silva;
•• Emília Ribeiro Ferreira, batizada na Vila de Madre de Deus do Rio Angu – Angustura, em 8 de setembro de 1844 e casou-se com José Rodrigues Pereira;
•• Francisco Ribeiro Ferreira da Fonseca, nascido em 1846;
•• Manoel Ribeiro Ferreira da Fonseca, casado com Francisca Cândida Ferreira e seus filhos:
••• Antônio Ribeiro Ferreira da Fonseca;
••• Manoel Ribeiro Ferreira da Fonseca;
••• Constância Cândida Ribeiro Ferreira, casada com Emerenciano Antão Ribeiro, filho de José Theodoro Ribeiro e Mariana Cândida Perpetua;
••• Francisca Cândida Ferreira, casada com Antônio José Ribeiro, filho de Theodoro Ribeiro e Mariana Cândida Perpetua.;
•• Carlotta Umbelina Ferreira da Silva, nascida em 1856, casada com o Capitão Joaquim Calisto Rodrigues e tiveram os filhos:
••• Alberto José Rodrigues;
••• Albertina Umbelina Rodrigues;
••• José Joaquim Rodrigues;
••• Joselino José Rodrigues;
••• Euclides José Rodrigues;
••• Maria Umbelina Rodrigues;
••• Aristides José Rodrigues;
••• Urbano José Rodrigues.;
•• Maria Ferreira da Fonseca, nascida em 1858;

Comendador Simplício José Ferreira da Fonseca, nascido em 1813, na Fazenda Olho D’Água, em Barbacena, aos seis anos de idade ficou órfão de pai, trabalhou como tropeiro e transferiu-se para São José de Além Paraíba – onde construiu a Fazenda da Barra do Peixe. Em 1851, casou-se em primeiro matrimônio com sua sobrinha, Maria Leopoldina Campos Fonseca, que nasceu em 1834 e faleceu em 1865, filha de seu irmão Thomaz Ferreira da Fonseca e Afra Maria Campos. Após o falecimento de sua primeira esposa, casa-se com outra sobrinha, Cândida Carolina Alves Garcia, que nasceu em 1851 e faleceu em 1889, filha de sua irmã Bernardina Carolina de Jesus e Manoel Alves Garcia. Em 1880, casou-se pela terceira vez, com Sophia Sobral Almeida Magalhães, e faleceu em sua Fazenda Barra do Peixe em 1894;
Comendador Simplício José Ferreira da Fonseca aspirou e não conseguiu o título de Barão de Mar de Espanha, que foi concedido à outra pessoa – Francisco Ignácio de Andrade Goulart. Ele foi agraciado com o título de Comendador da Ordem da Rosa.
Em São José de Além Paraíba, seu nome estava ligado em dois momentos importantes do município: o primeiro, como grande parceiro da Igreja Católica, sendo o provedor da obra do maior templo daquela época, a Matriz de São José. Foi um dos fundadores da Irmandade do Santíssimo e construiu em sua propriedade, na Estação da Conceição, a Igreja Nossa Senhora de Belém.
O segundo momento importante foi na emancipação do município, quando vendeu seu palacete de residência na vila pela quantia de sete contos de réis para, nele, instalar a Comarca e a primeira escola pública.
Além do palacete vendido a preço baixíssimo para ajudar e acelerar a fundação do Município, dos sete contos de réis que recebeu daquela venda, doou dois contos de réis para comprar o palacete onde se instalou a Câmara Municipal. Atualmente, neste prédio é a sede da Prefeitura Municipal de Além Paraíba.
Filhos do primeiro matrimônio:
•• André Ferreira da Fonseca faleceu ainda na infância;
•• Simplício José Ferreira da Fonseca Filho, que foi batizado em 6 de julho de 1868, na Fazenda da Gironda e faleceu ainda na infância;
•• Cândida Ferreira da Fonseca, casada com Antônio Ferreira Campos;
•• Maria Ferreira da Fonseca, que nasceu em 1854, casada com o primo Marciano Ferreira da Fonseca, filho de seu tio Marcellino Ferreira da Fonseca e Carolina Josephina Ribeiro da Silva; e
•• Josephina Ferreira da Fonseca, que nasceu em 1856 e faleceu em 1909. Casada com o Coronel Oscar de Figueiredo Côrtes, que nasceu em 1 de agosto de 1846, e era filho de Antônio Augusto de Figueiredo Côrtes e Carolina Cândida Teixeira, descendente de uma das mais importantes famílias da “aristocracia rural cafeeira”, estabelecida no Vale do Paraíba. Ainda jovem estudou Humanidades no tradicional Colégio Caraça e era proprietário da Fazenda Bom Retiro, em São José de Além Paraíba.
Filhos do segundo matrimônio:
•• Simplício José Ferreira da Fonseca Filho – Simplicinho nasceu em 22 de agosto de 1886, na Fazenda da Barra do Peixe, faleceu em 27 de julho de 1917, na fazenda Santa Antonina e foi casado com Antonina Alves Banho;
•• Cândido Ferreira da Fonseca, faleceu ainda infância;
•• Galdino Ferreira da Fonseca, faleceu ainda na infância;
•• Elvira Ferreira da Fonseca nasceu em 17 de abril de 1875, na Fazenda da Barra do Peixe, faleceu em 12 de fevereiro de 1910, na Fazenda da Conceição e foi casada com o Coronel Alfredo Martins de Lima Castello Branco, filho de Antônio José de Lima Castello Branco e Maria do Carmo Martins da Costa Cruz;
•• Perciliana Ferreira da Fonseca nasceu em 1870, na Fazenda da Barra do Peixe, foi casada com o médico Dr.Arthur Baptista de Castro e faleceu em São João Del Rey;
•• Ernestina Ferreira da Fonseca nasceu em 2 de janeiro de 1880, na Fazenda da Barra do Peixe, faleceu 23 de julho de 1900 e foi casada com Antônio de Lima Castello Branco, filho de Antônio José de Lima Castello Branco e Maria do Carmo Martins da Costa Cruz;
•• Olga Ferreira da Fonseca nasceu em 12 de maio de 1885, na Fazenda da Barra do Peixe, faleceu em 1983, na Fazenda da Gironda e foi casada com Carlos Teixeira Soares, filho de João José Soares Júnior e Francisca Teixeira de Carvalho Soares.;

Marcellino Ferreira da Fonseca, nascido em 1817, foi casado com a prima Carolina Josephina Ribeiro da Silva, filha de seu tio Capitão Manoel Ribeiro Nunes e Carlotta Theotônia da Silva e neta materna de José Ferreira Armond e Constância Maria da Silva e tiveram os filhos:
•• Marciano Ferreira da Fonseca, casado com a prima Maria Ferreira da Fonseca, que nasceu em 1854, filha de seu tio Comendador Simplício José Ferreira da Fonseca e sua prima Maria Leopoldina Campos Fonseca;
•• Maria Amélia da Silva, casada com o primo Carlos Ferreira da Fonseca, filho do tio Dâmazo Ferreira da Fonseca e Constança Umbelina da Silva;
•• Carlotta Elizia da Silva, nascido em 1850.;

Bernardina Carolina de Jesus, nascida em Barbacena no ano de 1818 e faleceu no ano de 1913, em Santo Antônio do Aventureiro. Casou-se em 1830 com Manoel Alves Garcia, nascido em 1804 e faleceu em 19 de agosto de 1888, primeiro proprietário da Fazenda Boa Vista – sesmaria próxima a Fazenda da Barra do Peixe, em Santo Antônio do Aventureiro, Minas Gerais e tiveram os filhos:
•• Cândido Alves Garcia, faleceu criança;
•• Elias Alves Garcia, batizado em 30 de julho de 1843 em São José de Além Paraíba, era fazendeiro em Santo Antônio do Aventureiro, foi casado com Mariana Costa e seus filhos foram:
••• Camilla da Costa;
••• Maria da Costa - Cocota;
••• Sebastião Alves Garcia, era fazendeiro em Santo Antônio do Aventureiro;
••• Manoel Alves Garcia, era fazendeiro em Santo Antônio do Aventureiro, casado com a prima Marietta de Oliveira Senra, filha do Capitão José de Oliveira Senra – Zeca Senra e de sua tia Luiza Alves Garcia;
••• Américo Alves Garcia, era fazendeiro em Santo Antônio do Aventureiro, casado com a prima Clotilde Carlotta de Jesus, filha de seu tio Carlos Alves Garcia e Carlotta Carolina de Jesus;
••• Simplício José Alves Garcia, era fazendeiro em Santo Antônio do Aventureiro;
••• Maria Alves Garcia, casada com Joaquim Ignácio da Silva, fazendeiro em Santo Antônio do Aventureiro e teve uma filha: Porcina Alves Garcia, casada com José Baganha;
•• Carlos Alves Garcia, era fazendeiro em Santo Antônio do Aventureiro, casou-se no dia 1 de outubro de 1870, na Fazenda da Boa Vista, com Carlotta Carolina de Jesus, filha de Carlos José Ferreira e sua prima Carolina Maria de Jesus e tiveram os filhos:
••• Camillo Alves Garcia, nascido em 1872;
••• Carolina Carlotta de Jesus – Carolina Taranto, nascida em 28 de novembro de 1873, batizada em 1 de janeiro de 1874 e casada com o industrial italiano Nicolau Taranto;
••• Cândida Carlotta de Jesus, nascida em 1874, casada com João Baptista de Freitas;
••• Carlos Alves Garcia Júnior, nascido em 3 de janeiro de 1877, batizado em 4 de março de 1877 e casado com Perciliana Alves Ferreira;
••• Clotilde Carlotta de Jesus, casada com o primo Américo Alves Garcia, filho de Elias Alves Garcia e Mariana Costa;
•• José Alves Garcia, nascido em 1833;
•• Honório Alves Garcia, fazendeiro em Santo Antônio do Aventureiro, nasceu no ano de 1835 e teve os filhos:
••• Antônio Alves Garcia;
••• Adolpho Alves Garcia;
••• Ticiana Alves Garcia;
•• Prudente Alves Garcia, fazendeiro em Santo Antônio do Aventureiro, nasceu em 1837 e casou-se com Maria Gertrudes dos Santos Garcia;
•• Luiza Alves Garcia, nasceu na Fazenda da Boa Vista, casou-se em janeiro de 1875, com o Capitão José de Oliveira Senra, filho de Manoel de Oliveira Senra proprietário da Fazenda Vargem Grande do Rio Angu – em Monte Verde e Maria Luiza de Jesus.
O Capitão José de Oliveira Senra, foi proprietário da Fazenda Deus Proteja, em Santo Antônio do Aventureiro e tiveram os filhos:
••• Eurico de Oliveira Senra, nasceu em 19 de março de 1889, batizado em 5 de maio de 1889 e casado com a prima Cora de Oliveira Senra, filha do Capitão Pedro de Oliveira Senra e Maria Carolina de Jesus – Mariazinha Senra;
••• Antônio de Oliveira Senra, casado com a prima Carolina de Oliveira Senra, filha do Capitão Pedro de Oliveira Senra e Maria Carolina de Jesus – Mariazinha Senra;
••• Angenor de Oliveira Senra;
••• Cornélio de Oliveira Senra, casado com Judith Maia Senra;
••• Marietta de Oliveira Senra, casada com o primo Manoel Alves Garcia, filho do tio Elias Alves Garcia e Mariana Costa;
••• Zulmira de Oliveira Senra, casada com o primo Nestor Ferreira Martins, filho de João Ferreira Martins e de sua tia Francisca Alves Garcia;
••• Maria de Oliveira Senra, casada com Rodrigo Carvalho;
•• Camilla Carolina de Jesus, casada com o primo Rodolpho Martins do Couto, proprietário da Fazenda Estrela, filho dos tios Antônio Martins do Couto e Maria Victória de Jesus e tiveram os filhos:
••• Camilla Carolina de Jesus, casada com o primo Francisco Mendes Ferreira, filho dos tios Francisco de Souza e Silva e Carlotta Carolina de Jesus;
••• Philomena Carolina de Jesus, casada com o primo Alfredo Martins Ferreira, filho de João Ferreira Martins e de sua tia Francisca Alves Garcia;
••• Camillo Martins do Couto, cassado com a prima Constança Duarte, filha de seu tio Romualdo Martins do Couto e Therea Maria Duarte;
••• Thereza Carolina de Jesus;
••• Josephina Carolina de Jesus;
•• Josephina Carolina de Jesus, casou-se no dia 1 de julho de 1871, com João Ferreira Martins, nascido e batizado na Capela do Curral Novo, filho de José Ferreira Martins e Eupharia Philomena de Jesus e tiveram os filhos:
••• Antenor Ferreira Martins, casado com Olívia Conde Martins;
••• Alfredo Ferreira Martins, casado com a prima Philomena Carolina de Jesus, filha do primo de sua mãe Rodolpho Martins do Couto e de sua tia Camilla Alves Garcia;
••• Alzira Ferreira Martins, casada com Francisco de Rezende;
••• Nestor Ferreira Martins, casado com a prima Zulmira de Oliveira Senra, filha de sua tia Luiza Alves Garcia e do Capotão José de Oliveira Senra; e

Nestor Ferreira Martins

Alzira Ferreira Martins

Antenor Ferreira Martins

•• Cândida Carolina Alves Garcia, que nasceu em 1851, na Fazenda Boa Vista em Santo Antônio do Aventureiro, faleceu na Fazenda da Barra do Peixe em 1889 e a segunda esposa de seu tio Comendador Simplício José Ferreira da Fonseca e tiveram os filhos:
••• Simplício José Ferreira da Fonseca Filho – Simplicinho nasceu em 22 de agosto de 1886, na Fazenda da Barra do Peixe, faleceu em 27 de julho de 1917, na fazenda Santa Antonina e foi casado com Antonina Alves Banho;
••• Cândido Ferreira da Fonseca, faleceu ainda infância;
••• Galdino Ferreira da Fonseca, faleceu ainda na infância;
••• Elvira Ferreira da Fonseca nasceu em 17 de abril de 1875, na Fazenda da Barra do Peixe, faleceu em 12 de fevereiro de 1910, na Fazenda da Conceição e foi casada com o Coronel Alfredo Martins de Lima Castello Branco, filho de Antônio José de Lima Castello Branco e Maria do Carmo Martins da Costa Cruz;
••• Perciliana Ferreira da Fonseca nasceu em 1870, na Fazenda da Barra do Peixe, foi casada com o médico Dr.Arthur Baptista de Castro e faleceu em São João Del Rey;
••• Ernestina Ferreira da Fonseca nasceu em 2 de janeiro de 1880, na Fazenda da Barra do Peixe, faleceu 23 de julho de 1900 e foi casada com Antônio de Lima Castello Branco, filho de Antônio José de Lima Castello Branco e Maria do Carmo Martins da Costa Cruz;
••• Olga Ferreira da Fonseca nasceu em 12 de maio de 1885, na Fazenda da Barra do Peixe, faleceu em 1983, na Fazenda da Gironda e foi casada com Carlos Teixeira Soares, filho de João José Soares Júnior e Francisca Teixeira de carvalho Soares.;

Joanna Maria de Campos, nascida em 1819, foi casada com o Alferes Manoel Netto Ribeiro, moradores no Distrito do Curral Novo, Termo da Cidade de Barbacena – Comarca do Rio Paraibuna e entre seus filhos:
•• Marcelino José Ribeiro, fazendeiro em Curral Novo – Comarca de Santo Antônio do Paraibuna.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

ALÉM PARAÍBA HISTÓRIA MAURO SENRA -FERREIRA DA FONSECA - Uma Família Pioneira

Por Mauro Luiz Senra Fernandes



Brasão da Família Ferreira


Brasão da Família Fonseca



Fazenda Barra do Peixe - Além Paraíba MG - construida pelo Comendador Simplício José Ferreira da Fonseca

A família Ferreira da Fonseca é base de muitas famílias da Zona da Mata, é originada de Portugal, mais precisamente das Ilhas da Madeira e Açores e se mistura com tantas famílias pioneiras de Minas Gerais.
Vieram para o Brasil ainda durante o período da febre do ouro, no século dezoito, e se estabeleceram na região aurífera, na Comarca do Rio das Mortes, perto de São João Del Rey e Barbacena – no lugar denominado Lagoa Dourada.
O primeiro Ferreira da Fonseca que se tem registro é João Ferreira da Fonseca, batizado em 02 de setembro de 1691 na Igreja de Santa Bárbara, no lugar das Noves Ribeiras, na Ilha Terceira de Portugal, Bispado de Angra. Era filho de João Ferreira Bellerique e Catharina Dias da Fonseca, casou-se com Maria da Conceição, batizada em 11 de agosto de 1715 em Angra, na Ilha Terceira, era filha de Antônio Coelho Valadão e Margarida de São João, descendentes de João Coelho, moço fidalgo da Casa do Rei Dom João III e dos primeiros povoadores da Ilha Terceira, onde fez parte da primeira Câmara organizada por Jacome de Bruges.
Dois ramos desta família passaram à Ilha Terceira, pouco depois desta ilha ter sido descoberta, a saber: João Coelho, a quem o donatário Jacome Burges fez doação de várias terras, e designadamente das de Porto Judeu, desde o Vale até ao Varadouro dos Barcos, e Luis Afonso Coelho, próximo parente de João Coelho.
João Coelho casou-se em Guimarães com Catarina Rodrigues da Costa, que passou também à Ilha Terceira pelos anos de 1456, já depois de seu marido se ter instalado no Porto Judeu. Deste casamento nasceu Baltazar Coelho, que se casou duas vezes, a primeira com Anna Cabeceiras e a segunda com Violame Valadão e formou-se a família Coelho Valadão.
Maria da Conceição casou-se em primeiro matrimônio com João Ferreira da Fonseca e, em segundo matrimônio com José Pereira Cardoso, natural de São Mateus, Ilha do Pico, Bispado de Angra e era filho de João Homem da Costa e Iria Rosa. José Pereira Cardoso faleceu em Barbacena no dia 29 de janeiro de 1763.
João Ferreira da Fonseca era irmão dos Padres Francisco Ferreira da Fonseca e José Vieira da Fonseca, ambos ordenados canonicamente no Bispado de Angra.
Do primeiro matrimônio com João Ferreira da Fonseca, tiveram os seguintes filhos:
João Ferreira da Fonseca, natural de Itaveraba, Província de Minas Gerais, casado em 01 de outubro de 1759 com Anna Jacintha da Conceição, batizada em 12 de dezembro de 1746;
Anna Josepha do Sacramento, falecida em 1766, casada no dia 05 de maio de 1760 com José da Cunha Barbosa, natural de Santo Antônio do Paubú, Comarca de Jacobina - Arcebispado da Bahia - era filho de José Barbosa da Cunha e Josepha Maria de Sá, naturais da Freguesia de Itapicuru, Arcebispado da Bahia e pais do Padre Francisco Barbosa da Cunha, batizado em 06 de agosto de 1766, na cidade de Tiradentes.
Do segundo casamento com José Pereira Cardoso, tiveram os seguintes filhos:
Josepha Maria de Jesus, casada com João Rodrigues Pinheiro, natural do Bispado de Coimbra e era filho de João Rodrigues Pinheiro e Joana Rayo;
Eugênia Maria de Jesus, casada com Antônio Garcia Fontoura, filho de Lourenço Garcia Fontoura e Isabel Ribeiro de Lima;
José Pereira Cardoso;
Rosa Maria de Jesus;
Maria da Conceição;
Antônia Maria de Jesus;
Isabel Maria de Jesus.

CAPITÃO JOÃO FERREIRA DA FONSECA

O Capitão João Ferreira da Fonseca, natural da Freguesia de Santo Antônio de Itaveraba, estabelecendo em Prados, Província de Minas Gerais, onde era proprietário da Fazenda Olhos D’Água. Casou-se na Capela de Brumado em 01 de outubro de 1759, com Anna Jacintha da Conceição, balizada em 12 de dezembro de 1746, na Capela de Nossa Senhora das Brotas, filial da Matriz de Congonhas do Campo, filha do português Francisco Borges do Rego, natural da Ilha de Fayal, e de sua segunda esposa, Luiza Ignácia da Conceição, natural de Congonhas do Campo.
Anna Jacintha da Conceição era irmã do Padre Francisco Borges do Rego, em 1831, já viúva, comparece no censo de Olhos D’Água, filial da Matriz de Prados, com oitenta e cinco anos declarados e vivendo em companhia de sua filha Bernardina.
O Capitão João Ferreira da Fonseca e sua esposa Anna Jacintha da Conceição tiveram os seguintes filhos:

Furriel Francisco Ferreira da Fonseca, morador de São Domingos do Araxá, casou-se em primeiro matrimônio com Anna Bernardes – filha de Pedro Costa, proprietário da Fazenda Ribeirão de Santo Antônio da Aplicação de Santa Rita, na Freguesia de São João Del Rey, do Termo de São José – Comarca do Rio das Mortes e, filha de Bernarda Josepha, natural da Ilha de Santa Maria – Bispado de Angra. Casou-se em segundo matrimônio em dia 26 de janeiro de 1803, com Maria Alves Rabello, filha de José Alves Carrijo e Anna Maria Alves Rabello.
Filhos do primeiro matrimônio:
•• José Ferreira da Fonseca, natural de São Domingos do Araxá, casado com Maria Thereza Rodrigues Chaves, filha do Tenente Coronel Manuel Rodrigues Chaves e Thereza Maria de Jesus Xavier;
•• Francisco Ferreira da Fonseca, natural de São Domingos do Araxa, nasceu em 1797 e casou-se em 23 de fevereiro de 1818, em São Domingos do Araxa, com Feliciana Maria – filha de João Vicente de Carvalho;
•• Felisberto Ferreira da Fonseca, natural de São Domingos do Araxá, nasceu em 1799;
•• Cândido Ferreira da Fonseca, natural de São Domingos do Araxá, nasceu em 1802 e casou-se com Maria Antônia de Moura, filha de Justino Martins e Luiza Maria;

Eduardo Ferreira da Fonseca, casou-se em 01 junho de 1807, com Antônia Ritta de Jesus, filha de Francisco José Ferreira de Souza e Antônia Ritta de Jesus Xavier e sobrinha do Alferes Joaquim da Silva Xavier, o Tiradentes, ilustre mártir das liberdades Pátria e de Minas Gerais. Após o falecimento de Eduardo Ferreira da Fonseca, Antônia Ritta de Jesus, casou-se com Manoel Rodrigues Chaves;

Bernardina da Conceição, solteira;

Padre Gonçalo Ferreira da Fonseca, natural de Prados, batizado em 9 de março de 1782, na Capela de Nossa Senhora da Lapa dos Olhos D’Água, filial da Matriz dos Prados.
Foi Padre Capelão de Olhos D’Água, Município de Prados - em 1818, herdou a Fazenda Olhos D’Água, onde em 1842, se refugiou, após o fracasso da Revolução Liberal desta data, o Cônego José Antônio Marinho.
Nesta mesma Fazenda, o Cônego Gonçalo Ferreira da Fonseca, escreveu a “História do Movimento Político, que no ano de 1842, teve lugar na Província de Minas Gerais”;

Felisberto Ferreira da Fonseca, natural de Prados e faleceu em Mar de Espanha no ano de 1856. Casou-se em Barbacena no dia 12 de junho de 1804 com Joanna Maria da Conceição, natural da Freguesia de Nossa Senhora da Piedade de Barbacena, filha de Francisco Ribeiro Nunes, morador na Mata do Quilombo, Barbacena, e Joana Maria da Conceição – pertencente à família Ferreira Armond e tiveram os seguintes filhos:
•• Mariana Euquéria da Conceição, casada com Manoel da Costa Ribeiro;
•• Maria Romana da Conceição, casada com Leandro José de Almeida;
•• João Ferreira da Fonseca, casado com Ritta de Cássia;
•• Euphrasia Joaquina da Conceição, casada com José Francisco de Mendonça Pires;
•• Maria Thereza de Jesus, casada com Anselmo José Machado;
•• Anna Jacintha da Conceição, casada Fortunato Rodrigues Campos;
•• Maria do Carmo de Jesus, casada com Onofre Rodrigues Campos;
•• Antônio Ferreira da Fonseca, casado com Vicência da Conceição;
•• Joaquina Clara de Jesus, casada com Pedro de Alcântara José da Rocha;
•• Luiza Maria de Jesus, casada com Hilário Rodrigues Pereira; e
•• Francisco Ferreira da Fonseca, casado com Carlotta Marcília de Jesus; e

Coronel João Ferreira da Fonseca, nasceu em Prados por volta de 1767 e falecido em 1819, casou-se em Barbacena com Josepha Maria de Assumpção, natural da Freguesia de Nossa Senhora da Piedade de Barbacena, nascida em 1777 e falecida em 1865, está sepultada no Cemitério da Irmandade do Santíssimo da Cidade de Além Paraíba, MG, filha de Francisco Ribeiro Nunes e Joana Maria da Conceição – pertencente a família Ferreira Armond, moradores na Mata do Quilombo, Barbacena e tiveram os seguintes filhos:

•• Capitão José Ferreira Nunes, afilhado de seus tios Joaquim José Santana e Maria Emerenciana de Jesus – avós do Comendador Mariano Procópio Ferreira Lage. Casou-se com Francisca Cândida de Assis Lage, filha do Coronel Francisco da Costa Lage, Sertanista das Minas Gerais, que tomou parte na bandeira de João Francisco Andrade, de 1781, que descobriu ouro em Itabira. O Coronel Francisco da Costa Lage foi casado com Senhorinha Maria Clara de Andrade;

Baronesa de Juiz de Fora
•• Capitão Cândido Ferreira da Fonseca, nascido em 1804, faleceu em 10 de agosto de 1855 no Distrito de Santana do Deserto, Município de Juiz de Fora. Foi proprietário da Fazenda Santana e um dos organizadores da Empresa União Indústria, casou-se muito cedo com sua prima Camilla Francisca Ferreira de Assis – Baronesa de Juiz de Fora - nascida em 7 de novembro de 1818, em Santana do Deserto e era filha do Coronel Marcelino José Ferreira Armond – Primeiro Barão de Pitangui e Possidônia Eleonora da Silva.

Cândido Augusto Ferreira da Fonseca - filho do Capitão Cândido e da Baronesa de Juiz de Fora

•• João Ferreira da Fonseca, nascido em 1806;

•• Thomaz Ferreira da Fonseca, nasceu em 7 de março de 1807, foi fazendeiro na Freguesia do Patrocínio, em São Paulo do Muriaé, faleceu em 18 de outubro de 1871 e foi casado com Afra Maria Campos;

Lino Martins do Couto, filho de Maria Victória e Antônio Martins do Couto

•• Maria Victória de Jesus, nascida em 1808, na Fazenda Olho D’Água, em Barbacena, em 27 de julho de 1818 recebeu uma sesmaria no sertão do Rio Paraíba, entre as serras da Conceição e Feia, faleceu em 23 de junho de 1876, na Fazenda da Conceição em Santo Antônio do Aventureiro (Alto da Conceição), foi casada com Antonio Martins do Couto, que nasceu em 1793, foi vereador substituto na Câmara de Barbacena em 1822 e em 9 de outubro de 1817, recebeu uma sesmaria no sertão do Rio Paraíba, no Ribeirão da Conceição onde deságua no Rio Paraíba e formou a Fazenda da Conceição (Alto da Conceição) - faleceu em 1897, em São José de Além Paraíba;

Francisco Martins do Couto - filho de Maria Victória e Antônio Martins do Couto

•• Major Dâmaso Ferreira da Fonseca, faleceu em 14 de julho de 1865 em sua propriedade - na Fazenda da Cachoeira, distrito de Santana do Deserto, Termo da cidade de Paraibuna, casado com a prima Constança Umbelina da Silva, filha de seu tio Manoel Ribeiro Nunes – irmão de sua mãe - e Carlotta Theotônia da Silva;

•• Comendador Simplício José Ferreira da Fonseca, nascido em 1813, na Fazenda Olho D’Água, em Barbacena, aos seis anos de idade ficou órfão de pai, trabalhou como tropeiro e transferiu-se para São José de Além Paraíba – onde construiu a Fazenda da Barra do Peixe. Em 1851, casou-se em primeiro matrimônio com sua sobrinha, Maria Leopoldina Campos Fonseca, que nasceu em 1834 e faleceu em 1865, filha de seu irmão Thomaz Ferreira da Fonseca e Afra Maria Campos. Após o falecimento de sua primeira esposa, casa-se com outra sobrinha, Cândida Carolina Alves Garcia, que nasceu em 1851e faleceu em 1889, filha de sua irmã Bernardina Carolina de Jesus e Manoel Alves Garcia. Em 1880, casou-se pela terceira vez, com Sophia Sobral Almeida Magalhães, e faleceu em sua Fazenda Barra do Peixe em 1894;


Simplício José Ferreira da Fonseca Filho - "Simplícinho"

•• Marcellino Ferreira da Fonseca, nascido em 1817, foi casado com a prima Carolina Josephina Ribeiro da Silva, filha de seu tio Capitão Manoel Ribeiro Nunes e Carlotta Theotônia da Silva e neta materna de José Ferreira Armond e Constância Maria da Silva – inventário aberto em Mar de Espanha em 14 de outubro de 1853;

•• Bernardina Carolina de Jesus, nascida em 1818, casou-se em 1830 com Manoel Alves Garcia, primeiro proprietário da Fazenda Boa Vista – sesmaria próxima a Fazenda da Barra do Peixe – em Santo Antônio do Aventureiro, Minas Gerais; e

•• Joanna Maria de Campos, nascida em 1819, foi casada com o Alferes Manoel Netto Ribeiro, moradores no Distrito do Curral Novo, Termo da Cidade de Barbacena – Comarca do Rio Paraibuna e entre seus filhos: Marcelino José Ribeiro.


Fazenda da Reforma - que pertenceu a Maria Victória do Couto Sálvio,filha de Rodolpho Martins do Couto e neta de Maria Victòria de Jesus e Antônio Martins do Couto

Dr. Camilo Maria Ferreira da Fonseca e sua esposa e prima Júlia Maria Ferreira Armond, filho do Cap. Cândido Ferreira da Fonseca

Sabina Cândida de Assis Fonseca e seu esposo José Luiz Rodrigues Horta, filha do Cap. Cândido Ferreira da Fonseca

Comendador Francisco Ferreira de Assis Fonseca, filho do Cap. Cândido Ferreira da Fonseca

Luiza Alves Senra, filha de Bernardina Carolina de Jesus e Manoel Alves Garcia

Cândida Carolina Alves Garcia, filha de Bernardina Carolina de Jesus e Manoel Alves Garcia - casada com o seu tio Comendador Simplício José Ferreira da Fonseca

Antonina Alves Banho da Fonseca, casada com o Major Simplício José Ferreira da Fonseca Filho - "Simplícinho"

Sabina Cândida de Assis Fonseca Horta, seu esposo Antônio Caetano Rodrigues Horta e filhos - Sabina era filha do Cap. Cândido Ferreira Fonseca e Camilla Francisca Ferreira de Assis - Baronesa de Juiz de Fora

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

MAESTRO FIRMINO SILVA - SOCIEDADE MUSICAL CARLOS GOMES – 115 ANOS

Por Mauro Luiz Senra Fernandes



Nascido em São João Del Rei no ano de 1860, Firmino Silva morava com a mãe e dois irmãos: Maestro Presciliano Silva e outro que morreu na Guerra do Paraguai.
Firmino Silva foi grande músico, tocava vários instrumentos, entre eles o violino e o piano. Apaixonados pela música, ele e seu irmão Prisciliano vieram bem moços para Além Paraíba e se dedicaram à arte e o dom que Deus lhes dera. Firmino Silva, com sua capacidade musical, rapidamente conquistou vários alunos na cidade, e seu irmão preferiu continuar estudando com mais profundidade, tornando-se famoso maestro. Prisciliano tocava tão bem que foi premiado com um convite: tocar piano num grande concerto no Teatro de Milão, na Itália, uma das mais importantes casas musicais de toda Europa.
Enquanto Presciliano conquistava o povo europeu, Firmino Silva continuou em Além Paraíba, lecionando piano, violino e outros instrumentos. E foi através da música que se apaixonou por Elvira Costa, nascida em 1880, filha de Heliodoro Costa e Adelaide Costa, residentes na Fazenda da Arapoca. Conforme fonte oral, Elvira Costa era neta materna do Cel. Joaquim Luiz de Souza Breves – primeiro prefeito de Além Paraíba.
Firmino Silva e Elvira Costa se casaram em 1906 e tiveram os seguintes filhos: Ziláh, Iracema, Jucyra, Marília Silva Ferreira, casada com Inimá Santos Ferreira, Ináh e Heraldo Silva, casado com Batistina Oliveira Silva. Muito de seus filhos seguiram carreira de musicistas.
Esse grande músico que adotou Além Paraíba como sua terra querida formou uma linda orquestra, participando da mesma, somente músicos competentes. Foi também fundador da Sociedade Musical Carlos Gomes, onde foi o primeiro maestro e a quem chamava carinhosamente de “minha filha”. Seu filho Heraldo foi também maestro da “Carlos Gomes”, com grande êxito.
Também professor, Firmino Silva fundou um colégio em sua própria residência, na Vila Laroca, onde era auxiliado por sua esposa Elvira Costa. Foi, também, diretor do Liceu Operário, da Estrada de Ferro Leopoldina.
Após receber uma proposta de trabalho foi lecionar em Pirapitinga, e lá compôs uma valsa intitulada “Saudade de Porto Novo”, demonstrando seus puros sentimentos e a saudade da terra adotiva. Tempos depois recebeu convite para trabalhar em Leopoldina, para ser professor no Ginásio e na Escola Normal, tendo sido um dos fundadores da Banda Musical Santa Cecília. Anos depois retornou para sua querida Além Paraíba.
Durante a Revolução de 1930, Firmino Silva compôs um dobrado que dedicou ao Marechal Americano Freire, que ficou muito emocionado quando ouviu pela primeira vez a música tendo-o abraçado com grande carinho.
O maestro Firmino Silva faleceu aos 72 anos de idade, no dia 12 de dezembro de 1932, deixando uma grande lacuna no cenário musical de Além Paraíba.
Maestro Presciliano Silva



Jornal “A Gazeta” 2 de dezembro de 1951

“Nenhum termo define melhor Firmino Silva, que a palavra “modéstia”. Realmente; o saudoso maestro, mestre-escola e professor de música, era, apesar de grandiosidade de seu espírito, de sua alma musical por excelência, um homem simples...
...Foi sempre aquilo que todos conheceram; um humilde, um despretensioso, que jamais quis alguma coisa para si próprio, que preferia falar muito mais e sempre da tarefa, dos méritos alheios, do que de suas realizações, de suas melodias.”

Comemoração dos 115 Anos da Sociedade Musical Carlos Gomes

sábado, 13 de agosto de 2011

MARIA CAROLINA DE JESUS - TERRA CORRIDA - SANTO ANTÔNIO DO AVENTUREIRO MG

Por Mauro Luiz Senra Fernandes


Fazenda São Pedro - Terra Corrida - Santo Antônio do Aventureiro, MG

O Jornal Além Parahyba do dia 01 de agosto de 1943, publicou uma homenagem para Dona Maria Carolina de Jesus – “Mariazinha” – sobre seu falecimento

"Cerrou para sempre os olhos, suavemente, como que se desprende desta vida para o rumo certo da Mansão Celina, Dona Maria Carolina de Jesus, ou mais popularmente Dona Mariazinha, que era como todos a chamavam.
Foi esposa amantíssima do cap. Pedro Senra, cuja a morte há alguns anos feria fundamente o seu coração.
Entretanto tronco de fecunda árvore genealógica, da qual proveio numerosíssima família, sua vida prolongou-se até Domingo passado, dia 25, quando expirou em Terra Corrida, em casa de seu filho Joaquim de Oliveira Senra.
Para ali, então dos seus noventa e seis anos de idade viveu grande parte, sempre voltada para o misteres do seu sacratíssimo lar, se dirigiram tão logo souberam da infausta notícia, seus descendentes inúmeros. Uma centena, mais talvez. Filhos, netos, bisnetos, tetra netos queriam pratea-la, queriam se despedir daquele rosto querido, sulcado de rugas, lívido e frio, que tantas vezes afagaram e respeitosamente beijaram.
Dona Mariazinha, alma cheia de fé religiosa, onde sempre floriam as mais belas virtudes, foi simples, afetuosa e boa. A grande família Senra, a qual deu origem, lega o exemplo mais puro e nobre de magnanimidade e cordura de uma bendita existência.
O seu enterro realizou-se em Aventureiro, com grande acompanhamento, oferecido o ato fúnebre o Revmo. Sr. Pe. Carlos Saraiva.
Deus receba a alma da venera anciã na gloria excelsa do céu. A família enlutada nossa condolências."
Quadro de Santo Antonio do Aventureiro - Autor: Cabloco

CAPITÃO PEDRO DE OLIVEIRA SENRA E MARIA CAROLINA DE JESUS - "MARIAZINHA"
Primeiro Juiz de Paz de Santo Antônio do Aventureiro

Capitão Pedro de Oliveira Senra Sobrinho, nasceu na Fazenda Vargem Grande do Rio Angu, em 29 de agosto de 1855, foi proprietário rural na Terra Corrida, faleceu em 11 de junho de 1939, na Vila de Simplício e foi sepultado em Santo Antônio do Aventureiro.
Era filho do Tenente Coronel Manoel de Oliveira Senra, proprietário e fundador da Fazenda Vargem Grande do Rio Angu – em São Sebastião do Monte Verde e sua segunda esposa, Maria Luiza de Jesus – Vovó da Vargem Grande.
Casou-se no Oratório da Fazenda Paciência, propriedade do padrasto da noiva – Capitão Vicente Mendes Ferreira na Vila de Angustura, no dia 17de julho de 1875, com Maria Carolina de Jesus – Mariazinha, nascida em 2 de julho de 1852 e faleceu em 25 de julho de 1943, na Terra Corrida em Aventureiro, na casa de seu filho Joaquim de Oliveira Senra. Era filha de Carlos José Ferreira – fazendeiro na Conceição e Carolina Maria de Jesus, neta paterna de José Ferreira Armond e Constância Raimunda da Silva; e neta materna de Antônio Martins do Couto e Maria Victória de Jesus – da família Ferreira da Fonseca.
Capitão Pedro de Oliveira Senra Sobrinho, foi primeiro Juiz de Paz de Santo Antônio do Aventureiro – conforme é citado no jornal “O Aventureiro”, era proprietário da Fazenda São Pedro – na Terra Corrida.
De seu casamento tiveram os seguintes filhos:

• Carlos de Oliveira Senra, nasceu em 1878, em Santo Antônio do Aventureiro e faleceu em 21 de abril de 1956, no Município de Além Paraíba. Foi casado em primeiro matrimônio com a prima Carolina Ferreira Senra, nascida em 1878, faleceu no dia 10 de novembro de 1920 de “Hemorragia post partum” e era filha de seu tio materno de José Carlos Ferreira e de Anna Joaquina de Cerqueira Leite. Foi casado em segundo matrimônio no dia 21 de abril de 1921, na Terra Corrida, na Fazenda São Pedro, com sua prima Anna Ferreira de Cerqueira – irmã de sua esposa Carolina, nascida em Santo Antônio do Aventureiro, no dia 12 de outubro de 1885 e casou-se em terceiro matrimônio com a viúva Maria José Dutra de Morais.
Filhos do primeiro matrimônio:
•• Manoel Ferreira Senra, faleceu na infância;
•• Raul Ferreira Senra, nasceu em 3 de março de 1899, na Fazenda São Pedro – Terra Corrida, casou-se na Vila de Tombos, no dia 1 de julho de 1923, com Olga do Carmo de Aguiar Pereira, nascida as dezessete horas, do dia 25 de junho de 1906, na Fazenda Pouso Alegre, propriedade de seus pais, na Vila de Angustura e faleceu em Além Paraíba, no dia 4 de dezembro de 1993. Filha do Coronel Antônio Pereira de Jesus e de Bernardina do Carmo de Aguiar Pereira;
•• Maria Ferreira Senra Boechat – “Cotinha” - nascida em 1901 e faleceu no dia 29 de setembro de 1921, de “Hemorragia post partum” em Além Paraíba. Foi casada com Luiz de Sá Boechat;
•• Olga Ferreira Senra Andrade, casada com Carlos Mariano de Andrade;
•• Carmem Senra Santana, casada com Fernando Santana;
•• Cora Ferreira Senra Santana – “Corinha” - casada com José Santana.
Filhos do terceiro matrimônio:
•• Carlos de Oliveira Senra Filho – “Carlinhos” - casado com Dulce Seabra Senra;
•• Ivone Senra Sabino, casada com Syldo Sabino;
•• Juracy de Morais Senra, solteira;
•• Ary de Morais Senra, casado com Abgail Francine Senra;
•• Aracy Senra da Silva, casada com Roberto Silva;
•• Nelson de Oliveira senra, casado Cleonice Mendes Ferreira.

• Josephina de Oliveira Senra – “Finoca” - casada com o primo Carlos Ferreira de Cerqueira, nascido em 1 de junho de 1874 e batizado em 15 de agosto do mesmo ano, na Capela de Santo Antônio do Aventureiro, filho de seu tio materno José Carlos Ferreira e de Anna Joaquina de Cerqueira Leite;

• Pedro de Oliveira Senra Filho – “Pepedro” - nasceu em 1888 e faleceu em 16 de junho de 1961, casado com sua prima Maria Ferreira Senra, nascida em 1884, filha de seu tio materno José Carlos Ferreira e de Anna Joaquina de Cerqueira Leite;

• Cora de Oliveira Senra, casada em 9 de novembro de 1912, na Capela de Santo Antônio do Aventureiro, com o primo Eurico de Oliveira Senra, filho de seu tio paterno Capitão José de Oliveira Senra – Capitão Zeca Senra e da prima de sua mãe Luiza Alves Garcia;

• Carolina de Oliveira Senra, casada com o primo Antônio de Oliveira Senra – “Totonho Senra” - filho do Capitão José de Oliveira Senra – “Capitão Zeca Senra” – e da prima de sua mãe Luiza Alves Garcia;

• Cristiana de Oliveira Senra, casada em 26 de novembro de 1900, na Capela de Santo Antônio do Aventureiro, com o primo Manoel de Oliveira Senra – “Gogosta” – filho de seu tio paterno Manoel de Oliveira Senra e de Francisca Furtado de Oliveira;

• Maria Luiza de Oliveira Senra – Mocinha, casada com José de Castro – “Juca Guarany”;

• Manoel de Oliveira Senra, casado com Marietta Brandão Senra, filha de Júlio Santos Brandão e Maria de Paula Brandão;

• José de Oliveira Senra Sobrinho – “Juca Senra” – casado em primeiro matrimônio com Maria Dutra de Cerqueira, filha de Antônio Dutra de Morais e Guilhermina de Cerqueira Leite e, em segundo matrimônio, no dia 5 de maio de 1920, na Capela de Santo Antônio do Aventureiro, com a viúva de seu irmão Marietta Brandão Senra;

• Joaquim de Oliveira Senra – “Quinquim” – casado em 5 de maio de 1920, na Capela de Santo Antônio do Aventureiro, com Julieta Brandão Senra, filha de Júlio Santos Brandão e Maria de Paula Brandão; e

• Álvaro de Oliveira Senra, que nasceu em 26 de fevereiro de 1888, foi batizado em 11 de abril do mesmo ano e faleceu na infância.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

JACINTA MERCADANTE DE MARCA - ACONTECEU EM ALÉM PARAÍBA – ABRIL DE 1955

Por Mauro Luiz Senra Fernandes




Das suas vidas dignamente vividas, acaba Além Paraíba de perder uma delas, privando-se – pela inexorabilidade da morte – do contato amigo e diário, da convivência boa e honrada com uma anciã, uma dama – nobre e ilustre por todos os títulos.
Mãe – um exemplo de extremosidade e amor. Esposa – espelho de carinho, fidelidade e zelo. Mulher – dentro e fora do tempo – aquela efigie admirável de que nos dá ideia Victor Hugo em um de seus belos escritos, quando, falando dela, reserva para a mulher um lugar privilegiado e incomum, acima de tudo, acima de quanto existe, abaixo somente do próprio Deus.
E por isso a cidade sentiu fundo o desaparecimento de Dona Jacinta Mercadante de Marca, ocorrido às 7 horas e 45 minutos da manhã de sábado passado. Cabelos brancos – um único e alvo manto de neve – fisionomia serena e forte, organismo sadio, adoecera há poucos meses. Malgrado o avanço dos anos – 81 anos eles existidos para o bem e felicidade alheias – logrou resistir a intenso tratamento e cuidados médicos. Todavia, zombando dos recursos científicos e despendimento do Dr. José Avelino de Freitas – seu clinico assistente, coadjuvado por seus três netos (os Drs. José Walter de Marca, Wilde Lima de Marca e Frederico de Marca) – o mal se foi apoderando e assenhoreando daquela energia e vontade hercúleas, assumindo aspectos gravíssimos quarenta e oito horas antes de seu passamento. Redobrados os recursos da medicina, entrou Dona Jacinta em agonia – dolorosa e longa agonia – as primeira horas da tarde de sexta-feira, sobrevindo o trespasse final, como aludimos antes da manhã de sábado.
Residindo em casa de sua filha Dona Mariana de Marca D’Elia (Neném) desde que adoecera, ali cerrou os olhos, cercada por todos os seus filhos, netos e bisnetos, mais pura a alma pela extrema unção a ela ministrada pelo Reverendíssimo Vigário da Paróquia – Padre Antônio Homan.
Dona Jacinta era natural da vizinha cidade de Pirapitinga, onde nascera a 13 de dezembro de 1874, casando-se ali com o Sr. Miguel de Marca, prospero comerciante em Itapirussú. Em 1924, transferiu residência para Além Paraíba, emprestando sua decisiva colaboração ao seu sempre lembrado sobrinho – José Mercadante – colocando-se entre as primeiras acionistas da Fabrica de Papel Santa Maria.
De seu consórcio com o Sr. Miguel de Marca deixou a pranteada dama os seguintes filhos: José, casado com Dona Rosa Ragone de Marca; Henrique, casado com Dona Marieta Lacerda de Marca, residente na Capital da República; Maria Francisca (Chiquita), casada com o Sr. Pascoal Taranto; Mariana (Neném), casada com o Sr. Vicente D’Elia e Vicente (Titilo), casado com Dona Ilma Lima de Marca.
Deixa ainda numerosa descendência constituída de 16 netos e 17 bisnetos.
Seu sepultamento- concorridíssimo – teve lugar às quatro e meia da tarde do mesmo dia 9, no Cemitério do Santíssimo Sacramento, discursando, no baixar do corpo à sepultura, o Dr. Álvaro Costa.
“A Gazeta” tribuna à família Marca suas expressões de profunda condolências, fazendo preces à Deus para que dê à alma tão boa e dadivosa um recanto de paz e doçura no pando aprisco celestial.
Fonte: Jornal “A Gazeta” – 17 de Abril de 1955