quinta-feira, 28 de abril de 2011

CAPITÃO JORGE JOSÉ FORTES

Um líder da operosa e estimada colônia libanesa em Além Paraíba

Por Mauro Luiz Senra Fernandes



A família do Cap.Jorge José Fortes

Nasceu em Karfar-Mai, no Líbano, em 15 de agosto de 1872. Era filho de Chaim Jorge Abu-Chidid Gadab e Astir Abu-Chidid Gadab e veio para o Brasil em maio de 1889, no ano da proclamação da república. Fez-se, pois, brasileiro pela grande naturalização e soube se mostrar digno da sua pátria adotiva pelo trabalho e pela honradez.

Iniciou sua vida na dura e penosa lida de mascate, palmilhando nosso município de lado a lado e deixando atrás de si, nesse peregrinar constante, como traços inconfundíveis de sua personalidade, cavalheirismo e afabilidade, além de permanente alegria.

Fez-se depois agricultor e comerciante e, neste ramo, com uma tenacidade invejável, chegou a dirigir a mais importante casa atacadista desta região.

Foi nomeado Capitão da Guarda Nacional pelo Marechal Hermes da Fonseca e carregou sempre com ufania essa patente honorífica. Exerceu nos quatriênios de 1924-1928 e 1929-1932 a judicatura de Juiz de paz.

Com o Barão de São Geraldo e posteriormente com os Castelos Branco e Dr. Antônio Augusto Junqueira, marchou politicamente em toda sua vida, oferecendo extraordinário exemplo de coerência política e fidelidade partidária.

Faleceu o Capitão Jorge José Fortes no ano de 1952, aos 80 anos de idade, depois de viver mais de 62 anos em nossa terra exemplarmente. Foi casado com Maria Natalina Martins do Couto – “Dona Sinhá”, pertencente à tradicional e pioneira família Martins do Couto, filha do Coronel Francisco Martins do Couto e de Anna Cândida da Costa, que abriu a Fazenda da Prata, em Benjamin Constant neta paterna de Antônio Martins do Couto e Maria Victória de Jesus (Ferreira da Fonseca) e Julio Aureliano Couto e Anna Cândida da Costa.

De seu casamento nasceram os seguintes filhos: Anita, José, Francisco, Antônio, Nair Fortes Abu-Mery, Elvira, Maria de Lourdes, Jorge e Oscar.

Seu filho José Martins Fortes, foi morto no cumprimento do dever na catástrofe de dezembro de 1930, em Além Paraíba.

Sua mãe Astir Abu-Chidid Gadab

Capitão Jorge José Forte faleceu em residência em Porto Novo, sua casa foi pequena para acolher nesse dia quantos quizeram testemunhar ao ilustre morto sua respeitosa reverência e sincero pezar. "Ninguém faltou, porque Capitão Jorge Fortes jamais faltou uma palavra afetiva, um abraço amigo, um gesto de carinho em todas as circunstâncias aflitivas ou alegres da vida. Onde quer que houvesse uma dor ou uma alegria ali estaria ele presente."

























sábado, 23 de abril de 2011

DR. JOSÉ AVELINO DE FREITAS

Um cientista alemparaibano
Por Mauro Luiz Senra Fernandes





“Prometo que ao exercer a arte de curar, mostrar-me-ei sempre fiel aos preceitos da honestidade, da caridade e da ciência. Penetrando no interior dos lares, meus olhos serão cegos, minha língua calará os segredos que me forem revelados, os quais terei como preceitos de honra.

Nunca me servirei da profissão para corromper os costumes ou favorecer o crime. Se eu cumprir este juramento com fidelidade, goze eu, para sempre, a minha vida e a minha arte de boa reputação entre os homens. Se o infringir ou dele me afastar, suceda-me o contrário.” Hipócrates -460 ac.

Seguindo esse juramento, o Doutor José Avelino de Freitas, seguiu sua vida pessoal e profissional, o que fez desse cidadão até os dias de hoje, uma referência a ser seguida.

Nasceu em Patrocínio de Muriaé, em 19 de setembro de 1900 e era filho do pecuarista Tranquilino Avelino de Freitas e Ambrozina Teixeira Marinho de Freitas.

Formado pela antiga Faculdade Nacional de Medicina, na cidade do Rio de Janeiro, hoje a atual Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Estudioso ao extremo, resumia e executava apostilas, que comercializava as seus colegas mais abastados, criando também uma espécie de curso pré-vestibular para que pudesse manter seus estudos.

Foi profissional humano e capacitado, deixando uma marca de forte personalidade e de entusiasmo como eterno estudante, que elevava o nome de Além Paraíba.

Dedicou seu trabalho aos carentes, tendo clinicado nas Indústrias Mercadante. Com sua possibilidade afetiva, tornou-se respeitado e admirado por toda a classe operária.

Um médico em sua época passava por muitas provações, visitando pacientes em lugares inacessíveis e estudando exaustivamente, virando noites em companhia de seus inúmeros livros.

Com a literatura mais rica geralmente era produzida em inglês, francês e alemão, foi obrigado a aprender as três línguas, fato que só aumentou a sua bagagem científica a tal ponto que ele próprio criou um método para a cura de colite ulcerativa crônica, que apresentava em congressos de Proctologia nacionais e internacionais, que cada vez mais aumentava sua credibilidade. Vários artigos de sua especialidade foram publicados em revistas de todo o mundo e pela imprensa.

Seu prestígio difundiu-se, aumentando sua clientela que vinha de vários lugares. Quando clinicava em seu consultório na Capital Federal – Rio de janeiro, foi reconhecido por seus colegas e, por um ano, assumiu o cargo de presidente da Sociedade Brasileira de Proctologia.
Através de seu entusiasmo e determinação, conseguiu que realizasse, em Além Paraíba, o primeiro e único Congresso Médico de projeção nacional, concentrando expoentes de várias especialidades. Sua trajetória merece ser revista por ter sido um ícone de grandeza espiritual e científica para Além Paraíba.

Foi casado em 1928 com Esmeralda Perácio, filha do comerciante de café Cel. Augusto Perácio e Leonor Raphael Perácio (Nôra), pessoa idealista e juntamente com outras senhoras alemparaibanas, foi fundadora do Colégio dos Santos Anjos em Além Paraíba no ano de 1934. Tiveram os seguintes filhos: Pérola Perácio de Freitas de Marca, casada com o médico Dr. José Walter de Marca; Marlene Perácio de Freitas Sahione, casada com o comerciante Lourival Fadel Sahione; Carmem Perácio de Freitas Ceppas, casada com o industrial Manoel Barreto Bebiano Ceppas e José Avelino Perácio de Freitas, casado com Laura Neves de Freitas.

Doutor José Avelino de Freitas empresta o seu nome para uma das mais importantes avenidas de Além Paraíba na atualidade, faleceu no dia 7 de dezembro de 1977 e sua esposa Esmeralda faleceu no dia 13 de fevereiro de 2000, ambos em Além Paraíba.

sexta-feira, 25 de março de 2011

OLNEY DE FREITAS DRUMOND - O Empresário do Transporte em Além Paraíba

Por Mauro Luiz Senra Fernandes



Olney de Freitas Drumond no Sindicato Rural de Além Paraíba

Olney de Freitas Drumond, sua esposa Lectícia Fernandes de Freitas, seus filhos Wolney Freitas e Olney de Freitas Drumond Filho e sua nora Celene de Morais Freitas


Família Freitas em ocasião das Bodas de Prata de Lectícia e Olney de Freitas Drumond


Lectícia Fernandes de Freitas com as netas Andreia de Souza Freitas, Vania Beatriz Morais de Freitas e a sobrinha-neta Bianca de Freitas Baranda, na Fazenda Bemposta.

Filho de Tranquilino Avelino de Freitas e Ambrozina Teixeira Marinho de Freitas, nasceu em 19 de novembro de 1917, na cidade mineira de Patrocínio de Muriaé. Casou-se em 21 de julho de 1938 com a professora Lectícia Fernandes de Freitas, filha do comerciante Antônio Gonçalves Fernandes (Timbira) e Hermínia Barbosa Fernandes (Dona Pequetita) e tiveram os seguintes filhos: Wolney, José Mauro e Olney de Freitas Drumond Filho.

Iniciou seus estudos na cidade mineira de São Lourenço, uma das mais importantes estâncias hidrominerais de Minas Gerais. Em 1932, mudou-se para Além Paraíba, onde trabalhou como enfermeiro no consultório de seu irmão, o médico Dr. José Avelino de Freitas. Também trabalhou na Torrefação de Café Castelo. Aos dezoito anos arrendou a Padaria Progresso, do imigrante português Manoel Fernandes da Silva, prosperando no ramo. Em 1945, juntamente com vários sócios, fundou a empresa Citran Ltda que fazia o transporte dos produtos manufaturados pela Fabrica de Papel Santa Maria até o Rio de Janeiro.

No início dos anos 50 as empresas de transportes de passageiros EVA e Pássaro Marrom, que faziam a linha de Além Paraíba e região para o Rio de Janeiro decidiram não mais operar porque as estradas eram de péssima qualidade. No mesmo período, vários sócios da Citran Ltda. saíram da sociedade, restando Olney de Freitas Drumond, José Edson de Freitas Drumond, José Wantuil de Freitas, José Amadeo Délia e Yalmo de Marca, que transferira o ramo da empresa de transporte de carga para o de passageiros, operando nas linhas que haviam sido abandonadas.

Em 1957, com o objetivo de dinamizar os negócios, a empresa teve a sua direção transferida para a cidade do Rio de janeiro. Na então Capital Federal ela foi considerada uma das mais importantes no ramo de transporte interestadual de passageiros, com linhas que ligavam aquela cidade a diversos municípios mineiros, como Teófilo Otoni, Governador Valadares, Coronel Fabriciano, Carangola e outros.

A empresa cresceu e surgiu a Rio Ita S.A., também de transporte de passageiros, com linhas que ligavam a Cidade Maravilhosa e Niterói, a terra de Araribóia, a municípios das regiões norte e noroeste fluminense. Olney de Freitas também criou a Nartic S.A., revendedora de caminhões da marca Mercedes Benz, bem como diversificou seus negócios para o ramo da agropecuária com grande sucesso, tendo sido proprietário de diversas fazendas produtoras de leite, como a Bemposta, Lajinha, Lagoa do Salineiro, Harmonia, Norete e Ubatuba.

Olney de Freitas Drumond ficou viúvo em 20 de abril de 1985 e veio a falecer no dia 21 de outubro de 1989, sendo sepultado em Além Paraíba, no Cemitério do Santíssimo.

O motorista Haroldo Pereira Senra com o ônibus da Citran no bairro de Porto Novo em Além Paraíba (acervo Haroldo Senra)

Oficina da Citran (acervo Blog:Ônibus Rodoviários -Rafael de Oliveira)


sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Professor José Alves Fortes – Cidadão da Educação

Por Mauro Luiz Senra Fernandes


Plenário da Câmara Municipal de Além Paraíba

Em comemoração aos quarenta anos da Fundação Educacional de Além Paraíba, o professor José Alves Fortes, ilustre cidadão alemparaibano e presidente fundador dessa importante instituição educacional recebeu merecidas homenagens de seus companheiros do Rotary Clube e da Câmara Municipal de Além Paraíba. Duas esculturas, retratando o seu busto: uma em bronze, e uma réplica do mesmo, em cerâmica – obras encomendadas à artista plástica Jô Grassini.
A primeira escultura, em bronze, foi inaugurada no Campus da Faculdade de Ciência Jurídicas e Gerenciais Alves Fortes, e a segunda, foi colocada na entrada do Plenário da Câmara Municipal de Além Paraíba, em 22 de dezembro de 2010.
Essas homenagens eternizam o cidadão José Alves Fortes, que muitos serviços já prestou à municipalidade, seja como advogado, professor, vereador e como perfeito municipal, de 1970 a 1972.
A Fundação Educacional de Além Paraíba é um grande legado que Nair Fortes Abu-Merhy e José Alves Fortes deixam para o povo de Além Paraíba, ao longo de seus quarentas anos vem transformando a nossa sociedade.

sábado, 29 de janeiro de 2011

ALÉM PARAÍBA – O TURISMO RURAL SUSTENTÁVEL COMO ALTERNATIVA ECONÔMICA

Por Mauro Luiz Senra Fernandes


Vista da Pedra Menina

Fazenda Barra do Peixe - construída pelo lendário Comendador Simplício José Ferreira da Fonseca

O turismo rural no Brasil é uma atividade emergente. De um lado temos o produtor rural – herdeiro de um patrimônio cafeeiro – com a necessidade de agregar valores buscando novas fontes de renda e de outro lado, temos um cliente urbano cansado de sua vida agitada na cidade grande, buscando o descanso na área rural como lazer.
Em Além Paraíba temos diversas propriedades rurais, enorme potencial de riqueza cultural e de paisagens naturais, onde podem ser desenvolvidas atividades ligadas ao turismo rural.

Fazenda Bom Retiro - construída pelo Cel. Oscar de Figueiredo Teixeira Côrtes

O turismo rural proporciona as comunidades rurais uma nova alternativa de desenvolvimento. Tendo como vantagem a utilização da mão-de-obra já existente no local que vem da agricultura e da pecuária.

Fazenda da Gironda

O turismo rural é um nicho do setor turístico que só agora começa a ganhar impulsos significativos. É um segmento novo, em fase de expansão no Brasil.
A principal função do Turismo Rural, na verdade é aproximar a sociedade urbana da natureza, promovendo o intercâmbio entre o homem do campo e o homem da cidade, desta forma o pequeno agricultor poderá revitalizar a zona rural e haverá uma melhoria da qualidade de vida, conservando os recursos naturais e reabilitando o patrimônio sócio-cultural.

Fazenda Fortaleza - Angustura

O turista sente necessidade de acordar cedo com o cantar do galo, tomar leite fresco da vaca ou cabra e se deliciar com os quitutes preparados em um fogão à lenha, de andar descalço sentindo o cheiro da terra molhada, tomar um refrescante banho de cachoeira, descansar sob a sombra de uma árvore e provar aquela comidinha típica caseira ou ainda bebericar uma aguardente dos alambiques da roça.

Fazenda do Castelo - construída pelo Barão de Guararema

Temos ainda em nossa região, um legado super importante da sociedade cafeeira do século dezenove, as fazendas com suas casas testemunham um tempo em que os saraus eram animados por músicos e cantores líricos trazidos de trem diretamente da Corte e as famílias mais ricas buscavam diretamente na Europa os sinais do luxo. Várias sedes de fazenda estão em ruínas e algumas ainda mantêm toda sua imponência e beleza, sem perder os traços do período colonial.

Fazenda Ouro Fino - retuto dos Almeida Magalhães

Em nossa região o interesse nessa área já começou a se manifestar, na vizinha cidade de Santo Antônio do Aventureiro, já possui dois hotéis fazenda, como é o caso da Fazenda Córrego Grande e da Fazenda do Serrote, representantes do auge da cafeicultura na região, que foram completamente restauradas.



Fazenda da Conceição - Distrito de Angustura

Fazenda da Conceição - Localidade do Aterrado









Fazenda da Roça de Dentro e Fazenda da Cachoeirinha - Localidade de Marinópolis



Fazenda da Boa Vista em Santo Antônio do Aventureiro - construída pelo sesmeiro Manoel Alves Garcia

Fazenda do Lordelo, que pertenceu ao Marquês do Paraná, do outro lado do Rio Paraíba - no Distrito fluminense Jamapara - Sapucaia

Fazenda do Serrote - Santo Antônio do Aventureiro

Interior da Fazenda Arapoca - Além Paraíba, MG

Ponte Preta - Rio Paraíba do Sul - Além Paraíba, MG

sábado, 22 de janeiro de 2011

O IMPERADOR DOM PEDRO II VISITA ALÉM PARAÍBA

POr Mauro Luiz Senra Fernandes



Em abril de 1881, Dom Pedro II e a Imperatriz Dona Tereza Cristina quando fizeram sua viagem à Província de Minas Gerais, passando por Além Paraíba, foram hóspedes do Barão de São Geraldo, na Fazenda do Pântano.

Ao passar defronte a Igreja Matriz de São José, “A Igreja está ficando bonita”, registrou o Imperador Pedro Segundo,em seu “diário” de viagem pela província.


Quadro óleo sobre tela - 60 x 80 - registra a visita do Imperador Dom Pedro II em Além Paraíba, de autoria da artista Andréa Senra / 2011.
Estação Ferroviária de Porto Novo - Além Paraíba MG

FAMÍLIA TEIXEIRA DE AGUIAR EM MINAS GERAIS - ALÉM PARAÍBA HISTÓRIA MAURO SENRA

Por Mauro Luiz Senra Fernandes


    Capitão Prudente José Teixeira de Aguiar

Antiga e ilustre família, tendo Dom Mendes Pires sido o primeiro Aguiar, Senhor da Quinta de Aguiar, em Trás-os-Montes. Fidalgo e honrado homem, tanto no continente como nas ilhas, foi merecedor de títulos nobiliários, pelo que recebeu, por parte do Rei, seu brasão de armas. Desta família saíram os Aguilares, muito qualificados na Espanha.

No período colonial brasileiro surgiram e cresceram os três grandes caminhos coloniais de acesso para Minas Gerais: Caminho Velho, Caminho Novo e o Caminho da Bahia, ligado às fazendas de gado do rio São Francisco e das Velhas.

A Família Teixeira de Aguiar provavelmente chegou a Minas Gerais na época da mineração, vieram pelo caminho da Bahia. Trazendo boiadas para os currais do São Francisco, plantando roças e instalando criações de porcos e aves nos pousos que abriram derrubando matas e edificando abrigos.
O Caminho da Bahia formou-se numa das mais amplas redes de circulação de mercadorias para região de Minas. Os criadores de gado dos rios das Velhas e São Francisco puderam se consolidar como responsáveis pelas grandes reservas da mercadoria de que, juntamente com o escravo negro, as minas mais necessitavam: a carne bovina para manutenção da população dos arraiais mineradores.
Um dos representantes desta família em Minas Gerais é José Teixeira de Aguiar, era brasileiro, provavelmente natural da Bahia, morador da Zona da Mineração e com o esgotamento do ouro, transferiu-se para região do Vale do Paraíba, juntamente com outros parentes que se instalaram em Mar de Espanha, Leopoldina, Santo Antônio do Aventureiro, São Domingos do Aventureiro, Porto de Santo Antônio, Rio Pardo e São José de Além Paraíba para cultivar a nova riqueza que era o café.
No ano de 1855, Vicente Teixeira de Aguiar, possuía a fazenda denominada “Limoeiro”, em Leopoldina, por compra a José Lourenço Silveira e Bento Teixeira de Aguiar, com setenta alqueires. Provavelmente Vicente Teixeira de Aguiar e Bento Teixeira de Aguiar eram irmãos de José Teixeira de Aguiar.

José Teixeira de Aguiar era fazendeiro em Santo Antônio do Aventureiro, proprietário da Fazenda Várzea da Conceição e casou-se por volta de 1834, com Luiza Francisca de Jesus, falecida aproximadamente em 1868 – ano de seu inventário e tiveram os seguintes filhos:

Lino José Teixeira de Aguiar, nascido em 1837 e casou-se com Benta Álvares de Aguiar e encontra-se no livro de batismo da Igreja Matriz de Santo Antonio do Aventureiro o registro de um de seus filhos: Lino, batizado em 3 de outubro de 1886 e nascido em 19 de dezembro de 1885;
Capitão Prudente José Teixeira de Aguiar, nascido em 1838 e foi casado com Quirina Fortunata do Carmo de Aguiar, filha do Coronel Fortunato de Morais Sarmento e Maria do Carmo Nascimento Sarmento;
Maria Luiza de Jesus, casada com Fortunato Pereira de Araújo;
Bernardina Luiza da Luz, casada com Francisco Teixeira de Aguiar e encontra-se no livro de Batismo da Igreja Matriz de Santo Antonio do Aventureiro, o registro de um de seus filhos: Janita, batizada em 1872 e sendo seus padrinhos Elias Alves Garcia e Mariana Antonia de Jesus;
Cândida Luiza de Jesus, casada com Galdino Bento Vieira;
Marciano Teixeira de Aguiar nasceu em 1841 e casou-se em Santo Antonio do Aventureiro, no dia 12 de maio de 1873 com Maria Pereira de Jesus, que era filha de Joaquim José Antunes e Anna Pereira de Jesus. Encontra-se no livro de Batismo da Igreja Matriz de Santo Antonio do Aventureiro, o registro de um de seus filhos: Marciana, batizada em 1874 e sendo seus padrinhos Francisco Teixeira de Aguiar e Bernardina Maria da Luz;
Carlos Teixeira de Aguiar nasceu em 1843 e casou-se com Balbina Maria de Jesus;
Custódio Teixeira de Aguiar nasceu em 1848 e casou-se com Luiza Cândida Pimenta, que era filha de Manoel Elias Pimenta e Emerenciana Maria de Jesus;
Felício Teixeira de Aguiar nasceu 1855 e casou-se em Santo Antonio do Aventureiro, no dia 10 de abril de 1875, com Francisca Maria da Conceição, que era filha de Bento Ferreira da Silva e Sabina Maria de Oliveira;
Maria José de Aguiar, nascida em 1858, foi casada com Antonio Gomes Henriques e encontra-se no livro de Batismo da Igreja Matriz de Santo Antonio do Aventureiro, o registro de um de seus filhos: Arthur, batizado em 3 de novembro de 1878 e nascido em 21 de agosto do mesmo ano.

Capitão Prudente José Teixeira de Aguiar

Cap.Prudente José Teixeira de Aguiar, sua esposa Quirina Fortunata do Carmo de Aguiar, suas
 filhas Luiza e Bernardina e seus netos Antônio e Edith - foto montagem
                                                     
                                               
Guarda Imperial em Mar de Espanha - aproximadamente 1880 e entre seus 
integrantes esta o Cap. Prudente José Teixeira de Aguiar

Era natural de Minas Gerais, nascido em 1838, filho de José Teixeira de Aguiar e Dona Francisca Luiza de Jesus e fazendeiro na Região de São Domingos do Aventureiro, Distrito de Santo Antônio do Aventureiro, proprietário da Fazenda do Bosque e dos Sítios Carola e Vigença, e faleceu numa caçada de pacas, após passar debaixo de uma cerca, sofreu um ataque do coração, aos quarenta e seis anos de idade, no dia 12 de abril de 1884.
 
Casou-se em 20 de maio de 1864 com Quirina Fortunata do Carmo de Aguiar (Sinhazinha), filha do Coronel Fortunato de Morais Sarmento, nascida em 04 de junho de 1846, em Tabuleiro do Pomba e faleceu no dia 28 de maio de 1933, na cidade de Miraí,
 
Tiveram os seguintes filhos:

Sophia do Carmo de Aguiar Silva e seu esposo José Custódio Corrêa da Silva

Sophia do Carmo de Aguiar Siva e José Custódio Corrêa da Sila com os filhos.

Sophia do Carmo de Aguiar Silva, batizada em São José de Além Paraíba no dia 11 de fevereiro de 1867 e casou-se no dia 14 de fevereiro de 1885, com José Custódio Corrêa da Silva – “Zeca”, filho de José Custódio da Silva e Dona Francisca Cândida Corrêa Netto da Silva.
Tiveram os seguintes filhos:
•• Adhemar Corrêa da Silva – “Sinhô”, nasceu em 01 de janeiro de 1886 e casou-se em primeiro matrimônio com a prima Maria Augusta do Carmo Ribeiro – “Sinhazinha”, filha de sua tia Ritta Fortunata do Carmo Ribeiro e do Cap. Antônio José Ribeiro, e casou-se em segundo matrimônio com Sebastiana Teixeira Ribeiro – “Taninha”, filha de seu primo Christiano Ribeiro e Alice Teixeira Ribeiro.
•• Maria Gabriela de Aguiar Guedes, que nasceu em 18 de março de 1890 e casou-se com Carlos Guedes.
•• José Custódio Corrêa da Silva Filho – “Zezéca”, que nasceu em 21 de junho de 1893 e casou-se com Euzébia Corrêa da Silva.
•• Adherbal Corrêa da Silva, que nasceu em 25 de julho de 1895.
•• Carlos Alberto Corrêa da Silva, que nasceu em 15 de abril de 1898 e casou-se com Zaira Corrêa da Silva.
•• Affonso Corrêa da Silva, que nasceu em 20 de junho de 1900 e casou-se com Maria Corrêa da Silva.
•• Mercedes Aguiar da Silva Barros, que nasceu 23 de fevereiro de 1903 e casou-se com Caubi de Barros.
•• Ilka de Aguiar Fonseca, que nasceu em 10 de outubro de 1905 e casou-se com Francisco Fonseca.
•• Maria do Carmo Aguiar Rezende, que nasceu em 22 de setembro de 1910 e casou-se com Hugo Rezende.

Maria do Carmo de Aguiar Araújo, nascida em 25 de março de 1868, batizada em São José de Além Paraíba no dia 26 de junho de 1868 e foi casada com Antônio João Araújo, filho de Raymundo de Araújo e Silva e Dona Antônia Luiza da Costa.
Alguns de seus filhos foram:
•• Abdon de Aguiar Araújo, que nasceu em São José de Além Paraíba no ano de 1885.
•• Joana do Carmo de Aguiar Araújo, que nasceu em São José de Além Paraíba no ano de 1886.
•• Maria do Carmo de Aguiar Araújo, que nasceu em São José de Além Paraíba no ano de 1889.

Luiza do Carmo de Aguiar Teixeira e seu esposo Antônio Virgílio Teixeira

Luiza do Carmo de Aguiar Teixeira, nascida em 20 de junho de 1872, foi casada com Antônio Virgílio Teixeira, filho do Cap. João Evangelista Teixeira e Dona Sebastiana Augusta Teixeira.
Tiveram os seguintes filhos:
•• Quirina do Carmo de Aguiar Teixeira, que nasceu em 1893.
•• Sebastiana do Carmo de Aguiar Teixeira, que nasceu em 1896.
•• Arthur de Aguiar Teixeira, que nasceu em 1898.
•• Prudente de Aguiar Teixeira, que nasceu em 1900.
•• Alice do Carmo de Aguiar Teixeira, que nasceu em 1902.
•• Deolindo de Aguiar Teixeira, que nasceu em 1904.

Alfredo José Teixeira de Aguiar e sua esposa Guilhermina Furtado de Mendonça de Aguiar

Alfredo José Teixeira de Aguiar, nascido em 21 de abril de 1874 e faleceu em 25 de fevereiro de 1910, no município de São João Nepomuceno.
Foi casado com Dona Guilhermina Furtado de Mendonça de Aguiar, filha de José Clemente Furtado de Mendonça e Rosa Angelica de Oliveira, e neta paterna do Cap. Clemente Furtado de Mendonça e Maria Joaquina de Mendonça.
Tiveram os seguintes filhos:
•• José Teixeira de Aguiar, nascido em 1902 em São João Nepomuceno.
•• Maria do Carmo de Aguiar, nascida em 1905 em São João Nepomuceno.
•• Sebastião Teixeira de Aguiar, nascido em 1907 em São João Nepomuceno.
•• José Lino Teixeira de Aguiar, nascido em 1909 em São João Nepomuceno.

Oscar Teixeira de Aguiar e sua esposa Leonor do Carmo Ribeiro de Aguiar
Família de Oscar Teixeira de Aguiar

Oscar Teixeira de Aguiar, nascido em 13 de julho de 1876 e faleceu em 1971 no município do Rio de Janeiro RJ.
Casou-se em Santo Antônio do Aventureiro no ano de 1898, com a prima Leonor Augusta do Carmo Ribeiro de Aguiar, filha do Capitão Antônio José Ribeiro e Dona Ritta Fortunata do Carmo Ribeiro.
Tiveram os seguintes filhos:
•• Bráulio Teixeira de Aguiar, que era casado com Jupira Alves de Oliveira.
•• Ritta do Carmo de Aguiar Kussá, que foi casada com Otto Kussá Junior.
•• Antônio Teixeira de Aguiar, que foi casado com Cândida Aguiar.
•• Dinah do Carmo Teixeira de Aguiar, que foi casada com Epaminondas Reis Lima.
•• Nair Teixeira de Aguiar, que foi casada com Chateubrian Henriques.
•• José Teixeira de Aguiar – “Quito”, que foi casado com Olga Costa de Aguiar.
•• Leonor do Carmo Teixeira de Aguiar, que foi casada Milton Albuquerque;

Ozório Teixeira de Aguiar, nascido em junho de 1880 e faleceu em 5 de setembro de1882.

Theodomiro Teixeira de Aguiar e sua esposa Henriqueta Furtado de Mendonça de Aguiar

Theodomiro Teixeira de Aguiar (Miro), nascido em 11 de agosto de 1879, foi cirurgião dentista na cidade de São João Nepomuceno, formado na Inglaterra e a profissão passou os ensinamentos para o seu filho Prudente de Aguiar. 
Foi casado com Dona Henriqueta Furtado de Mendonça de Aguiar (Queta – irmã de sua cunhada Guilhermina), natural de São João Nepomuceno MG, filha de José Clemente Furtado de Mendonça e Rosa Angelica de Oliveira, e neta paterna do Cap. Clemente Furtado de Mendonça e Maria Joaquina de Mendonça. Faleceu em 1918, após acidentalmente ser ferido numa caçada na Vila de Angustura e por pertencer a Maçonaria foi condenado pela Igreja Católica ser sepultado em pé, condenação executada pelo padre Aristides Porto.
Tiveram os seguintes filhos:
•• Prudente Teixeira de Aguiar Netto – “Prudentinho”, nascido em 1903 em São João Nepomuceno MG, dentista e respeitável e ativo vereador da Câmara Municipal de Petrópolis.
•• Rosa de Aguiar, nascida em 1904 em São João Nepomuceno MG. 
•• Maria José de Aguiar, nascida em 1908 em São João Nepomuceno MG.
•• Alfredo Teixeira de Aguiar Sobrinho, nascid em 1910 em São João Nepomuceno MG.
•• Wolney Teixeira de Aguiar, cantor, compositor, professor, advogado e juiz de paz de Petropolis. Nasceu em 10 de março de 1913, em São João Nepomuceno. Era casado com a pianista e concertista Maria Chaves Aguiar, sendo pai do famoso maestro Ernani Chaves Aguiar, professor e especialista na regência de obras barrocas do século XVIII.

Francisca do Carmo de Aguiar, nascida em 29 de janeiro de 1881 e faleceu em 12 de março de 1883.




Cel. Antonio Pereira de Jesus, sua esposa Bernardina do Carmo de Aguiar Pereira
 e seus filhos Prudente, Zina, Quirina e Olga

Bernardina do Carmo de Aguiar Pereira (Sinhá), nascida em Santo Antônio do Aventureiro no dia 20 de maio de 1883 e casou-se no dia 24 de junho de 1899, em Porto de Santo Antônio (Astolfo Dutra) com Cel. Antônio Pereira de Jesus, filho de José Pereira de Jesus e Dona Ambrozina Francisca de Azevedo Pereira.
Seus filhos foram:
•• Maria da Conceição de Aguiar Pereira, faleceu ainda criança.
•• Prudente de Aguiar Pereira, que foi casado com Dona Maria Helena Gonçalves.
•• Ambrozina Pereira da Silva (Zina), que foi casada com Joaquim Tavares Pereira.
•• Quirina do Carmo Pereira de Oliveira, que foi casada com Itamar Alves de Oliveira
•• Olga do Carmo Pereira Senra, que foi casada com Raul Ferreira Senra, filho de Carlos de Oliveira Senra e Carolina Ferreira Senra.
•• Edina do Carmo Pereira Ribeiro, que foi casada com o primo em segundo grau Carmindo Ribeiro, filho de Chrsitiano Ribeiro e Alice Teixeira Ribeiro.
•• Antônio de Aguiar Pereira, que foi casada com Dalva Levi Pereira.
•• Edith do Carmo Pereira de Araújo, que foi casada com Silvio Vilhena Fabiano de Araújo.
•• Eulina Saboya Ribeiro, que foi casada com José Octacílio Saboya Ribeiro.
•• Eloina Pereira de Faria, que foi casada com Orsino Faria.
•• José de Aguiar Pereira, que foi casada em primeiro matrimônio com Dora Pereira e em segundo matrimônio com Esperança Pereira.
•• Ed de Aguiar Pereira, que foi casado com Florita Frescari Pereira e em segundo matrimônio com Olga Pereira.
•• Padre Ruy do Carmo Pereira de Aguiar.
•• Maria da Glória Pereira Otto, que foi casada com Alfredo Andrès Otto.


Encontro entre as famílias Aguiar e Pereira de Jesus